King Diamond: um marco na carreira de uma lenda viva
Resenha - Songs for the Dead Live - King Diamond
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 23 de junho de 2019
King Diamond é uma das maiores lendas vivas do metal. Tanto no Mercyful Fate como em sua carreira solo, o vocalista dinamarquês estabeleceu novos parâmetros para o som pesado, seja através da união entre letras inspiradas em filmes de terror a melodias sempre agradáveis, seja pela dramaticidade e pelo aspecto teatral de suas performances. Isso sem falar no timbre extremamente agudo e característico.
"Songs for the Dead Live" traz dois shows realizados por Diamond nos anos de 2015 e 2016, respectivamente no Fillmore da Philadelphia e no festival Graspop Metal Meeting. O material acaba de sair no Brasil pela Hellion Records em um box triplo trazendo 2 DVDs e 1 CD, além de um pôster exclusivo.
Sem exagero, dá pra afirmar sem medo que "Songs for the Dead Live" é o trabalho ao vivo definitivo da carreira de King Diamond. Musicalmente, a performance é irretocável. A banda formada por Andy LaRocque (guitarra), Mike Wead (guitarra), Pontus Egberg (baixo) e Matt Thompson (bateria) é excepcional. A interação entre as guitarras, as mudanças de climas, o peso e a precisão que cerca a execução de todas as músicas é exemplar e quase didática, em um trabalho com cara de referência. Diamond e seus asseclas estabeleceram um nível altíssimo, e quem vier a partir de agora que se vire para superar.
Mas o grande trunfo está na parte em vídeo. "Songs for the Dead Live" é um dos mais impressionantes registros em vídeo da história do metal. A produção, a fotografia, a direção de arte, a iluminação, a edição e tudo mais é brilhante, traduzindo de maneira sublime a estética sombria e soturna do estilo. King Diamond, que nunca foi apenas um cantor mas sim um performer completo, atuando e encarnando diferentes personas em cima do palco, dá uma aula de como incorporar vários papéis durante todo o show. Junta-se a isso uma ambientação e um cenário de palco minuciosamente produzidos, mais a presença de outros atores que surgem no palco durante as canções, e temos um resultado final que soa muito próximo do que o metal, como gênero musical, pode render em palcos teatrais emblemáticos como a Broadway, por exemplo. O que King Diamond fez é algo próximo de uma ópera com peça de teatro, e que serve de universo para as suas tétricas canções.
O setlist dos shows é similar e conta com músicas da banda de King e também do Mercyful Fate, como as clássicas "Melissa" e "Come to the Sabbath", destaques ao lado das ótimas "Eye of the Witch", "Them", "Funeral" e "Abigail", entre outras.
A edição da Hellion vem em um box muito bem produzido e que mostra o cuidado especial que o selo tem tido com os seus lançamentos, além de um grande respeito com o fã e colecionador que segue comprando itens originais e mantendo a mídia física viva.
"Songs for the Dead Live" é um item obrigatório para qualquer fã de metal, seja pelas músicas que apresenta, pela performance absolutamente arrebatadora ou pelo nível inédito alcançado em cima de um palco. Mesmo você não sendo um grande fã de King Diamond – como é o meu caso, admito – vale a pena conferir, porque é um trabalho tão fora da curva que basta um único vislumbre para perceber o quão especial ele é.
Nota máxima, com louvor.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
O disco do Black Sabbath considerado uma "atrocidade" pelo Heavy Consequence
Angra faz postagem em apoio a Dee Snider, vocalista do Twisted Sister
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
Revolver Magazine lista 13 grandes álbuns que completam 20 anos em 2026
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Ozzy Osbourne ganha Boneco de Olinda em sua homenagem


O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias


