Warrel Dane: O último ato em Shadow Work
Resenha - Shadow Work - Warrel Dane
Por Carlos Alberto Neves
Postado em 16 de janeiro de 2019
Aos amigos, já aviso que essa resenha é um pouco longa, pois, trata-se do último e póstumo registro de um dos maiores vocalistas do Heavy Metal, o qual acompanhei desde seu primeiro álbum com a banda Thrash Metal SANCTUARY. WARREL DANE está entre meus vocalistas preferidos, dono de uma voz privilegiada e de interpretações emocionais e diversificadas.
Em 13 de dezembro de 2017 WARREL DANE (ex-SANCTUARY e NEVERMORE) faleceu após sofrer um ataque cardíaco no hotel durante as gravações desse álbum, seu último registro infelizmente.
Como estavam em processo de gravação na ocasião, o álbum só foi lançado póstumo e recentemente pela Century Media/Valhall. DANE, natural de Seattle (EUA) estava gravando em São Paulo e era seu segundo disco solo, acompanhado da banda integrada pelos brasileiros Johnny Moraes e Thiago Oliveira (guitarras), Fabio Carito (baixo) e Marcus Dotta (bateria). DANE gostava muito do Brasil, especialmente da cidade de São Paulo.
Indo agora direto ao álbum, este é pesado, denso, muito técnico e emocional, características essas do NEVERMORE, e pode até ser confundido com um disco da banda, principalmente na linha do "This Godless Endeavour (2005)".
Após a bela intro "Ethereal Blessing", entra a pesadíssima "Madame Satan", e sim, tem a ver com sua visita à casa paulistana Madame Satã. Que porrada para iniciar o disco! Riffs muito bons, cozinha pesada e coesa e ótimo refrão, com destaque para as interpretações de DANE que transita com desenvoltura entre a agressividade e a melodia.
"Disconnection System" é ultra pesada, técnica e com refrão meio atmosférico. Os riffs e a bateria se destacam, assim com as quebradas e as variações meio "prog", além do vocal de DANE! Grande composição!
"As Fast as the Others" vem com guitarras mais melódicas, coros, mas ainda assim com muito peso. O refrão é sensacional, seguido de passagens quebradas e sentimentais. Destaque também para os solos de guitarras!
A faixa título é uma porrada! Vocais cavernosos, muito peso e refrão meio sinistro. Bastante técnica, com instrumental perfeito e vocal dando um show particular! Solos sempre eficientes e variações instrumentais sensacionais! Que porrada! Que música! A melhor do álbum!
"The Hanging Garden" é um inusitado cover do THE CURE. Rápida, pesada e com uma bateria massacrante! O refrão é o momento "calmo" da faixa. Confesso (até por não ser fã de THE CURE) que jamais reconheceria a música original nessa versão. Mas tá valendo. A batera detona de forma impressionante aos 3,5 min, seguida de riffs e solos muito pesados.
Rain é uma semi balada, com peso e melodia na medida certa, onde o protagonismo vai para DANE. O refrão é muito bom, emocional e pesado. Passagens ultra pesadas se alternam com outras bem sutis. Os solos de guitarras são fortes e sentimentais, com temperos de raiva e seguido do refrão. Outra grande faixa!
"Mother is the Word of God" encerra o "último ato" com mais de 9 min de duração. Parece uma premonição pois começa com um violino triste, até fúnebre, e cai numa levada sensacional, pesada e melódica ao mesmo tempo, com pitadas sinfônicas. DANE varia muito seus vocais incluindo partes faladas e sentidas como se soubesse que algo iria acontecer. Pode ser exagero de minha parte, mas foi o que senti nessa derradeira faixa. Os solos de guitarra mantêm o excelente nível, assim com a cozinha espetacular (que bateria!). Uma faixa, muito técnica, variada, pesada, melódica, sombria e ideal para encerrar esse disco excepcional e derradeiro, com a mesma melodia de violino do início da faixa!
Vale também destacar a arte da capa, obscura e sombria (desculpem o trocadilho com "Shadow") e o pôster que completa o material do CD. A foto de seu tradicional chapéu na última página do encarte é uma emocionante e inteligente homenagem.
Enfim, um álbum excelente e digno da discografia e da importância de WARREL DANE, seja em sua breve carreira solo, seja nas maravilhosas bandas de Thrash Metal SANCTUARY E NEVERMORE. Foi embora muito cedo aos 56 anos, mas conquistou seu espaço entre os grandes vocalistas da história do rock pesado!
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
O álbum dos anos setenta que Slash disse ter marcado "o fim do rock como nós conhecíamos"
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Os 10 melhores discos de heavy metal dos anos 2000, em lista da Louder
Bruce Dickinson lamenta ter perdido "metade da vida" dos filhos
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley
Roberta Medina fala sobre cobrança por mais rock no Rock in Rio
Jorn Lande aparece cantando na CazéTV e narrador brinca: "É o Ovelha norueguês!"


A música tocante do Nevermore que era uma das preferidas do vocalista Warrel Dane


