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Spock's Beard: já temos um item na lista de melhores prog do ano

Resenha - Noise Floor - Spock's Beard

Por
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 02 de junho de 2018

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

Com a volta do baterista Nick D'Virgilio (ainda que como músico de apoio, apenas), o quarteto estadunidense de rock progressivo Spock's Beard tinha tudo para lançar mais um ótimo disco - e assim o fez.

Bom do começo ao fim, Noise Floor parece ter sido gravado numa tacada só, sem pausas nem segundas tomadas. As faixas fluem com relativa naturalidade e a ausência de peças épicas (a campeã, "Have We All Gone Crazy Yet", mal passa dos oito minutos) não compromete a sofisticação esperada de uma banda como essa. É verdade que elas fazem falta, mas antes isso do que, apenas com o intuito de satisfazer dogmas não-escritos do gênero, esticar uma música que não nasceu com vocação para ser grande.

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Afinal, os ritmos intrincados, os solos, as camadas de vocais e teclados, as variações de climas, tudo isso está garantido, especialmente em faixas como "One So Wise", "Beginnings" e a longa supracitada.

Ao mesmo tempo, a coesão do disco não inibe o charme particular de algumas canções. A abertura "To Breathe Another Day", por exemplo, além de fazer o álbum começar com tudo, demonstra aquela incorporação de elementos pop no prog como só eles e o Flying Colors sabem fazer. "So This Is Life", por sua vez, mostra um Spock's Beard despretensioso e minimalista, evocando as fases mais melódicas dos Beatles em alguns momentos.

Não bastassem as oito ótimas faixas, temos ainda um EP-anexo de nome Cutting Room Floor, composto por quatro "sobras" resultantes dos ensaios para o disco. O que elas têm a menos que as oito selecionadas para o CD principal, só eles sabem. Por isso, é de se louvar que tenham tido a sensibilidade de não relegá-las ao esquecimento - os fãs agradecem.

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Como sempre, os talentos individuais dos integrantes são peças-chave na construção do sucesso de Noise Floor. Alan Morse e Dave Meros trabalham para que a guitarra e o baixo dialoguem, e não apenas soem em coro. Dave pode ser ouvido quase o tempo todo, às vezes até mais do que Alan, sem que isso soe forçado.

Ryo Okumoto, por sua vez, segue dando um show à parte com os teclados que o cercam. Seja com o órgão, seja com um sintetizador para passagens eletrônicas, ele ora dialoga com a guitarra, ora com o baixo, ora com o vocal, ora faz o pano de fundo. E sempre com máxima eficiência. Seu ponto alto em, sem sombra de dúvidas, é o instrumental "Box of Spiders".

Nick D'Virgilio, baterista de qualidade equiparável a um Mike Portnoy, entrega uma performance acima da crítica enquanto Ted Leonard mantém a tradição de vocais melódicos e carregados de emoção da banda.

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Por tudo isso, afirmo com segurança que, antes do meio do ano, já conhecemos um dos integrantes das listas de melhores lançamentos prog de 2018 - e olha que estamos falando dum ano que ainda verá um trabalho solo de Michael Romeo e a estreia do supergrupo The Sea Within.

Abaixo, o vídeo de "To Breathe Another Day" (alô, Inside Out! Os caras mereciam algo mais profissional, não?):

Assistir vídeo no YouTube

Track-list:
1. "To Breathe Another Day"
2. "What Becomes of Me"
3. "Somebody's Home"
4. "Have We All Gone Crazy Yet"
5. "So This Is Life"
6. "One So Wise"
7. "Box of Spiders"
8. "Beginnings"

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Faixas bônus do EP Cutting Room Floor:
1. "Days We'll Remember"
2. "Bulletproof"
3. "Vault"
4. "Armageddon Nervous"

Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/noisefloor

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Sobre Victor de Andrade Lopes

Victor de Andrade Lopes é jornalista (Mtb 77507/SP) formado pela PUC-SP com extensões em Introdução à História da Música e Arte Como Interpretação do Brasil, ambas pela FESPSP, e estudante de Sistemas para Internet na FATEC de Carapicuíba, onde mora. É também membro do Grupo de Usuários Wikimedia no Brasil e responsável pelo blog Sinfonia de Ideias. Apaixonado por livros, ciências, cultura pop, games, viagens, ufologia, e, é claro, música: rock, metal, pop, dance, folk, erudito e todos os derivados e misturas. Toca piano e teclado nas horas livres.
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