Foo Fighters: Há 20 anos era lançado "The Colour And The Shape"

Resenha - Colour and the Shape - Foo Fighters

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Por Diego Jesus de Souza
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O ano? 1997... O dia? 20 de maio.... Sim, há exatos 20 anos era lançado o álbum "The Colour And The Shape" da banda FOO FIGHTERS. Segundo disco de DAVE GROHL e companhia, ou melhor, era o primeiro álbum no qual podemos dizer, "Dave Grohl e companhia", afinal, o primeiro disco intitulado FOO FIGHTERS, havia sido gravado apenas por Grohl.

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Tal disco, "The Colour And The Shape", é considerado até hoje, como o mais popular dos FF, "ultrapassando a barreira das Am, Fm e dos elevador, aí sim!", a banda entrava nas graças do público e da crítica americana. Você conhece esse disco? Já escutou alguma música dele? Tenho certeza que já! Mas se não, vamos dar uma viajada no que foi e no que é este belo disco, repleto de sucessos, e cá pra nós.... Que discão bom da porra! Então meus amigos, bora lá.... Solta o som e vai lendo!!!!

Tudo começou em 1996, ano que, infelizmente Carl Sagan havia nos deixado, do último show dos RAMONES, ano também do lançamento de "Load" do METALLICA, ano de "Dig Dig Joy" de Sandy e Junior.... Sem contar que foi o ano que o KANU dos infernos bateu o Brasil nas olimpíadas.... Brincadeiras à parte, me desculpem, neste começaram as gravações do álbum, gravação que, até onde tenho conhecimento, foi barra para a banda. Dave Grohl havia recém saído de um divórcio, fato que fez (segundo Loudwire [1]) pesou na composição das músicas e principalmente nas letras. Grohl também estava em terapia, que segundo ele mesmo, o ajudou a se sentir mais ele mesmo e a colocar mais sentimentos nas músicas (valeu terapeuta do Grohl!! O mundo te agradece)... Mas indo direto ao ponto, quando as coisas começaram a sair do papel, nas primeiras seções de gravação, Dave começou a "não curtir" as linhas do até então baterista da banda, William Goldsmith. Fato que fez Dave regravar, sem conhecimento dos demais músicos, quase que todas as linhas de bateria, por ele mesmo! Deste modo, não muito contente com a situação, William resolveu picar a mula da banda. O que acabou, na dissolução dos fatos, trazendo o batera da ALANIS MORISETTE para a banda, ou seja, TAYLOR HAWKINS. Para quem não sabe, batera até hoje dos FF.

De qualquer maneira, tretas vão, tretas vem, em 20 de maio de 2017 o álbum "The Colour And The Shape" estava disponível aos fãs e amantes da boa música. No disco, constam 13 músicas, em ordem: "Doll"; "Monkey Wrench"; "Hey, Johnny Park!"; "My Poor Brain"; "Wind Up"; "Up in Arms"; "My Hero"; "See You"; "Enough Space"; "February Stars"; "Everlong"; "Walking After You" e "New Way Home".

E por onde eu começo a falar do álbum em si? São tantas músicas boas, é difícil, mas vamos lá. A primeirona, "Doll" começa lentinha, suaveziha, "livianinha", acalma seus ouvidos, música boa, legal, mas que te engana e que, esconde, brilhantemente o disco que está por vir, e que provavelmente explodirá seus tímpanos e sua caixa de som! Na sequência, já vem um puta soco na cara ""Monkey Wrench", música do caralho, intensa, porrada, afinal, é praticamente um tapa na cara, uma canção que, segundo o próprio Grohl, "É uma canção sobre perceber que você é a fonte de todos os problemas em um relacionamento. Você ama tanto a outra pessoa, que quer liberá-los dos problemas, que são você mesmo. Foi um riff que se transformou em outro riff que se transformou em outro riff e acabou sendo uma boa música de punk de poder" [2]. Eu, particularmente acho essa música demais, sempre pirei nos Riffs, no meio da música, quando Grohl berra aos ouvidos de quem quiser escutar, "One last thing before I quit; I never wanted anymore than I could fit into my head; I still remember every single word you said; And all the shit that somehow came along with it; Still there's one thing that comforts me; Since I was always caged but now I'm freeeeeeeee" do caralho, é animal.

Na sequência do disco vem "Hey, Johnny Park!", você nem se recuperou da porrada anterior já vem essa, com uma batera animal, riff foda! Daí vem então "My Poor Brain", e de fato, coitado do meu cérebro, dá um blackout! Parece que o cérebro vai detonar! Hehehehe... As linhas de baixo da música são muito boas, por sinal, Nate Mendel é um puta de um baixista!!! Ao fim dessa música, você vai se levantando, ai começa "Wind Up" que parece tentar "acabar" com você de vez, outra música com um batera incrivelmente animal, intensa, música porrada... Pat Smear moendo na guita, Dave com um vocal alucinante, berra te dizendo que ele espera que você não esteja acabado! Aos não acostumados, com discos como esse, poderiam já estar arregrando... Aí, começa "Up in Arms", que vai lentinha, suave, até os assovios de Dave..... Daí pra frente, senta a porrada de novo! Batera cheia de parte, viradas animais. Que disco foda, a primeira metade já foi, até aqui já vale todo o disco, mas vem então "My Hero"....

Cara, se você nunca escutou essa, e você que já escutou, você que já enjoou de tanto escutar, corre lá e escuta de novo. Eu como baterista que sou, acho essa faixa uma obra prima. A letra, outra obra prima, muitos fãs acreditam que essa música é sobre Kurt Cobain, porém, segundo Dave, a música é sua maneira de dizer que, quando era jovem, não tinha grandes heróis de rock, não queria crescer e ser um grande herói esportivo. Seus heróis eram pessoas comuns e as pessoas com as quais tenha muito respeito, e são apenas pessoas comuns, sólidas - pessoas em quem você pode confiar.... Velho, o cara é foda.

Na sequência, vem "See You", uma música mais tranquila, engraçadinha, que segundo Grohl, é uma coisa meio que inspirada em "Crazy Little Thing Called Love" do QUEEN, outra faixa muito boa, massa pra caralho. Depois com "Enough Space" brilha o baixo de Mendel, não somente isso, a batera é coisa de outro mundo, viradas a lá Dave Grohl, ao seu melhor e mais característico estilos, (Ton, Surdo, Bumbo), monstro da batera....... "Spaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaceeeeeeeeee", vocês me entendem... Do caralho.

Dai vem "February Stars", você respira! Música calma, te dá a impressão de fim de disco.... Até aqui já foi tudo... Como algo parecido com o final dos desenhos do Pernalonga "That's all. Folks"... Tá bom. Bobo é o que pensa que já acabou.... Dai vem então "Everlong". Eu preciso falar alguma coisa? É só, o maior sucesso da banda de tantos sucessos. Segundo Grohl, essa música nem estava prevista para o disco, segundo ele, ela foi escrita no intervalo após as primeiras seções de gravação do disco... Já imaginaram? O que falar dessa música, na minha opinião, é aquele tipo raro de música que ficará para sempre!! Que batera, que guitarra, que vocal, que letra... É simplesmente animal!!!!!!!!!!!!!!!!! Se as músicas anteriores eram soco na cara, essa aqui é voadora de pé junto no meio do peito.... E como se não bastasse você estar atordoado com o restante do disco!

"Walking After You" uma baita música vem na sequência, mais calma, tranquila, bonita, muito boa, por sinal, e de novo, mais um sucesso. Por fim, "New Way Home" para fechar em grande estilo!

Em resumo, este álbum é histórico, merece lugar em sua prateleira!!! Dave foi brilhante, o FOO FIGHTERS foi brilhante, sempre foram, na verdade. Seja você fã, ou não, escute-o, é aquele tipo de disco incrível. E merece ser muito respeitado, como é. É uma obra prima!

Abraço aos fãs, aos que não são fãs, mas entendem a importância desse álbum!

[1] http://loudwire.com/foo-fighters-the-colour-and-the-shape-anniversary/
[2] http://www.fooarchive.com/headwires/colourandtheshape.htm




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Sobre Diego Jesus de Souza

Estudante de Doutorado, Mestre em Engenharia Civil, viciado em Ciência, não consegue largar da música, nem com macumba da brava! Guitarrista, Baterista, ex-professor das batucadas, músico desde o início do século. Amante de música, rock, metal e suas vertentes desde o século passado.

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