Solaris: Um disco deliciosamente maravilhoso de se ouvir
Resenha - Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) - Solaris
Por Tiago Meneses
Postado em 18 de fevereiro de 2017
SOLARIS faz parte das bandas que mostraram que os anos 80, embora não tenha sido tão produtivo quanto os 70 em relação ao rock progressivo (principalmente na visão dos mais puristas, digamos assim), nos presentearam com excelentes trabalhos, sendo Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles), de 1984, algo no mínimo excelente.

Apesar da banda ter sido formada no início daquela década por jovens amigos de escola da cidade de Budapeste, na Hungria, o nome que serviu de inspiração para o grupo veio da Polônia, mais precisamente do romance de ficção científica, Solaris, escrito por Stanisław Lem no ano de 1961.
Sempre acreditei que um dos aspectos mais importantes de um trabalho musical é a versatilidade, confesso que as vezes me canso de ouvir bandas que tem um som de variação metronômica e todas as suas canções soam como se estivessem clonando a si mesmo. SOLARIS é o oposto, mas o mais importante é que a banda não é apenas versátil, mas também coerente e sua música flui perfeitamente, algo que aumenta mais ainda o seu mérito.

Seu álbum de estreia, Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) é mais um daqueles exemplos clássicos de progressivo, onde ainda que eles se encaixem mais confortavelmente dentro da linha sinfônica, o álbum traz uma mistura incrivelmente bonita e fluida de diversos gêneros que vão do já mencionado sinfônico, mas passando pelo folk, eletrônico, sonoridades espaciais e psicodélicas, mas sem deixar de acrescentar em meio a tudo isso, o bom e velho rock and roll.
Cada membro da banda desempenha o seu papel com uma enorme destreza. Mas dois são os que puxam de forma principal a sonoridade e se destacam pela maneira como juntos conseguem desempenhar uma música única, ATTILA KOLLAR (flauta, gravador, sintetizadores, efeitos de teclado, percussão, vocais) e ROBERT ERDESZ (piano, órgão, sintetizador, efeitos de teclado). Ainda que uma boa e justa menção também seja a das belíssimas guitarras de ISTVAN CZIGMAN.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Marsbéli Krónikák (The Martian Chronicles) significa crônicas marcianas, é um álbum quase 100% instrumental (exceto por uma introdução vocal), mas ainda assim conceitual baseado no romance de contos e de mesmo nome escrito por Ray Bradbury. O fio condutor da obra é sobre a chegada do homem a Marte e da colonização do planeta pela espécie humana, sendo ambientada entre os anos de 1999 até 2026.
Particularmente não me atrevo a avaliar e comentar música por música. Costumo dizer que prefiro ouvi-lo sempre como um todo, pois ainda que existam sempre faixas que pode cativar mais, tudo é bem combinando e alguns momentos tem certa "dependência" de outros pra soar de forma plena.
SOLARIS apresenta um álbum repleto de composições sólidas, atuações impecáveis de todos os seus músicos, inclusive os convidados, versatilidade e coerência. Não chegaria a dizer que estamos diante de uma obra-prima do rock progressivo, mas com certeza de um disco deliciosamente maravilhoso de se ouvir.

Músicos:
Attila Kollár - flauta, gravador, sintetizadores, efeitos de teclado, percussão vocal
István Cziglán - guitarra elétrica e guitarra acústica.
Róbert Erdész - piano, órgão, sintetizador, efeitos de teclado
Tamás Pócs - baixo
László Gömör - bateria e percussão

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