Burn Incorporated: jovem banda lança seu primeiro EP
Resenha - Supernova - Burn Incorporated
Por Junior Frascá
Postado em 09 de agosto de 2018
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Bande Monte Alto, interior de SP, formada por Hariel Davela – vocal, Gabriel Alonso – guitarra, Raphael Alonso – baixo e Vincenzo Nuciteli – bateria, o BURN INCORPORATED acaba de colocar no mercado o seu primeiro EP, um trabalho de grande qualidade, que se reflete com um primeiro passo de uma carreira que já se mostra muito promissora.
O capricho do material também salta aos olhos, tendo sido lançando, além das plataformas digitais, em um belo digipack, excelentemente produzido, e com arte do renomado Gustavo Sazes.
O estilo da banda é bem amplo, havendo nuances de metal tradicional, com um toque mais moderno, hard rock e até progressivo, dado a técnica apurada dos instrumentistas.
E o que mais espanta é que a banda, embora formada por músicos muito jovens (o baterista e fundador Vincenzo possui apenas 13 anos de idade, e toca desde os poucos meses de vida, para se ter uma ideia), já mostra muita maturidade, um grande senso técnico, e criatividade na hora de compor.
E isso fica claro em cada uma das 4 faixas aqui presentes, com um trabalho impecável, seja nos momentos mais pesados, como no primeiro single, "Hate", seja nos mais melódicos, como na bela "Lonely", que conta com um refrão bem marcante, e ótimas linhas de guitarra.
Mas os destaques ficam para as duas faixas finais.
A variada "Until My End", com excelentes transições de andamento, ora mais melódico e introspectivo, ora mais agressivo e direto, com forte influência de METALLICA, mostra que os meninos estavam realmente inspirados na hora de compor, já que tudo transita de forma natural e orgânica, chegando a impressionar por se tratar de uma banda apenas em início de carreira.
Já a faixa título, toda instrumental, é de fazer cair o queixo, tamanha a qualidade técnica atingida pela banda, com a dupla de irmãos Gabriel e Rafael mostrando muita técnica e entrosamento, e com um show do mini mostro Vincenzo, que desponta como um dos nomes mais promissores da bateria em nosso país.
Porém, não há como não falarmos do único problema da banda neste lançamento: as linhas vocais de Hariel.
Não estamos aqui falando de um vocalista ruim, já que é nítido o talento do jovem cantor, com um timbre que remete a nomes como Blaze Bayley e Chris Boltendahl.
Porém, no geral, sua interpretação nas 3 faixas com vocais do álbum acabam não agradando, com suas linhas soando inexpressivas, sem variações, e aliadas a certo problema de dicção, e um pronuncia sofrida do inglês, acabam comprometendo muito sua performance.
Porém, como dito, o rapaz tem talento, e tudo isso pode ser facilmente corrigido em lançamentos futuros, sem grandes problemas.
Portanto, temos aqui uma banda que desponta como uma das grandes promessas do cenário nacional, com um caminho brilhante pela frente, e com apenas alguns pequenos ajustes certamente conseguirão despontar sem grandes dificuldades.
Supernova – Burn Incorporated
(2018 - EP - Nacional)
Tracklist:
01 – Hate
02 – Lonely
03 – Until My End
04 – Supernova (Instrumental)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Machine Head é presenteado com chave da cadeia de cidade dos EUA
A banda prog que atropelou um ícone do metal em um evento que virou piada
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
A banda que Mustaine queria levar aos EUA para abrir shows do Megadeth (e nunca conseguiu)
David Gilmour diz o que achou de assistir O Mágico de Oz com "Dark Side of the Moon"
A opinião de Yoko Ono sobre Paulo Ricardo ter regravado "Imagine" de John Lennon


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



