Solaris: Um disco deliciosamente maravilhoso de se ouvir

Resenha - Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) - Solaris

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Por Tiago Meneses
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SOLARIS faz parte das bandas que mostraram que os anos 80, embora não tenha sido tão produtivo quanto os 70 em relação ao rock progressivo (principalmente na visão dos mais puristas, digamos assim), nos presentearam com excelentes trabalhos, sendo Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles), de 1984, algo no mínimo excelente.

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Apesar da banda ter sido formada no início daquela década por jovens amigos de escola da cidade de Budapeste, na Hungria, o nome que serviu de inspiração para o grupo veio da Polônia, mais precisamente do romance de ficção científica, Solaris, escrito por Stanisław Lem no ano de 1961.

Sempre acreditei que um dos aspectos mais importantes de um trabalho musical é a versatilidade, confesso que as vezes me canso de ouvir bandas que tem um som de variação metronômica e todas as suas canções soam como se estivessem clonando a si mesmo. SOLARIS é o oposto, mas o mais importante é que a banda não é apenas versátil, mas também coerente e sua música flui perfeitamente, algo que aumenta mais ainda o seu mérito.

Seu álbum de estreia, Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) é mais um daqueles exemplos clássicos de progressivo, onde ainda que eles se encaixem mais confortavelmente dentro da linha sinfônica, o álbum traz uma mistura incrivelmente bonita e fluida de diversos gêneros que vão do já mencionado sinfônico, mas passando pelo folk, eletrônico, sonoridades espaciais e psicodélicas, mas sem deixar de acrescentar em meio a tudo isso, o bom e velho rock and roll.

Cada membro da banda desempenha o seu papel com uma enorme destreza. Mas dois são os que puxam de forma principal a sonoridade e se destacam pela maneira como juntos conseguem desempenhar uma música única, ATTILA KOLLAR (flauta, gravador, sintetizadores, efeitos de teclado, percussão, vocais) e ROBERT ERDESZ (piano, órgão, sintetizador, efeitos de teclado). Ainda que uma boa e justa menção também seja a das belíssimas guitarras de ISTVAN CZIGMAN.

Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) significa crônicas marcianas, é um álbum quase 100% instrumental (exceto por uma introdução vocal), mas ainda assim conceitual baseado no romance de contos e de mesmo nome escrito por Ray Bradbury. O fio condutor da obra é sobre a chegada do homem a Marte e da colonização do planeta pela espécie humana, sendo ambientada entre os anos de 1999 até 2026.

Particularmente não me atrevo a avaliar e comentar música por música. Costumo dizer que prefiro ouvi-lo sempre como um todo, pois ainda que existam sempre faixas que pode cativar mais, tudo é bem combinando e alguns momentos tem certa "dependência" de outros pra soar de forma plena.

SOLARIS apresenta um álbum repleto de composições sólidas, atuações impecáveis de todos os seus músicos, inclusive os convidados, versatilidade e coerência. Não chegaria a dizer que estamos diante de uma obra-prima do rock progressivo, mas com certeza de um disco deliciosamente maravilhoso de se ouvir.

Músicos:

Attila Kollár - flauta, gravador, sintetizadores, efeitos de teclado, percussão vocal
István Cziglán - guitarra elétrica e guitarra acústica.
Róbert Erdész - piano, órgão, sintetizador, efeitos de teclado
Tamás Pócs - baixo
László Gömör - bateria e percussão




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Sobre Tiago Meneses

Um amante do rock em todas as suas vertentes, mas que desde que conheceu o disco Selling England by the Pound do Genesis, teve no gênero progressivo uma paixão diferente.

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