Dimmu Borgir: será que o tempo realmente fez alguma diferença?
Resenha - Eonian - Dimmu Borgir
Por Marcio Machado
Postado em 06 de maio de 2018
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Após um longo hiato dos estúdios, 8 anos para ser mais exato, desde o lançamento de "Abrahadabra" em 2010, fãs dos noruegueses do Dimmu Borgir ansiavam por algum material novo ou algum indício de que a banda não havia encerrado de vez suas atividades. De lá pra cá, Shagrath, Silenoz e Galder passaram por mudanças de empresário, novos contratos, trabalhos paralelos e suas vidas pessoais falando mais alto que a carreira, numa freiada para respirar, como o próprio vocalista comentou em recente entrevista. Em 2018, finalmente surge "Eonian", mas será que o tempo realmente fez alguma diferença?

"The Unveiling" abre o disco e em seus primeiros momentos se assemelha muito à algo do Behemoth, pesada, cheia de corais, porém, em alguns minutos as coisas viram e parece que estamos ouvindo um disco do Cradle of Filth. Tem bom andamento, com passagens rápidas, mas o fato do refrão ser cantado por um coral deixou as coisas meio cansativas, mas há de se falar dos vocais de Shagrath que continuam ótimos e dos melhores do gênero, com bastante presença e identidade. Bom começo.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O primeiro single lançado para este trabalho, causa certa estranheza em seus primeiros momentos pois não se assemelha muito ao que a banda costuma fazer, pendendo mais para um lado do gothic/opera metal, "Interdimensional Summit" é uma boa faixa, mas aquém do que a banda pode produzir, e de novo há corais cantando o refrão.
"Aetheric" começa bastante pesada, carregada com blast beats e tempos quebrados de guitarra para após seguir em ritmo cadenciado e de novo os vocais de Shagrath se destacam bastante, principalmente quando usa seus rasgados que nos remetem à obra prima deles, o "Puritanical Euphoric Misanthropy". Há ainda um solo de teclado nessa faixa e nesse ponto vemos nitidamente como Mustis faz falta à banda, pois as linhas estão bem mais simples, não há mais aquele clima criado em discos com o músico. Mas até aqui, a melhor faixa então.
Chegamos ao outro single lançado para este trabalho, "Council of Wolves and Snakes" é uma das faixas mais diferentes que a banda já criou, tem uma levada que parece um mantra, com uma pequena passagem cantada de forma tribal. Tem andamento meio arrastado, começa e termina sem muito o que acrescentar, particularmente, apesar dos experimentos, soa bem morna no meio das demais. E adivinhem? Há corais novamente cantando uma longa passagem.
"The Empyrean Phoenix" é a faixa que vai fazer os fãs mais saudosos da banda vibrarem, pois se assemelha muito à algo do "Spiritual Black Dimensions". Muito bem iniciada, rápida e pesada e com refrão que remete à "Reptile", único porém aqui é a falta que um teclado mais elaborado se faz presente novamente, mas nada que estrague o bom rendimento. Aqui a passagem dos corais se encaixa perfeitamente e realiza um bom trabalho no andamento.
Shagrath parece estar gritando do inferno no início de "Lightbringer", introdução pesada, climática, com uma ótima dobra de guitarras e boa presença de baixo e bumbos duplos. Silenoz coloca a paleta pra trabalhar aqui, pois o refrão é carregado por um riff bem rápido, com passagens nesse mesmo andamento. Apesar de boa faixa, faltou algo aqui, talvez uma menor duração caísse melhor e menos repetitiva.
Com climão de marcha do fim do mundo, "I Am Sovereign" é uma mescla de "Puritanical" e "Abrahadabra", é a faixa que melhor flui no disco todo, e provavelmente a candidata ao posto de melhor! A quebra de ritmo e mudanças de tempos fazem o bate cabeça surgir. Shagrath vai desde seu vocal mais rasgado ao mais extremo com facilidade e naturalidade, e onde melhor emprega o poder que tem na garganta parecendo encarnar o "coisa ruim", acompanhado de forma muito dinâmica pelo coral. De longe, o maior destaque de "Eonian", seus quase 7 minutos passam voando e um repeat ainda surge.
Já caminhando para o final, "Archaic Correspondence" é uma boa faixa, bateria e guitarra a milhão, bastante quebrada e com uma passagem com vocal limpo após sua metade que emula bem de longe algo que seria feito por Vortex. Talvez pelo impacto da faixa anterior, apesar de boa, fica meio diminuta.
"Alpha Aeon Omega" tem quase um minuto de sua introdução toda feita por orquestra, e logo a quebradeira começa de novo, novamente as coisas aqui se aproximam muito de algo feito pelo Cradle of Filth, com vários interlúdios de teclados e corais.
Fechando o disco, há um boa faixa instrumental, "Rite of Passage" é bastante melódica, dramática e bem construída, nada que mude vidas, porém é um bom encerramento, porém, acho que o desfecho deveria ter ocorrido três faixas atrás.
Na conclusão, o tempo que Shagrath comentou ter precisado acabou não resultando em tanto sucesso assim."Eonian" não é um disco ruim nem de longe, consegue ser melhor que seu antecessor, só não irá angariar novos fãs para a banda nem muito menos traz algo novo dentro da rica discografia da banda ou pro gênero, um bom trabalho, não digno de 8 anos de espera, mas, bom.
Comente: Já ouviu o disco? O que achou?
Outras resenhas de Eonian - Dimmu Borgir
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como o fim de um dos maiores supergrupos abriu caminho para um clássico que antecipou o metal
Shows no Brasil que encerraram ciclos em carreiras de bandas internacionais
Scott Ian relembra show do Anthrax no Rock in Rio 2019
O disco solo que Ozzy Osbourne não suportava ouvir; "Tudo parecia e soava igual"
A jam gravada só para testar microfones que virou um clássico do rock e vendeu milhões
A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
O disco que o Alice in Chains lançou esperando que quase ninguém soubesse
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
Os 5 melhores guitarristas de todos os tempos, segundo Fernando Deluqui (ex-RPM)
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
A primeira banda a destronar os Beatles e ameaçar a Beatlemania ainda nos anos 60
A música que a MTV "pegou emprestada" do Megadeth
O megahit dos Beatles que John Lennon disse a Alice Cooper que é um "completo absurdo"
Horrorizado, Jason Newsted diz que aprendeu com o Guns N' Roses o que não quer ser na vida

Behemoth lança "I, Scvlptor", EP com cover do Venom e participações de ícones do metal extremo
Dimmu Borgir nunca chegou perto de acabar, diz guitarrista
A curiosa experiência de Demi Lovato no show do Dimmu Borgir, segundo a própria
Os melhores discos lançados em 2026, segundo a Metal Hammer, incluindo um brasileiro
Slaughter to Prevail é anunciado como atração do Liberation Festival
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?
