Rings Of Saturn: Metal feito por alienígenas

Resenha - Lugal Ki En - Rings Of Saturn

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Por Humberto Bruno Silva
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Rings Of Saturn é uma das bandas que mais se destaca dentro do Technical Deathcore. Suas composições falam sobre alienígenas e a banda tem uma sonoridade única que pode até ser descrita como: Metal feito por alienígenas. No terceiro álbum, lançado em 2014, temos um trabalho conceitual sobre ficção científica. A bateria do álbum foi gravada por Aaron Kitcher (Infant Annihilator), porém ele nunca se apresentou ao vivo com a banda. O álbum também possui um cover do Suicide Silence em homenagem ao ex-vocalista, Mitch Lucker.

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A primeira faixa, ''Senseless Massacre'', começa mostrando a avassaladora bateria de Aaron, impressionante vocal de Ian Bearer e também o ótimo trabalho entre os guitarristas Lucas Mann e Joel Omans. Uma das partes mais marcantes dessa faixa ocorre no final, onde a bateria e o vocal param e uma guitarra faz uma base com tapping enquanto a outra faz um incrível solo melódico que finaliza a faixa. Aqui temos a introdução a história do álbum. A música é feita na visão de um poderoso alienígena, ele conta sobre o massacre que fez na humanidade e decide destruir o planeta para poder reconstruir um novo reino a sua imagem. Uma das partes mais marcantes da letra é: ''Este ataque foi pura diversão, um massacre insensato. Nada mais,pois os que procuram paz só a encontrarão na morte''.

A segunda faixa,''Desolate Paradise'', começa com um pesado riff que logo já da começo a uma parte melódica e técnica.Essa faixa mostra muito bem o incrível trabalho de Kitcher com o pedal duplo.Nessa faixa o alienígena fala sobre o fim da adoração de uma falsa divindade e sobre seu desejo de insaciável de destruir a Terra. Fala também sobre o inicio de sua nova dinastia. A parte mais marcante dessa faixa é: ''Através de mim,você estrará em seu próprio paraíso desolado. Eu sou a destruição em sua forma mais elegante''.

E então começa uma das faixas mais interessantes de todo o álbum. ''Lalassu Xul'' começa com uma melodia na guitarra que pode soar como algo muito estranho,chegar a ser difícil acreditar que é de uma banda de Metal.Então a segunda guitarra começa acompanhando a primeira, porém as duas juntas tornam a experiência uma mistura bizarra e agradável.Não demora muito até o peso da banda voltar. A mistura dos vocais gutural grave e agudo ao mesmo tempo torna tudo mais impressionante.Aqui o alienígena fala sobre um antigo batalhão que surge através da extensão do cosmos e sobre um buraco negro que está a disposição dele e de seu batalhão.Ele assume um titulo, Lalassu Xul (O espectro do mal). E por fim ele toma a Terra como alvo. A parte mais marcante da letra é: ''O deus da morte chegou para esmagar as larvas que rastejam nesta terra. Contorçam-se,terráqueos. Isso é tudo que você pode fazer.Pois eu vim aqui por causa de de cada um de vocês.Eu plantei minha semente em sua mãe Terra, para ver as raízes da morte finalmente florescer mais uma vez''.

A quarta faixa,''Infused'', começa mostrando mais do trabalho de pedais duplos enquanto a guitarra varia pesados riffs com harmônicos. Nessa música temos um dos melhores e maiores solos de todo o álbum apesar de ser simples comparado ao comum da banda.Nessa faixa Lalassu Xul altera o código genético dos humanos de forma que não seja possível sentir remorso,medo e nem pena,dessa forma dando uma forma final a seu exército. A parte mais marcante é: ''A humanidade tornou-se nada mais que uma criação inútil e fraca.Durante séculos,tenho esperado para começar a minhas emancipação final''.

A quinta faixa ''Fractal Intake'' é uma faixa instrumental e é a mais curta de todo o álbum. É uma simples faixa de guitarras. Na sexta faixa ''Natural Selection'' temos um introdução rápida e dramática.E logo começa um riff que junto ao brutal BREEE do vocalista Ian Baerer obriga qualquer fã de Deathcore a um Headbanging. Após algumas frases temos um bela parte melódica que nos faz ter certeza que isso é sim sobre aliens. Essa música fala sobre os humanos que não se adaptaram as mudanças e sobre suas mortes.A parte mais marcante é: ''A proliferação microbiana, a partir dos tecidos espumosos,pica as narinas dos seres humanos pensando que eles sobreviveram. Uma demonstração absolutamente aterrorizante da seleção natural''.

Em ''Beckon'' temos uma das músicas menos rápidas no álbum.Próximo ao fim da música temos um riff empolgante. A música termina com um andamento muito diferente do comum acompanhado de um curto solo de guitarra.Nessa faixa temos a apresentação de um novo personagem que é representado como o diabo.O diabo vai atrás de Lalassul Xul para reivindicar seu trono na Terra. A parte mais marcante é: ''Fale do diabo e assim ele aparecerá.Então eu falo que ele pode, para que possa cortá-lo orelha a orelha. Conserve sua última respiração e deixe minha lâmina falar''.

Na oitava faixa ''Godless Times'' temos o melhor riff de todo álbum que se repete pela maior parte da música. Temos algumas frases então vem uma parte onde temos belas guitarras limpas dando um incrível contraste a todo o peso.Essa é uma das melhores músicas do álbum, pois possui muitas guitarras com riffs e solos muito criativos. Nessa faixa o diabo fala sobre a exterminação da população do seu inimigo. A parte mais marcante é: ''Eu vim lançar essas almas não lucrativas em uma terra de eterna escuridão. Eles se unirão a seus anjos e demônios em uma vida de choro e ranger de dentes''.

Na nona faixa ''Unsympathetic Intellect'' temos uma introdução bem dramática que nos localiza e nos faz sentir dentro da história.A qui temos um refrão acompanhado de uma melodia que mais uma vez mostra ser música de alienígenas. Aqui Lalassu Xul volta para retomar seu trono e faz do diabo seu servo.A parte mais marcante é: ''O próprio diabo é atingido pelo medo. Faço dele o meu servo.O predador ápice chegou''.
Na décima faixa ''Eviscerate'' temos uma intro com guitarras muito técnicas. Nessa faixa Lalassul Xul junto com seu exercito destrói o planeta terra por odiar a humanidade. A parte mais marcante é:''Que colônia perversa vocês se tornaram. Espuma insolente,ingrata da vida que lhes demos. Nós somos o Alfa,nós somos o Omega, estamos aqui para eviscerar tudo''.

Essa faixa ''The Heavens Have Fallen'' é a última da história do álbum. Ela se refere a queda das divindades dando fim a tudo. É uma incrível faixa instrumental que explora todo o conhecimento dos músicos.Ela nos da a sensação de algo como um lamento por toda a catástrofe.

Então temos a última faixa de vez, um cover da música ''No Pity For A Coward'' da banda Suicide Silence em homenagem ao ex-vocalista da banda, que uma vez durante uma entrevista citou Rings Of Saturn como uma boa banda.A faixa mostra uma versão incrível da música que mantém o melhor da original e tem também a identidade do Rings Of Saturn.

Então chegamos ao fim de um grande álbum. Com uma incrível produção. Esse álbum define de vez a identidade do Rings Of Saturn. É importante falar da capa feita por Mark Cooper, que como de costume em suas artes, tem muitos detalhes e captura todo o conceito do álbum.

Essa resenha mostra a minha interpretação da obra e não é definitiva, pois a obra é muito complexa e permite diferentes interpretações.

1."Senseless Massacre"
2."Desolate Paradise"
3."Lalassu Xul"
4."Infused" (featuring Rusty Cooley)
5."Fractal Intake" (Interlude)
6."Natural Selection"
7."Beckon"
8."Godless Times"
9."Unsympathetic Intellect"
10."Eviscerate"
11."The Heavens Have Fallen" (Instrumental)
12."No Pity for a Coward" (Suicide Silence cover)

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