Artillery: Agressividade, força e consciência da realidade

Resenha - By Inheritance - Artillery

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Por Ricardo Cunha
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Banda de thrash/heavy metal da Dinamarca criada em 1982 por Jorgen Sandau, que era roadie do Mercyful Fate, e pelo baterista Carsten Nielsen. A banda alcançou reconhecimento mundial antes mesmo de seu primeiro álbum, graças a algumas demos bem distribuídas (desde o seu relançamento com o título de Deadly Relics). O primeiro álbum, Fear Tomorrow, foi uma ligeira decepção em relação às demos devido a uma produção abaixo do padrão, mas as músicas eram ótimas. Terror Squad, o segundo disco, se saiu melhor, sendo um dos melhores álbum deles no geral.

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Como terceiro álbum de estúdio, By Inheritance assinala o momento antes da primeira parada do grupo. Um álbum com a cara dos anos 1990, cujas principais características são os riffs trampados e os vocais intensos. Ainda que a música aqui contida não possa ser chamada de algo exatamente original, o disco agrada muito a todos os apreciadores do heavy/thrash que, aliás, se identificam justamente com aspectos que, neste álbum, são evidentes: agressividade, força e energia. O disco foi produzido por Flemming Rasmussen, que entre outros trabalhou com Metallica, Morbid Angel e a Blind Guardian. E o cara que levou a banda a um resultado nada mais do que excelente! As guitarras estão potentes e tudo no disco é muito claro e alto. A banda também fez sua parte de forma exemplar: compôs harmonias simples e rápidas que foram executadas com destreza no estúdio. As letras, que geralmente estão baseadas em fatos reais, costumam denunciar e/ou ironizar histórias que abalaram o mundo. Um exemplo é a faixa de abrtura, Khomaniac que nada mais é do que a junção do nome "Aiatolá Khomeini" com a palavra "maniac" na grafia em inglês.

Considerada por muitos, uma das melhores do estilo, a trajetória da banda é marcada por autos e baixos. Para se ter uma ideia, estiveram na ativa no período de 1982 a 1991; depois, de 1998 a 2000; e, por fim, de 2007 até o presente. Desde então, parecem ter se estabizado e gravaram muitos discos. Atualmente, estão na estrada divulgando o último trabalho The Face of Fear (2018).




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Sobre Ricardo Cunha

Apaixonado por música e estudante de Filosofia, juntou os interesses para escrever principalmente sobre rock e metal.

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