Como foi ver de perto o surgimento dos Mamonas Assassinas, segundo Edu Falaschi
Por Gustavo Maiato
Postado em 29 de janeiro de 2024
O cantor Edu Falaschi participou de entrevista no Inteligência Ltda e contou como foi ver de perto o surgimento dos Mamonas Assassinas.
"Eu tive a oportunidade de conhecer o Dinho, futuro integrante dos Mamonas Assassinas. Ele trabalhava num programa da Record, que era um programa privado da emissora. Naquela época, os caras alugavam horários da Record. Eu o conheci quando fui participar do programa com o Mitrium, ficamos amigos e descobri que ele já tinha uma banda chamada Utopia.
Eu fortaleci minha amizade com o Dinho depois que comecei a namorar uma garota chamada Nereida. Minha esposa não gosta muito que eu conte essa história! [risos]. Ela era irmã da Mirella, que era namorada do Dinho e é a garota da música ‘Pelados em Santos’. Ele havia composto para ela.
Mais tarde, descobri que Dinho já estava mostrando demos do Mamonas Assassinas em festas. Eu cheguei a ouvir. O som era inovador e estranho demais para a época, especialmente para um grupo de metaleiros adolescentes como nós. No início, muitos não entenderam e até acharam horrível. Inclusive, o nome ‘Mamonas Assassinas’ gerou controvérsia e curiosidade. A reação inicial foi de não acreditar nessa escolha de nome, mas, como sabemos agora, eles se tornaram um sucesso fenomenal.
Lembro nitidamente desses comentários. Passou algum tempo, e o Dinho nos disse que estavam prestes a assinar com uma grande gravadora. Durante uma festa, muitos não compreenderam as letras das músicas pela gravação, então o Dinho pegou o violão, cantou e tocou ao vivo para explicar melhor. As músicas eram divertidas, e aos poucos, a galera começou a curtir.
Depois eu estava novamente no ônibus, indo para o trabalho, quando passei pela Avenida Paulista e vi um lambe-lambe de um anúncio simples: ‘Mamonas Assassinas’ e o desenho da mamona. Não havia mais informações, e ninguém sabia o que era. Foi uma estratégia de marketing incrível, e eu liguei para o Dinho, perguntando se era a banda dele.
Descobri que sim, e logo em seguida, os Mamonas estavam no Faustão, cantando ‘Vira-Vira’. O sucesso deles foi estrondoso em questão de meses. Nesse momento, vi meus amigos fazendo sucesso, e comecei a questionar se um dia conseguiria também. Surgiram dúvidas sobre permanecer no metal ou mudar para algo diferente. Decidi seguir o que amava, o heavy metal.
Na época, sempre fui pé no chão, cursava propaganda e marketing na faculdade. Pensei em trabalhar numa agência e focar na minha música. Acreditava que, para ter sucesso, precisava fazer o que gostava, assim como os Mamonas. Dinho, apesar de ser metaleiro, também tinha um lado descontraído e engraçado, o que contribuiu para o carisma da banda".
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