Lamb of God: "Wrath" é a ira em forma de música
Resenha - Wrath - Lamb of God
Por Mateus Ribeiro
Postado em 07 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O mês de fevereiro de 2019 marca 10 anos do lançamento de "Wrath", sexto álbum de estúdio do LAMB OF GOD. O sucessor do aclamado "Sacrament" tinha a missão de satisfazer os exigentes fãs da banda. Conseguiu, com maestria. E poucas vezes o nome de um disco combinou bem com seu conteúdo. "Wrath é pura ira desde o primeiro até o último acorde.
A bela introdução "The Passing" é só um pequeno momento de alívio antes do massacre, que começa com "In Your Words", uma pedrada perfeita para deixar o ouvinte atordoado. Em pouco mais de cinco minutos, já dá para entender o recado que a banda quer passar no álbum: transformar toneladas de ódio em música extrema. De fato, o restante do disco segue a mesma receita: muito peso, velocidade, e a sensação constante de que você está tomando chutes e socos na orelha.
O álbum inteiro é uma obra do metal moderno. E quando falo metal moderno, não estou comparando com new metal e outras coisas que colocam tudo no som, menos metal. É peso, velocidade, agressividade e muito rancor. O disco é sangue no olho total, como comprovam "Set To Fail", "Broken Hands", a doente "Contractor" e "Fake Messiah".
Fechando a primeira metade do álbum, um dos maiores momentos da carreira do LOG. Após uma introdução muito bem trabalhada, a música entra em um clima de violência misturado com (um pouco de) melodia que prende a atenção do ouvinte. Destaque para o trabalho minucioso do baterista Chris Adler nesta música. Se o disco contasse apenas com as músicas citadas, já valeria o investimento. Mas ainda tem mais coisa pela frente.
A segunda parte começa com "Broken Hands", que é uma verdadeira parede sonora. "Dead Seeds" já começa com um dos melhores riffs da carreira dos caras, "Everything to Nothing" é tão doente quanto "Contractor". O final do disco conta com "Choke Sermon", que mantém o pique, e termina com "Reclamation", um tanto quanto arrastada, mas muito pesada.
"Wrath" é um disco que consegue ser constante do início ao fim, algo louvável. O nível das composições é absurdo, e isso só foi atingido pelo fato da banda contar com músicos muito competentes, que tocam com a alma. Todos merecem destaque, principalmente o vocalista Randy Blythe, que parecia estar ciente do inferno astral que viveria anos depois, e descarregou todo seu ódio nas canções. Definitivamente, é o disco mais maduro e sólido da banda.
Tudo o que caracteriza a banda é encontrado em "Wrath": peso, velocidade, precisão e um desprezo imenso por tudo e por todos. Um disco perfeito, que merece ser ouvido por todo headbanger, desde os mais radicais até os que estão se iniciando no mundo da música pesada.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que o Helloween resgatou após mais de 20 anos sem tocar ao vivo
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
A música do Helloween na fase Andi Deris que Kai Hansen adora
"Não somos um cover, somos a banda real", diz guitarrista do Lynyrd Skynyrd
O headliner do Bangers Open Air que não tem nenhum membro original em sua formação
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Roland Grapow traz ao Brasil show celebrando 30 anos de clássico do Helloween
A melhor música de cada álbum do Ozzy Osbourne, de acordo com a Loudwire
O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
Cinco versões "diferentonas" gravadas por bandas de heavy metal
O motivo óbvio que impediu Geddy Lee e Alex Lifeson de chamar um Mike Portnoy da vida
A música do Metallica que foi inspirada em "Run to the Hills" (e virou um "patinho feio")
As 11 bandas de rock progressivo cujo primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Blaze Bayley não gostou de trabalhar com o produtor Rick Rubin; "Ele era maluco"

O que Nirvana e o hip-hop têm a ver com o peso do Lamb of God, segundo Mark Morton
Os melhores álbuns de metal de cada ano dos anos 2000, segundo a Loudwire
Randy Blythe garante que o Lamb of God jamais irá se separar
Randy Blythe, vocalista do Lamb of God, diz que não usa Spotify
A música do Lamb of God inspirada em agressão policial contra Randy Blythe
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos


