Richard Henshall: guitarrista do Haken faz ótima estreia solo
Resenha - Cocoon - Richard Henshall
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 22 de agosto de 2019
Nota: 7 ![]()
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Foram quatro anos de criação até que o guitarrista e tecladista inglês Richard Henshall, famoso por suas contribuições no Haken, To Mera, Nova Collective e Mike Portnoy's The Shattered Fortress, deu à luz seu primeiro álbum solo, The Cocoon. Para completar a formação principal, ele conta com seus colegas de banda Conner Green (Haken) no baixo e Matthew Lynch (Nova Collective, Cynic) na bateria.

Este trio acima de qualquer suspeita ajuda o músico a fazer uma estreia sólida e segura, mesmo para quem já havia provado noutras ocasiões que merecia lugar de destaque na nova geração de guitarristas do heavy metal.
É verdade que menos de 50 minutos de música distribuídos em apenas sete faixas parecem um rendimento pífio para quatro anos de maturação. Mas podemos dizer que ser curto é o único defeito relevante do excelente The Cocoon.
A abertura "Pupa" é um ótimo cartão de visitas por resumir em dois minutos e meio a proposta musical do disco: instrumental técnico com direito a passagens serenas. Exceto que o álbum não é todo instrumental, e quem garante isso é o próprio Richard, que demonstra ser um vocalista à altura de sua própria música - e também dono de um timbre curiosamente parecido com o de seu colega de Haken, Ross Jennings, mas notadamente mais baixo.
Falando no sexteto de metal progressivo, não dá para não perceber uns toques de Haken no som de Richard. Pudera, ele é o guitarrista, segundo tecladista e, por muito tempo, principal compositor do grupo. A primeira música de fato, a faixa título, reafirma este parágrafo e o anterior por dez minutos - a mais longa da obra. Dentre seus destaques, temos o solo de saxofone de Adam Carrillo.
"Silken Chains", com a participação do multi-instrumentista David Maxim Micic, valoriza mais o lado leve do guitarrista. É altamente técnica, mas com pouca distorção. "Limbo" leva isto para outro nível e se revela um trabalho com fortes toques de música ambiente - tanto que chega a ser monótona em comparação às suas companheiras.
"Lunar Room", com Marco Sfogli, Ben Levin, Jessica Kion (os dois últimos do Bent Knee) e "Twisted Shadows" (com Jordan Rudess (Dream Theater) e o já mencionado Ross) repetem "Cocoon" e são os momentos mais técnicos - e melhores - do álbum.
Outro membro do Bent Knee, o violinista Chris Baum, deixa sua marca no disco, agora no encerramento "Afterglow", que também equilibra bem os lados leve e pesado do trabalho.
A curta duração de The Cocoon faz com que ele pareça ter sido pouco para tudo que o músico tinha a oferecer. O que ao menos deixa espaço de sobra para um sucessor igualmente bom, quiçá até melhor. É, Richard... Você se deu uma missão tão difícil quanto a de outro grande guitarrista inglês da nova leva do metal progressivo, Lee Luland, do Prospekt - superar um produto que já é de altíssimo nível.
Abaixo, o playthrough de "Twisted Shadows":
Track-list:
1. "Pupa"
2. "Cocoon"
3. "Silken Chains"
4. "Limbo"
5. "Lunar Room"
6. "Twisted Shadows"
7. "Afterglow"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/richardhenshall
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