Stolen Byrds: entre o que há de melhor no rock nacional recente
Resenha - 2019 - Stolen Byrds
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 12 de julho de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Por que uma banda anuncia um disco de seis faixas e pouco mais de 20 minutos sem chamá-lo de EP? E por que tal lançamento chega em 2017, mas com o título 2019? Não faço ideia. Só sei que o trabalho vem confirmar - uma vez mais - que o quinteto paranaense Stolen Byrds faz parte do que há de melhor no rock nacional recente.
O álbum mantém a qualidade do seu antecessor autointitulado, mas agora tem uma consistência mais próxima da estreia Gypsy Solution, de 2014. As seis faixas passeiam pelo hard, o stoner e o blues sem nunca fugir demais de nenhum dos três, mas sempre bebericando de outras fontes.
A abertura 'Jetplane", já divulgada anteriormente, é a mais acelerada. Sem segredos aqui: trata-se de um hard básico, com aromas grunge. "Apple Queen", por sua vez, é talvez a melhor mistura dos gêneros que norteiam o lançamento. "In My Head" e "Mother's Love" representam talvez o que aconteceria se os The Doors um dia quisessem se enveredar pelo stoner rock e me forçam a perguntar o que sairia de uma colaboração deles com o Far From Alaska.
O último terço do trabalho destoa bastante das outras músicas - se é que podemos falar isso numa obra de apenas seis peças. "Empty Spaces" até é "normal" por três minutos, mas o último minuto e meio é uma guinada a um encerramento que perde um pouco a "secura" do stoner em favor de um som um mais denso e contínuo. A faixa título, que serve de encerramento, recupera a cadência stoner, mas incorpora sons e efeitos eletrônicos.
Mostrando mais uma vez que não estão interessados em estipular barreiras para seu som dentro do rock, o Stolen Byrds reafirma sua versatilidade e tem se revelado competente e agradável em tudo que se dispôs a tocar até agora. E por incrível que pareça, a essência do grupo se mantêm em dosagem suficiente para que uma apresentação ao vivo não pareça uma compilação de trabalhos desconexos.
Abaixo, o álbum completo no canal oficial da banda:
Track-list:
1. "Jetplane"
2. "Apple Queen"
3. ""In My Head"
4. "Mother's Love"
5. "Empty Spaces"
6. "2019"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Roger Waters detona Mick Jagger e diz que astro só pensa no físico e no próprio saldo bancário
Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Abbath cancela shows de 2026 e pede desculpas aos fãs e festivais
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
O mito em torno de Raul Seixas que Regis Tadeu diz que precisa acabar
O álbum clássico do rock que Ed Motta comprou escondido por ser coisa de playboy
Brian May (Queen) admite ter mudado de ideia em relação à IA
Baterista do Linkin Park toca música do Iron Maiden que nunca havia escutado
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
Mortiis, ex-Emperor, volta ao Brasil para show em São Paulo
O álbum do Pink Floyd que David Gilmour gostaria de apagar completamente da memória
O disco gravado por Bruce Dickinson que a Metal Hammer considera o pior do Iron Maiden
A banda Slipknot é satânica? O que diz Corey Taylor?
Hall Of Fame: 500 Músicas Que Marcaram o Rock and Roll
Regis Tadeu se rende ao talento do Ghost, "o novo Iron Maiden"

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



