Dream Theater: Images And Words é quase uma unanimidade
Resenha - Images And Words - Dream Theater
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
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Em julho de 1992, o DREAM THEATER lançou seu segundo álbum de estúdio, o maravilhoso "Images And Words", que marca a entrada do vocalista James LaBrie. Considerado por uma maioria esmagadora o maior trabalho da banda, ajudou a ditar os rumos do Prog Metal, e até os dias de hoje, é citado como referência por inúmeros músicos. Além de tudo isso, possivelmente foi através desse disco que muita gente passou a conhecer o estilo.
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A primeira música do álbum acabou se tornando o maior sucesso comercial da banda. A lendária "Pull Me Under" se tornou um clássico, e tudo o que caracteriza a banda está presente: as mudanças de andamento, os riffs pesados, a bateria marcante, o baixo insano, o teclado inconfundível de Kevin Moore, o vocal característico de LaBrie, grandes solos, e um refrão que com certeza você já ouviu algum amigo headbanger (ou nerd) cantarolando. O vídeo da música foi veiculado na MTV (na época do grunge, olha a ousadia), o que ajudou a música a se popularizar.
Outro grande momento de "Images And Words" é "Another Day", uma das músicas mais sentimentais do DT, além de ser reconhecida como uma das baladas mais bonitas e tocantes já gravadas por uma banda de Metal. A "progueira" insana volta com "Take The Time", que passeia por inúmeros estilos e climas durante seus oito minutos de puro virtuosismo, onde todos os integrantes mostram as razões pelas quais formam uma das bandas mais técnicas da historia. A próxima faixa, "Surrounded", é um pouco mais curta, e apesar do início mais cadenciado, vai crescendo, até chegar em um fantástico solo.
A quinta música do álbum é uma obra prima. Se "Pull Me Under" é o maior sucesso comercial, "Metropolis – Part I [The Miracle And The Sleeper]" é o maior clássico. Não existe nada para falar dessa música que nunca tenha sido dito ou escrito. Uma verdadeira aula de como se fazer Metal Progressivo. O manual de instruções do Prog Metal seria um termo mais que adequado para a canção, que em seus quase dez minutos, conta com TODOS os músicos dando um espetáculo. De quebra, sua historia serviu de inspiração para outro grande trabalho, intitulado "Metropolis – Part II [Scenes From a Memory]". Obrigatória para qualquer fã do estilo.
Depois de tudo isso, se o disco terminasse, já teria cumprido (muito bem) sua missão. Porém, ainda há espaço para mais três pérolas: "Under a Glass Moon", que tem um dos melhores solos de John Petrucci. "Wait For Sleep" é um lindo dueto entre Kevin Moore e James Labrie, e em seus dois minutos e meio, mostra muita pompa e técnica (além de dar um descanso para Portnoy, Petrucci e Myung).
A épica "Learning To Live" é o encerramento perfeito para um trabalho perfeito. Tal qual a primeira parte de "Metropolis...", é uma aula de como se escrever um Prog Metal de respeito. Seus quase doze minutos não cansam e não soam repetitivos, reclamação que sempre pauta a a argumentação dos haters da banda.
Aliás, o disco só não é uma unanimidade porque existe quem não goste da banda, por motivo A ou B, o que é absolutamente normal, uma vez que o DREAM THEATER faz parte de um universo onde não há meio termo: amor incondicional ou ódio mortal.
Para quem é do time do amor, "Images And Words" sempre será a lua de mel perfeita. Já quem é do time do ódio, se quiser dar mais uma chance, pode tentar com o segundo disco da banda... quem sabe não rola um "match", como dizem os jovens? Vale a tentativa!
CLÁSSICO ABSOLUTO!
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