Dragonland: Espetáculo sinfônico e metálico
Resenha - Under The Grey Banner - Dragonland
Por Marcondes Pereira
Postado em 25 de junho de 2018
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Há dois comentários prévios sobre "Under The Grey Banner" (2011). Primeiro, a sofisticação progressiva de "Astronomy" (2006) continua, o que resulta em uma sequência de riffs de guitarra inspirados, teclados discretos e eficientes, linhas de bateria poderosas, versáteis e vocais muito mais focados no feeling do que em qualquer outra coisa.
Segundo, o uso das orquestrações está muito mais sinestésico do que em qualquer outro álbum da saga fantasiosa da banda, "Dragonland Chronicles", o que proporciona às músicas, nuances orquestrais indispensáveis. Em outras palavras, cada orquestração parece intimamente ligada a cada momento da história.
A performance da banda demonstra extremo bom gosto ao longo da terceira parte da aventura que envolve guerreiros, elfos, deuses e guerras. A oscilação entre pompa e agressividade já é possível de se perceber na intro do álbum "Ilmarion" , cuja duração passa voando, tamanha é a coerência dos seus arranjos.
Peso e velocidade são trabalhados de maneira tão densa, que muitas vezes o Dragonland soa feroz de maneira incomum dentro da sua discografia. O que é possível de constatar em músicas como " Dûrnir's Forge" e The Trials of Mount Farnor", mas claro que há espaço para momentos mais melodiosos e teatrais, eles são oriundos das faixas "Lady of Goldenwood" cheia de delicadeza rítmica e ricas melodias de violino, que oferecem algumas das passagens mais relaxantes do álbum, além da curtinha "Throne of Bones" cheia de carga interpretativa e tensão.
"Under The Grey Banner" acerta em cheio ao fazer um álbum conceitual sinfônico soar fantástico, dramático e grandioso sem parecer uma cópia dos seus antecessores. Os méritos passam também pelas performances excelentes dos guitarristas Olof Mörck e Nicklas Magnusson, do baterista Jesse Lindskög, do vocalista Jonas Heidgert, e dos músicos convidados Fred, Andy Sovelström, Elize Ryd e Jake E ( Os três últimos, membros do Amaranthe, do qual somente Andy Sovelström saiu da banda ), além da produção cristalina. Todos estes aspectos somados tornam esta trilha sonora extraordinária e metálica o bastante, para quem é fã de histórias sobre heróis e seus feitos monumentais.
Dragonland - Under The Grey Banner
2011/ AFM Records
Faixas:
01. Ilmarion.
02. Shadow of the Mithril Mountains.
03. The Tempest.
04. A Thousand Towers White.
05. Fire and Brimstone.
06. The Black Mare.
07. Lady of Goldenwood.
08. Dûrnir's Forge.
09. The Trials of Mount Farnor.
10. Throne of Bones.
11. Under the Grey Banner.
12. Ivory Shores.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Ao ser acordada ao som de Sepultura, participante do BBB tem reação inesperada
Edu Falaschi revela como surgiu convite para reunião com o Angra no Bangers Open Air
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Baixista explica atitude do Anthrax ao não mudar o setlist e manter os clássicos
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
Geddy Lee comenta tour que Rush fará no Brasil em 2027
Turnê nacional do Left to Die sofre mudanças na agenda
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
Guitarrista do Paradise Lost revela que está passando por problemas de saúde
O álbum que define o heavy metal, na opinião do vocalista do Opeth
Tommy Aldridge explica ausência do show de despedida de Ozzy Osbourne
Bruce Dickinson sobe ao palco com o Smith/Kotzen em Londres
Vídeo de nova música do Arch Enemy atinge 1 milhão de visualizações
A música do Dream Theater mais difícil de tocar ao vivo, segundo o baixista John Myung
A opinião de Bruce Dickinson sobre técnica de Nicko McBrain no "Somewhere in Time"
A bronca que Oswaldo Montenegro deu em Rafael Bittencourt ao descobrir sobre o Angra



"Ritual" e o espetáculo sensorial que marcou a história do metal nacional
Blasfemador entrega speed/black agressivo e rápido no bom "Malleus Maleficarum"
Tierramystica - Um panegírico a "Trinity"
GaiaBeta - uma grata revelação da cena nacional
Before The Dawn retorna com muito death metal melódico em "Cold Flare Eternal"
CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



