RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas

imagemA atitude ousada da Legião Urbana ao peitar Globo e Faustão no meio de uma grande crise

imagemO Raul Seixas não era nada daquilo que ele falava, diz ex-parceiro musical

imagemA razão que levou Humberto Gessinger a decidir não usar mais nome "Engenheiros do Hawaii"

imagemPor que Gisele Bündchen e Ivete Sangalo deturparam "Imagine", segundo André Barcinski

imagemDiva Satânica explica qual foi a razão que a fez deixar a banda Nervosa

imagemO último show de Bon Scott com o AC/DC, três semanas antes de sua morte

imagemA hilária reação de Keith Richards ao encontrar músicos do Maneskin

imagemDavid Coverdale relembra parceria com Jimmy Page, e fala sobre relançamento

imagemAs duas razões que levaram RPM a passar por segunda separação em 2003

imagemEm entrevista, Tony Iommi contou como aprendeu a tocar guitarra

imagemAlém do Moonspell, São Paulo Metal Fest anuncia Beyond Creation em seu cast

imagemAngra parabeniza a aniversariante Sandy nas redes sociais

imagemJimmy Page sobre o "Presence": "Não se faz músicas como aquelas caindo de bêbado"

imagemGuitarrista do Offspring continuou em seu emprego normal mesmo depois da fama

imagemPrika explica por que nova vocalista da Nervosa não é brasileira e promete single em março


Summer Breeze

Camus: em 2018, novo disco da banda

Resenha - Abyssal - Camus

Por Joelson Pereira
Postado em 08 de outubro de 2018

A Camus, banda oriunda de Recife, na estrada desde Agosto de 2010 fazendo o que se concebia como heavy metal, todavia sem um norte muito bem definido quanto ao estilo. Idealizada por Thiago Santos (Baixo/Voz) e por Deivson Silva (Guitarra). Na escola de artes onde estudavam, conheceram Marcelo Dias (Bateria), que tocava numa banda cover juntamente com Jones Johnson (Guitarra), que então resolveram sair da banda e experimentar ideias autorais. Começava aí uma jornada de quase um ano, onde no dia 29/05/2011, a banda gravou sua primeira demo; "Inner Struggle".

Em 2014 foi gravado o primeiro EP com o título de "Heavy Metal Machine" que contou com a produção do já renomado Nenel Lucena. Esse disco já destilava ideias mais lapidadas e calcadas num heavy metal tradicional com fortes influencias de bandas como Judas Priest e Motörhead só pra citar...

Em Março de 2016 o trio Thiago, Marcelo e Jones sentiram a necessidade de mais uma guitarra pras composições da banda, nesse mês deu início aos trabalhos; o guitarrista Deniere Martins da cidade de Paudalho-PE, interior do estado, o mesmo assina algumas faixas do novo disco da banda, objeto dessa resenha.

Em Setembro de 2018 o tão esperado debut álbum ABYSSAL; full length com nove faixas autorais, que contou novamente com a produção de Nenel Lucena, dobradinha que vem dando muito certo. A arte de capa é assinada por Alcides Burn, ilustrador de várias capas de discos nacionais e gringos, segue a temática conceito da obra, que discorre sobre os demônios e os diversos "eus" existentes na mente humana, assim como o pesadelo de não saber o que é real ou mera ilusão.

Passado o background histórico vamos a track list...

1. THE POWER OF A CHOICE – Somos de cara brindados com uma intro nervosa de batera; Marcelo Dias dá o tom da "brincadeira" deixando claro o que está por vir. Essa é uma daquelas faixas que deixará qualquer banger em pé de guerra no morshpit, a trilha segue calcada no thrash metal correria no início e vai se cadenciando no meio pra um heavy metal digno dos medalhões e finaliza como começou; thrash metal old school.

2. SEND ME A SIGHT – É heavy metal com a pureza dos que lhe conceberam o nome, com vocal marcante de Thiago Souza, o inicio dessa faixa lembra o Metallica do Black Album, isso fica mais evidente quando começa o vocal, cadenciado pelo riff que permeia toda faixa, o refrão é melódico e pega fácil, o baixo talvez seja o destaque dessa track, ele faz uma ponte perfeita pra o solo de Jones, que esmerilha as seis cordinhas com whah vigoroso e notas cheias de vibratos.

3. OFFER OF BLOOD – Essa música é incrível e cheia de personalidade, Deniere Martins (Guitar/vocal) assina a letra e assume os vocais, com a responsabilidade de um perfeccionista e a destreza de um desbravador, aplicando drives vocais que trazem a tona uma atmosfera de suspenção sob o que vem a seguir... O refrão tem DNA melódico serpenteado por um fraseado insano de baixo que é sucedido por um solo recheado de notas em escala, dueto e pedal point finalizado com slide; a música termina em fade out com um fraseado de guitarra em dueto, trazendo de volta aquele clima de suspense do início; sensacional!!!

4. KNIGHTS OF METAL – A música de trabalho que talvez traduza com mais propriedade o estilo da banda, remetendo ao sucesso HEAVY METAL MACHINE, metal tradicional da melhor qualidade, a intro nos leva de imediato a um campo de batalha, seguida de uma locução que "prepara" os ânimos pra tensão que se segue... "Marching bravely, for the glory, the metal flag over us!" diz o refrão, cujo lyric vídeo ilustrado tão bem pelo desenhista Diogo Bezerra e animado pela Motion Design (Marcelo Silva) desbrava o código de honra dos guerreiros samurais, assim como adeptos fiéis ao heavy metal.
Thiago Sousa (Baixo/Vocal) abre os trabalhos nessa faixa cantando as estrofes com drives e agudo tão afiado quanto uma catana samurai. O refrão fica por conta da participação de Nenel Lucena, que encarna e personifica um verdadeiro guerreiro na carnificina de uma batalha, agudos no extremo de sua extensão vocal são executados, fazendo jus ao título da faixa. O que antecede o solo? A bateria em êxtase de Marcelo Dias, como que atiçando os guitarristas a se digladiarem até a morte!!! Jones inicia a battle com um bend afiadíssimo e harmônico soberbo seguido de slide e escala lembrando o galope de cavalos enfurecidos, Deniere responde com bend tenso, muito tenso e wha wha berrando e pedal point pra finalizar o embate seguido de power chords que desemboca no refrão, Nenel denovo screamer até morrer, hahahahahaha "We Knights of Merallllllllll"

5. THERE’S NOTHING IN THE END – Essa track definitivamente aponta novos rumos na jornada musical da banda, Deniere Martins assina a letra e divide a composição da música com Marcelo Dias. Aviso logo que o refrão dessa faixa é daqueles chicletes que gruda na primeira audição, cantado em dueto, cativa de cara quem ouve, não resisti ao repeat e sinalizei no Deezer como preferida logo de cara. O baixo é marcante o disco inteiro, mas nessa faixa ele "salta da tela" Thiago guia os grooves desse hit com extrema competência, preciso ressaltar aqui os harmônicos de guitarra que ficam pontuando o riff no final das estrofes, durante o solo de guitarra (já falo dele) o trabalho de double bass de Marcelo Dias é espetacular e cria a condução perfeita pra o trampo de guitarra que se segue, digitação pra começar o solo que fica suspenso alguns segundos antes de todo mundo retomar a parte instrumental, talvez esse seja o solo mais trabalhado do disco, com escalas ascendentes e acompanhado por uma locução que se encaixou perfeitamente a ponte pra encerramento com refrão.

[an error occurred while processing this directive]

6. BLIND TRUTH – Quem assina essa faixa é o baixista e vocalista da banda, Thiago Souza, devo dizer que uma das minhas preferidas entre outros motivos, pela brasilidade intrínseca na intro, os riffs dessa música é de uma genialidade incrível pois fecha direitinho as estrofes e promove as notas mais longas do vocal, principalmente no trecho que antecede o solo, Jones e Deniere dividem a missão aqui, um com wha e bends o outro com a fritação técnica que os riffs da música sugere e que harmônicos no final! O grand finale? Gargalhada sinistra e um riff de dez toneladas.

7. WAR OF MADNESS – Não tenho como descrever aqui a beleza dessa introdução, melódica e harmonicamente épica, desagua em riffs de banda mainstream, tal qual carros antes da arrancada, acelerando o passo antes do estampido do tiro iniciado por Marcelo Dias e seu rolo compressor de dois pedais. Thiago Souza precede o vocal com seu baixo cheio de testosterona, abrindo alas ao vocal de Deniere Martins, que divide a trilha com a participação especial de Sergio Costa (Evocati), essa talvez seja a faixa mais introspectiva do disco, a mais sombria também, pois prescruta a loucura da mente humana. Marcelo Dias rouba um pouco a cena aqui durante o solo da música, pois fica pontuando o mesmo com contratempo de pratos (stacks), solo aliás muito bem executado por Jones e finalizado em dueto com Deniere Martins, o clímax, no entanto, fica por conta de Sergio Costa, com execução do refrão final de forma magistral.

[an error occurred while processing this directive]

8. EMPTY LIFE – Assume logo o posto de hit nos primeiros acordes do riff inicial, muito bem pontuado pelos duplos do Dias, devo dizer que achei essa a composição mais moderna e experimental do disco, o vocal com efeito tipo flanger meio indigesto no iníco logo se torna assimilável e incorporando claramente a proposição que a banda procurou explorar, em alguns trechos o riff remete a uma banda lendária; o Bride e em outros a influência do Dr. Sin se fez notar aqui. O solo de Deniere Martins trouxe a técnica bem dosada com escala na velocidade de um raio, seguido por aquela lembrança riffistica "da noiva". Pra finalizar, solo matador de Jones encerra a receita do bolo.

[an error occurred while processing this directive]

9. ABYSSAL – Essa faixa instrumental, trouxe a tona várias sensações, afinal de contas a música conecta as pessoas de diversas maneiras. A síntese do conceito da banda foi condensada aqui, depois de oito faixas...

A melancolia quase saudosista, talvez na tentativa de trazer a memória o labirinto cerebral, que conduz médico e monstro aos recônditos mais inexplorado da mente humana, revelando a alma daqueles que se lançam na infindável jornada do conhecimento.

Pra finalizar, a CAMUS mostra fôlego de adolescente e maturidade criativa de quem está a tempos na estrada, o bom gosto musical fica muito evidente nos arranjos e temáticas exploradas. O instrumental entregou as músicas o que se esperava delas, estava tudo ali, casando ideias, metáforas com acordes, liks, rulos, grooves... Pernambuco, celeiro de grandes bandas, guerreiros incansáveis, haja vista a dificuldade "abyssal" que definitivamente separa homens de meninos nesse campo de batalha, que é a música autoral por aqui...
Longa vida a CAMUS, stay metal!!!

[an error occurred while processing this directive]

TRACKLIST
1. The Power of a Choice
2. Send me a Sight
3. Offer of Blood
4. Knights of Metal
5.There's Nothing in the End
6. Blind Truth
7. War of Madness
8. Empty Life
9. Abyssal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:
Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeAdemir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | André Silva Eleutério | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Euber Fagherazzi | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Henrique Haag Ribacki | José Patrick de Souza | Julian H. D. Rodrigues | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal