Noldor: Projeto inovador criado em território nacional
Resenha - Condemned To Eternity - Noldor
Por André Donatto
Postado em 06 de janeiro de 2018
Noldor é um projeto iniciado por Patrick Marçal em 2014, do gênero Melodic Death Metal, mas que mais tarde foi agregando influências de metal sinfônico e Black Metal em seu som. Mas o mais impressionante sobre esse trabalho é o nível de originalidade que a banda consegue atingir sendo uma "One Man Band", ou seja, tudo foi gravado, produzido e performado pelo próprio Patrick, além de ser um tipo de som pouquíssimo explorado em território nacional.
O álbum em questão que terá sua review neste tópico, é o "Condemned to Eternity", o quarto álbum de estúdio e o trabalho mais recente da banda, lançado no início de 2017 de forma totalmente independente e que atingiu o maior nível de complexidade de composição em relação aos lançamentos anteriores.

Logo na faixa de abertura, "When Light No More Shines" já começa mostrando a complexidade da composição do álbum, iniciando com um piano calmo, e progressivamente os instrumentos de orquestra vão se juntando até que finalmente entra todos os instrumentos com todo o peso, juntamente com os vocais guturais ao mesmo tempo que uma bela sinfonia é tocada ao fundo. É uma música de nuances, tendo momentos mais melódicos, mais agressivos e algumas partes calmas, se juntando perfeitamente a ideia mais obscura da temática da música, uma completa viagem capaz de causar profundas reflexões com oito minutos e meio.

Ao final da primeira faixa, inicia a "Prelude to Inferno" e as coisas voltam a se acalmar, tendo um belo arranjo de piano e sendo uma faixa totalmente instrumental, que faz uma breve introdução a faixa número três, a "Unholly King", que é uma regravação pois essa música estava presente no primeiro álbum, por isso mostra a parte mais Death Metal melódico da banda, com um riff característico do gênero e um solo logo de início que faz uma perfeita mistura entre "Shredding" e harmonias melódicas, porém, nessa versão foi adicionado um arranjo sinfônico completo na música, mostrando mais uma vez a evolução da banda com suas novas influências. Como citado anteriormente, a faixa deixa mais aparente a parte mais pesada da banda, até que, perto do final a música dá uma desacelerada para entrar uma passagem de vocal limpo, que também mostram uma evolução tremenda comparada com a versão original e então passar uma última vez pelo refrão e terminar apenas com as guitarras dando "fade out".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Agora, na minha opinião a faixa destaque vai para "Slow Death", pois é nessa música que ele conseguiu reunir a melhor composição sinfônica na introdução, riffs marcantes juntamente com bases pesadas e as melhores partes melódicas do álbum, tudo isso sendo colocado junto com maestria. Com certeza essa é a faixa do álbum que mais chega perto de se parecer uma versão brutal de um filme épico.
Ou seja, a banda é uma pedida perfeita pra quem gosta tanto de death metal melódico quanto de metal progressivo e sinfônico, conseguindo juntar bem cada um desses elementos e distribuir cada um deles em seu som sem soar repetitivo ou massante, a mistura de vocais guturais com partes de vocal limpo também foi muito bem feita, então o álbum é uma verdadeira aventura em forma de música, parecendo uma verdadeira trilha sonora. Pra quem é um adepto desse lado do metal com certeza vai concordar com a nota alta que eu dou pra esse álbum, com certeza um 9 de 10.

Abaixo o vídeo do álbum completo para ser ouvido.
E para quem tem o interesse de adquirir o álbum para apoiar a banda a crescer ainda mais, isso pode ser feito através do bandcamp da banda, onde também contém os álbuns mais antigos disponíveis para serem ouvidos de graça e adquiridos também.

Tracklist:
1.When Light No More Shines
2.Prelude To Inferno
3.Unholly King
4.Coma
5.Slow Death
6.Temple Of Tiamat
7.Eternal Darkness
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