Paradise Lost: Inovador e fundamental, o maior momento da carreira
Resenha - Draconian Times - Paradise Lost
Por Mateus Ribeiro
Postado em 16 de fevereiro de 2019
Quem é fã do PARADISE LOST sabe que a banda já mudou muito, e continua mudando até hoje. O seu trabalho mais ilustre, "Draconian Times", é fruto dessas constantes e significativas mudanças.
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O disco foi lançado em 1995, época em que muitas bandas começaram a incluir elementos novos em seus trabalhos. A música pesada passava por muitas transformações interessantes, e enquanto parte do público mergulhava de cabeça nas novidades que estavam surgindo, outra parcela mais preguiçosa (que continua muito viva e ativa até os dias de hoje) espalhava o enfadonho e insuportável papo de que "o rock está morrendo".

Pois bem, o PARADISE também resolveu modificar o seu som, e o resultado não poderia ser melhor do que o apresentado em "Draconian Times". O peso de álbuns anteriores está ali, as composições mais arrastadas também. Porém, quem não conhece o trabalho dos caras e ouve o disco não imagina que foi a mesma banda que gravou "Gothic", por exemplo. A veia Doom/Gothic ainda estava ali, mas dessa vez, um senso enorme de melodia estava fazendo companhia.
O disco é uma viagem do começo ao fim, e alterna momentos mais calmos com alguns mais agitados. Porém, não vá com muita sede ao pote esperando um disco de Rock And Roll que vai tocar em festas de aniversário. Afinal, estamos falando de PARADISE LOST. Quando digo momentos agitados, falo sobre os riffs de Heavy Metal que dão as caras em algumas músicas.

A primeira música do disco, a ótima "Enchantment" é um aviso do que está por vir: uma atmosfera hipnotizante, cheia de climas, varia entre o doom e o heavy, com o grande Nick Holmes mostrando toda a versatilidade de sua voz. Esse é basicamente um resumo rápido do disco: enquanto algumas músicas são mais Doom, outras pendem para o Gothic/Heavy.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Clássicos não faltam no disco, como é o caso de "Forever Failure", uma das maiores composições da carreira do PARADISE. Uma música que desperta angústia e desespero em proporções gigantescas. Os trechos que contam com a voz do falecido Charles Manson colaboram muito para a música ganhar contornos épicos.
Também não podemos esquecer a maravilhosa "Hallowed Land", e da marcante "The Last Time", que tem um refrão extremamente grudento. A grande "I See Your Face" segue a mesma "vibe" de "Hallowed Land", e "Once Solemn" surpreende pelo seu clima totalmente Heavy Metal, mas sem fugir da essência do Paradise.
Ao mesmo tempo em que músicas como as citadas acima chamam a atenção do ouvinte, outras um pouco mais densas, casos de "Jaded", "Elusive Cure" e Hands Of Reason" também garantem ótimos momentos.

Talvez seja essa harmonia entre os climas que torne "Draconian Times" um clássico não apenas do PARADISE, mas da música pesada em si. Um disco corajoso, original, que mistura agonia com esperança ("Yearn For Change" é um belo exemplo), peso com melodia ("Shadowkings" mostra bem isso) e que olha para o futuro, sem esquecer o passado glorioso da banda.
"Draconian Times", além de tudo, serve de "ponte" para os subestimados discos que o sucederam. De qualquer forma, até hoje, continua sendo o maior trabalho do PARADISE LOST.

Fundamental!

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