Liam Gallagher: se consolidando como artista solo em seu segundo álbum
Resenha - Why Me? Why Not - Liam Gallagher
Por Aleff Jefferson
Postado em 04 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há dois anos atrás, escrevi uma resenha para 'As You Were', que foi considerado por grande parte da mídia como a grade volta de LIAM GALLAGHER após o fim do OASIS e do BEADY EYE. Para minha grata surpresa, o segundo álbum não demorou a chegar e, assim como o primeiro, agradou muito e soa melhor a cada vez que ouço! Vamos para a análise faixa a faixa.
SHOCKWAVE:
O álbum abre com um chute na porta da polêmica Shockwave que, logo após seu lançamento como single, recebeu críticas por soar demasiadamente semelhnate à faixa 'Spread Your Love' da banda BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB (banda que o próprio LIAM já elogiou em seus tempos de OASIS). Bem, polêmicas à parte, o que podemos constatar é que a faixa tem uma pegada que começa com um rock cru e arrastado e explode em um dos melhores pré-refões de todo o disco, seguido de um refrão em coro que, com certeza, vai funcionar muito bem ao vivo.
Liam Gallagher - Mais Novidades
ONE OF US:
Essa faixa tem uma ótima pegada e arranjos fantásticos com tambores, violinos e um coral que mostram uma riqueza de influências que vai além do bom e velho rock and roll e agrega muito a essa fase da carreira do vocalista. Um destaque é a participlação de GENE GALLAGHER (filho de LIAM) tocando bongos. A polêmica da faixa fica por conta da letra que é, claramente, direcionada a NOEL GALLAGHER, irmão e ex-parceiro de OASIS de LIAM. A canção deixa bem claro como LIAM se sente em relação a seu irmão mais velho e seu desejo de que os dois voltem a ter um bom relacionamento.
ONCE:
Aqui chegamos a um dos pontos mais altos do disco. É impressionante como o início, apenas com o violão e a voz de LIAM, remete aos tempos de glória do OASIS. Mas não fica por aí. A faixa vai ganhando corpo à medida que vai progredindo e evolui com um arranjo grandioso que, junto à letra, que soa como uma reflexão de LIAM sobre sua juventude, emocionam qualquer fã.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
NOW THAT I'VE FOUND YOU:
Mais um ponto alto. A letra carrregada de emoção que LIAM escreveu para sua filha MOLLY, junto à melodia extremamente cativante e grudenta fazem dessa música um potencial clássico. Não é preciso ouvir mais de uma vez para ficar com a canção repetindo na cabeça.
HALO:
Com uma introdução de piano que, imediatamente, remete à faixa Bring The Light do BEADY EYE, Halo contrasta bem com a pegada semi acústica das três faixas anteriores. O refrão e o solo de guitarra também merecem destaque nessa faixa que, com certeza, vai funcionar muito bem ao vivo.
WHY ME? WHY NOT:
A faixa que dá nome ao disco é, sem dúvidas, uma das melhores da carreira solo de LIAM. A pegada arrastada e a letra já empolgam até chegar no refrão que, para este que vos escreve, é o melhor de todo o álbum. A parte em falsete do início do refrão é fantástica, porém, infelizmente, é pouco provável que nosso querido LIAM vá reproduzir ao vivo tal qual foi gravada (a presença de NOEL cairia bem para cantar essa parte nos shows).
BE STILL:
Aqui temos mais um rock bem direto com um pré refrão e um refrão fantásticos. A letra que fala sobre 'manter a cabeça erguida' e ser fiel à sua essência, casa perfeitamente com as melodias e tem tudo para se tornar obrigatória nos setlists dos próximos shows.
ALRIGHT NOW:
Não é surpresa para ninguém, que LIAM é um fã declarado de BEATLES e de várias bandas clássicas dos anos 60 e 70. Essa faixa deixa explícita essas influências e soa extremamante agradável mostrando que LIAM só chegou onde está hoje porque está sentado sobre os ombros de gigantes (!!!).
MEADOW:
Continuando na pegada das influências dos anos 60 e 70, temos uma balada semi acústica com uma pegada bem psicodélica e com um solo de guitarra que remete aos trabalhos de GEORGE HARRISSON com os BEATLES. Certamente, não é a faixa mais empolgante do álbum, mas vai agradar os fãs.
THE RIVER:
Em contraste com as duas faixas anteriores, aqui temos uma música mais 'crua' e, definitivamente, mais pesada com uma pegada bem arrastada. O próprio LIAM havia comentado que essa era uma das faixas mais pesadas presentes nesse trabalho e, de fato, é.
GONE:
Aqui torna-se claro que a carreira solo de LIAM é bem mais do que apenas uma tentativa de soar como o OASIS. A pegada meio meio country, meio folk, funciona muito bem nessa música.
INVISIBLE SUN (BÔNUS):
Essa música, por si só, é um motivo para comprar a versão deluxe do álbum. Sem dúvidas uma das faixas mais empolgantes com um dos refrões mais marcantes do trabalho. Impossível ouvir só uma vez.
MISUNDERSTOOD (BÔNUS):
Bem, parece que LIAM decidiu guardar as melhores músicas para quem quiser comprar a versão deluxe. Aqui temos uma das baladas mais lindas da carreira do vocalista. A letra introspectiva deixa claro que NOEL não é o único GALLAGHER capaz de escrever letras fantásticas. Arrisco dizer que Misunderstood é melhor que o single Once e que, se tivesse sido lançada pelo OASIS, seria um clássico imediato!
GLIMMER (BÔNUS):
É impossível não pensar no R.E.M. nos primeiros segundos de audição de Glimmer, e isso é uma ótima surpresa. Essa faixa encerra a versão deluxe de Why Me? Why Not com uma vibe bastante positiva.
Ao final da audição, é impossível não querer ouvir o álbum novamente. Quando comparamos com seu antecessor, WHY ME? WHY NOT mostra-se um álbum mais comercial, com mais faixas pensadas para serem apresentadas ao vivo, porém, é impossível dizer qual o melhor entre os dois (e, sinceramente, não há a mínima necessidade).
A certeza que fica é que LIAM GALLAGHER está cada vez mais consolidado como artista solo e que está cada vez mais ditante do estigma de que, sem NOEL, ele não conseguiria fazer boas músicas. Todos sabemos que LIAM contou com vários colaboradores em todas as canções de WHY ME? WHY NOT, porém, ele não é o primeiro nem o último vocalista em carreira solo a fazer isso.
Tracklist:
01. Shockwave
02. One of Us
03. Once
04. Now That I’ve Found You
05. Halo
06. Why Me? Why Not.
07. Be Still
08. Alright Now
09. Meadow
10. The River
11. Gone
12. Invisible Sun (Bônus)
13. Misunderstood (Bônus)
14. Glimmer (Bônus)
Outras resenhas de Why Me? Why Not - Liam Gallagher
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Atual guitarrista considera "Smoke on the Water" a música mais difícil do Deep Purple
A condição imposta por Ritchie Blackmore para voltar aos palcos
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A banda que o Cream odiava: "Sempre foram uma porcaria e nunca serão outra coisa"
A música "pop genérica" de um disco clássico do Jethro Tull que incomoda Ian Anderson
O melhor cantor de blues de todos os tempos, segundo Keith Richards
O músico que apagou as fitas do próprio álbum após a morte de Kurt Cobain
Megadeth, Pepeu Gomes e a mania do internauta achar que sabe de tudo
Scott Ian explica significado de "It's for the Kids", nova música do Anthrax
A torta de climão entre Zakk Wylde e Dave Grohl por causa de Ozzy Osbourne
A morte de Chico Science e as dúvidas que ainda cercam o acidente, segundo Júlio Ettore
O álbum do Queen que Derrick Green gostaria de ter feito
"Seria um idiota se aceitasse": guitarrista descarta retorno ao W.A.S.P.
As duas faixas interessantes de "Brave New World" que o Iron Maiden nunca tocou ao vivo
A hilária atitude da Blitz que hoje seria alvo certo de cancelamento na internet
O cara que é "sem dúvidas o pior músico do Pink Floyd", segundo Steven Wilson

Liam Gallagher debocha de entrada do Oasis no Rock and Roll Hall of Fame
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível
