Forkill: O Thrash Metal Carioca a todo vapor
Resenha - Sound of the Devil's Bell - Forkill
Por Thiago Barcellos
Postado em 11 de setembro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Formada em 2010, com um full-lenght já na pista (Breathing Hate, de 2013) o Forkill está de volta com os dois pés na porta com o eficiente "The Sound of the Devil's Bell", lançado pela Dark Sun Records e disponível em todas as plataformas digitais.
O capricho e profissionalismo começa na embalagem da parada. Com pôster, brindes e uma arte conceitual INCRÍVEL o CD físico se faz obrigatório para quem já é ou vai se tornar fã da banda.
A capa incrivelmente foda é um trampo do artista Rafael Tavares,que já fez algumas capas de bandas no cenário nacional, como Torture Squad.
Agora vamos ao disco: o Forkill nos entrega um álbum direto, thrash bate cabeça do início ao fim.
A belíssima introdução "Succubus' Lamment" nos transporta diretamente aos anos 80, com aquele dedilhadinho safado que as bandas de thrash costumavam inciar seus álbuns clássicos. O arranjo de vozes é de muito bom gosto, e meio que te "amacia" pra porrada que abre de fato o disco, "Emperor of Pain". Thrashão para abrir roda e bater cabeça até cansar.
A banda mostra ao longo do disco as influências clássicas de Thrash, mas algo da escola alemã (Kreator, Destruction) e principalmente Sepultura saltam aos meus ouvidos, mas a grande parada é que o Forkill consegue ter a sua própria cara, e não soa como cópia.
"Let There be Thrash" segue com o ritmo acelerado, e na "Keepers of Rage" cadencia o headbanging com um riff matador, um dos favoritos de todo o disco.
A "Warlord" tem uma levada que traz algo de Slayer aos ouvidos, e na "When Hell Rises" a banda mostra uma boa mistura de riffs melodiosos e pesados em seus quase 6 minutos e se mostra a mais diferenciada e trabalhada do disco. Grande composição!!
Aí entra "Leviathan", mais uma faixa com um arranjo dedilhado de muito bom gosto que com certeza vai nos preparar para a trinca "R.E.D.", "Killed at Last" e "Old Skullz". Todas elas com cerca de 3 minutos e não terão piedade do seu pescoço.
"In Your Face", minha favorita do disco, tem um instrumental inspirado e um refrão com umas vozes de fundo que ficaram bem diferente e originais.
Aí vem a última (E igualmente linda) faixa com arranjo acústico, "Knights of Apocalypse" que fecha com chave de ouro um disco de Thrash Metal digno de figurar nos melhores lançamentos do ano.
Ah sim, ainda vem como faixa bônus, "Vendetta", do primeiro álbum.
E em tempos aonde o digital vem prevalecendo sobre o físico, eu vos digo: Comprem esse CD físico. O material é de qualidade, e os caras fazem valer seu suado dinheiro. Tanto na qualidade sonora quanto na arte gráfica.
Let There Be Thrash!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
Os dois estilos musicais que Lemmy detestava e considerava pobres musicalmente
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
Roger Waters detona Mick Jagger e diz que astro só pensa no físico e no próprio saldo bancário
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
O disco gravado por Bruce Dickinson que a Metal Hammer considera o pior do Iron Maiden
O cantor jovem que assustava Freddie Mercury e a quem ele não tinha nada a ensinar
O disco que vendeu uma barbaridade e ficou conhecido como o álbum que matou o Britpop
O guitar hero do metal que trabalhou no Burguer King para comprar sua primeira Flying V
A banda que mudou a história da música para sempre, conforme Rick Rubin
A música do Genesis que virou hit, mas Phil Collins não cantava; "Não sei do que ela fala"

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



