Instinto Animal: A estreia porrada da banda da Zona Leste de SP
Resenha - Vertigem - Instinto Animal
Por Nelson de Souza Lima
Postado em 28 de fevereiro de 2017
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma boa novidade roqueira vem da zona leste de São Paulo. É o trio Instinto Animal que acaba de lançar o primeiro álbum "Vertigem" de forma independente. A banda formada por Léo Fernandes (guitarra/vocal), Urso (baixo) e Dani Martins (bateria) é influenciada pelo rock sessentista e setentista de power trios clássicos como Cream, The Jimi Hendrix Experience e Rush. "É uma responsa fazer música só com baixo, bateria e uma guitarra. Mas a história está ai pra mostrar que não é impossível e que, na verdade, dá pra fazer e muito bem", diz Urso. Segundo o batera Dani Martins a maioria das canções do grupo surgem a partir dos riffs criados por Léo Fernandes. "Algumas vezes rola até de começarmos a nos aquecer para o ensaio e, de uma brincadeira, nascer um riff, ou uma levada, e, em cima disso, criarmos algo maior", atesta. As onze faixas de "Vertigem" são autorais e em português. Sobre o processo de composição Fernandes diz que as letras são o último passo. "Ás vezes acontecem rápido, outras demoram muito. Os temas são sempre dúvidas em relação ao homem: amor, ganância, egoísmo, dinheiro, tempo, política. As letras, antes de mais nada, têm que funcionar como poesia, soar natural sem a música", afirma o vocalista. A gravação do disco foi concluída em três dias sendo que a produção ficou a cargo do tarimbado Lampadinha. Ele propôs ao trio gravar as músicas ao vivo. "Lampadinha sacou que traria um espectro mais orgânico ao som. Nós não poderíamos ter concordado mais com ele, achamos a ideia muito boa e abraçamos totalmente", conclui o baixista Urso.
As onze canções são porrada atrás de porrada. "Amar é Loucura" abre o CD com bateria pesada e riff endiabrado. Fala de um relacionamento permeado por cores e tons. Aliás o tom aqui é de prima com voz rasgada de Léo Fernandes.
Na sequência vem "Quando Acabar", "Viciado em Você" e "Garota Demônio" todas mantendo o peso setentista e bem trabalhado o qual a banda se propõe de modo a não dar brecha para o cara que tá ouvindo não respirar.
Saraivadas de solos, riffs desconcertantes e cozinha trabalhada. Chama atenção o timbre do baixo em "Garota Demônio", conciso/preciso.
Depois de quatro porradas o clima dá uma baixada em "Novo Começo". Balada na qual o grupo manda versos tranquilos para um refrão martelado/pesadão. Lampadinha conseguiu tirar o máximo dos caras. Power balad que merece mais que uma ouvida.
Passada a calmaria volta a porradaria. "Mais um Dia" é acelerada, rápida, sempre com destaque para as viradas de bateria de Dani Martins. O cara toca com duas marretas. Clichê, mas é verdade. A música muda o andamento, contudo o pique não cai.
"Fogo no Circo" traz outro riff desconcertante, mostrando o quanto Léo manda bem nas cordas e nos vocais. Mais uma porrada pra incendiar o CD.
"Mar de Destruição" é outra pancada na moleira: riffs, solos, baixo e bateria com vigor pra sacudir o esqueleto.
Na sequência "Fora da Lei" um pouco mais tranquila no primeiro verso. Mas não se engane. Também é pesadona. Com andamento a lá Sabbath em "Iron Man". Veja bem não estou dizendo que lembra o clássico da banda de Ozzy, mas é no mesmo andamento.
"ìcaro" a décima faixa é longa e muda o andamento a partir do 3º minuto. Dá uma quebrada, parece que acabou e volta com riff forte e cresce de maneira perturbadora. Solo impecável.
E para encerrar "O fim", que realmente encerra a bolachinha. Só que é tranquilona, bateria e baixo marcados, dando toda a base para o riff envolvente.
Boa estreia dos caras da ZL.
TRACK LIST:
AMAR É LOUCURA
QUANDO ACABAR
VICIADO EM VOCÊ
GAROTA DEMÔNIO
NOVO COMEÇO
MAIS UM DIA
FOGO NO CIRCO
MAR DE DESTRUIÇÃO
FORA DA LEI
ÍCARO
O FIM
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
A música "fundamental" que mostrou ao Metallica que a simplicidade funciona
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Anos após ser atacada por morcego, vocalista do The Pretty Reckless é picada por aranha
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
"Caught In A Mosh: A Era De Ouro Do Thrash" continua a trilogia do thrash metal em alto nível
O produtor que Rick Rubin chamou de maior de todos; "Nem gostava de rock'n'roll"
A banda portuguesa com o melhor álbum de 2026 até agora, segundo Milton Mendonça
As 11 bandas de metal progressivo cujo segundo álbum é o melhor, segundo a Loudwire
O que Dave Mustaine mais sente falta de sua época no Metallica
O headliner do Bangers Open Air que não tem nenhum membro original em sua formação
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Bandas Iniciantes: 17 maneiras de assassinar sua carreira musical
Bruce Dickinson: com escolha inusitada, ele lista os 3 cantores que são a base do metal
As duas músicas mais difíceis do Metallica de todos os tempos para James Hetfield

Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



