Joe Satriani: ao lado de Glenn Hughes e Chad Smith em um baita disco
Resenha - What Happens Next - Joe Satriani
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de julho de 2019
Entrando em sua sexta década de vida, Joe Satriani chega ao seu décimo-sexto álbum. "What Happens Next" foi lançado dia 12 de janeiro de 2018 pela Sony Music e tem produção de Mike Fraser (AC/DC, Blackberry Smoke, The Cult). Um dos grandes atrativos do disco é que ao lado de Satriani estão Glenn Hughes e Chad Smith, este último companheiro de banda também no Chickenfoot, com a dupla dando um brilho todo especial ao trabalho. E até vale um pensamento: Hughes está com 66 anos e Smith com 56, comprovando que a longa estrada fez bem para ambos.
Joe Satriani - Mais Novidades
"What Happens Next" é o sucessor de "Shockwave Supernova" (2015) e possui uma sonoridade bastante orgânica e agressiva. A força do trio Satriani-Hughes-Smith pulsa por todo o disco, que trilha predominantemente o caminho do rock mas dá umas pisadas fora da curva em alguns momentos.
Satriani é um monstro na guitarra, um dos grandes responsáveis por tornar o rock instrumental viável comercialmente. Afinal, dois de seus discos - "Surfing with the Alien" (1987) e "The Extremist" (1992) - estão entre os grandes best sellers da música instrumental de todos os tempos e o restante de sua discografia jamais deixou de se destacar em vendas. A presença de Glenn e Chad dá contornos ainda mais fortes para a musicalidade de Joe, fazendo as composições do guitarrista alcançarem um nível altíssimo. É um power trio com ênfase no power, além, é claro, na exuberância técnica e no brilho individual, já que todos os músicos dominam seus instrumentos como poucos.
É possível detectar também em "What Happens Next" algumas homenagens de Joe Satriani para outros ícones das seis cordas, com o músico explorando caminhos sonoros associados de maneira marcante a outros guitarristas. É o caso de "Smooth Soul", por exemplo, onde Santana é trazido à tona sem timidez. Já em "Headrush" temos a velocidade de Alvin Lee baixando em Satriani, enquanto o encerramento com a linda "Forever and Ever" é um arrepiante tributo a Jimi Hendrix.
O funk presente no DNA de Glenn Hughes e Chad Smith dá as caras no groove de "Catbot", enquanto o baterista solta a mão sem medo na segunda metade de "Cherry Blossoms", mostrando que seu repertório vai muito além daquele apresentado no Red Hot Chili Peppers. Já Hughes deixa claro mais uma vez o grande baixista que sempre foi com performances de cair o queixo em canções como "Looper" e "Super Funky Badass". E, aliado a tudo isso, ainda há a presença de uma pequena pérola pop como "Righteous", cuja melodia agradável acompanha o ouvinte pelo restante do dia.
Tudo isso faz de "What Happens Next" um dos melhores discos de Joe Satriani. Há inspiração, há feeling, há coração pulsando em todas as faixas, que soam quentes e vivas. Ao término da audição fica a certeza de que a união do trio foi uma escolha muita acertada, tanto que já dá pra imaginar os próximos passos desta parceria.
Outras resenhas de What Happens Next - Joe Satriani
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 10 melhores discos do Kiss, em lista do Classic Rock History
Dave Grohl toca "Highway to Hell" com o AC/DC em Nova Jersey
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
O álbum mais subestimado do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Um dos nossos melhores"
Gigantes do metal fizeram Geezer Butler perceber a importância do Black Sabbath
O guitarrista extraordinário que Alex Lifeson admirava, mas cuja banda não o emocionava
58 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de outubro
Nicko McBrain gostaria de ser enterrado no caixão "mais estranho do mundo"
"Ed Sheeran não é uma vítima", diz Tom Morello sobre recente polêmica
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
O disco solo que Roger Waters coloca no mesmo nível dos maiores clássicos do Pink Floyd
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
A categórica resposta de Regis Tadeu sobre se há álbum brasileiro clássico de rock pós-2000
Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
A música solo que Gilmour se arrependeu de escrever por causa do Pink Floyd
Kiko Loureiro diz que separação da formação clássica do Angra foi pior momento da carreira
A música do Rush que para Neil Peart é "provavelmente uma das nossas melhores"
O hit da Legião que Renato fez para sua 1ª paixão e título tem erro conceitual
O clássico do Black Sabbath que está entre os discos que mudaram a vida de Joe Satriani
Kirk Hammett era um "ótimo aluno", segundo Joe Satriani
Os dois gênios da guitarra que, para Neil Young, ajudaram a matar o rock
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



