Seven Angels: Power Metal Melódico com vocal feminino
Resenha - Second Floor - Seven Angels
Por José Sinésio Rorigues
Postado em 06 de agosto de 2019
Em defesa da mulher, o grande Leandro Karnal disse, certa vez: "Eva, Cleópatra e Pandora são sinônimos do mal porque a História foi escrita por homens. É o típico machismo. Deus é concebido como homem, apesar de os teólogos dizerem que ele não tem sexo. As normas gramaticais são regidas pelo masculino. A primeira fala de Adão, na Bíblia, é culpar a mulher por dar a ele a fruta proibida..." Karnal pode ter razão, mas, felizmente, o Heavy Metal é um estilo no qual homens e mulheres têm a mesma importância (diametralmente oposto a subgêneros como "sertanojo" e funk, nos quais as mulheres são tratadas como meros objetos). Assim, é com redobrada satisfação que falo aqui a respeito de uma banda com vocal feminino. Satisfação redobrada por ser uma banda daqui do Paraná.
Trata-se do grupo SEVEN ANGELS, de Curitiba. No distante ano de 2002, o quinteto lançou o álbum The Second Floor, recheado com dez composições que se enquadram num Power Metal/Melódico com pitadas evidentes de Gothic Metal. Após uma desnecessária introdução, o álbum tem início com a rápida, pesada e poderosa faixa que dá nome ao trampo. A bateria é soberbamente atacada, com rapidez e agressividade. A guitarra mostra rapidez, sendo manuseada por quem entende do negócio. O baixo consegue se enquadrar muito bem, o que resulta num som muito bem feito. Quando a vocalista Débora começa a cantar, percebe-se que ela tem uma voz mediana, o que destoa do restante do grupo. Pena que, a seguir, a coisa dá uma caída, com a faixa "Breathless Years". Não que a música seja ruim, mas a voz da vocalista parece forçada aqui, como se não conseguisse acompanhar o restante da banda. Ou seja: música rápida, soberbamente tocada, mas com um vocal aquém do que se poderia esperar. A situação se arrasta pelas faixas seguintes: o esforço de Débora para acompanhar os demais músicos é evidente e a coisa começa a ficar meio enjoativa. A faixa "Revelation" é ligeiramente melhor, rápida e com um bom refrão. "Deceiving Time" tem um instrumental soberbo, bem Power Metal. Pena que não há um casamento perfeito entre vocal e instrumental. "The Wisdom Of His Majesty", começa com uma introdução de piano muito bem executada, evoluindo a seguir para algo mais pesado. A voz de Débora, aqui, se sai melhor, sendo até meio angelical. Quando chegamos à faixa "From Hills And Woods", a coisa melhora significativamente, e nos deparamos com uma composição rápida e relativamente boa. O instrumental é bem power, mas novamente a voz de Débora é o problema. Se todas as faixas fossem na linha da faixa-título, este trabalho teria tudo para ser a obra-prima de uma grande banda paranaense. De qualquer forma, o SEVEN ANGELS está de parabéns pela iniciativa de fazer um Heavy Metal forte, com seus músicos transbordando profissionalismo. Ah, antes que eu me esqueça: o baterista se destaca, sendo um músico muito competente, e o guitarrista faz seu trabalho de modo particularmente excelente, não perdendo tempo com aqueles solos infinitos que só agradariam a si próprio.
Formação do SEVEN ANGELS na época de The Second Floor:
*Debora Serrí – Vocal
*Karím Serrí – Guitarra
*Eliezer Leite – Bateria
*Rafael Friesen – Teclado
*Ricardo Bagatelli - Baixo
Track List do álbum The Second Floor:
01 – Death Overture
02 – The Second Floor
03 – Breathless Years
04 – Revelation
05 – Deceiving Time
06 – The Wisdom Of Thie Majesty
07 – Purify
08 – Mask Of Sadness
09 – Here I Am
10 – From Hills And Woods
Nota: 6,5
Bandas similares:
DARK MOOR, da Espanha;
EDENBRIDGE, da Áustria;
GLORY OPERA, do Brasil;
ANDRÉ MATOS, do Brasil (particularmente no álbum Time To Be Free);
DIVIDED MULTITUDE, da Grécia;
KARMA, do Brasil (na fase do álbum Leave Now!!!)
DYNASTY, do Brasil (sobretudo no instrumental)
DARKWELL, da Áustria (sem a parte sinfônica e sem vocal masculino)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
O vocalista que tatuou a banda no braço e foi demitido em seguida
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Para Geezer Butler, capa de disco do Black Sabbath é "a pior de todos os tempos"
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
Para Matt Sorum, Velvet Revolver poderia ter sido tão grande quanto o Guns N' Roses
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
Os títulos de músicas do Metallica que aparecem em "The Last Note", do Megadeth
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine aponta o que poderia resolver sua relação com o Metallica
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
O clipe do Linkin Park que não envelheceu bem, na opinião de Mike Shinoda
O dia que músico expulso dos Beatles desabafou com João Barone: "Ele ficou triste"
O megahit do Iron Maiden que não representa o som da banda, segundo Steve Harris


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



