Pegazus: Um trabalho subestimado
Resenha - Headless Horseman - Pegazus
Por Rafael Lemos
Postado em 20 de janeiro de 2017
Nota: 9 ![]()
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O Pegazus surgiu na Austrália durante a primeira metade dos anos 90 e atingiu o reconhecimento mundial na segunda metade dessa mesma década, período onde as bandas que estavam fazendo mais sucesso eram as que executavam o Metal Melódico, Prog Metal ou então sonoridades mais modernas, como o Industrial. Junto com o Hammerfall, o Pegazus resgatou o Heavy Metal tradicional com influências oitentistas provenientes de bandas como Manowar, Picture e o que o Iron Maiden fazia naqueles tempos.
Após um debut auto intitulado bastante tímido, lançado de forma independente e com uma produção que não era a altura da banda, o Pegazus encontrou o vocalista certo em Danny Cecati, atingindo o seu auge com os álbuns 'Wings of Destiny' e 'Breaking the chains', este certamente o melhor da sua carreira. Cecati deixou a banda e Rob Thompson teve a árdua missão de substitui-lo. Embora não seja tão brilhante quanto o vocalista anterior, pouco ficou atrás pois, embora não tenha a mesma potência, tem uma voz agressiva e mais rasgada, o que também combinou com a sonoridade da banda.
'The headless horseman' saiu em 2002 e, assim como os dois álbuns que o precederam, ganhou uma edição de luxo em 2008, em digipack, contendo faixas bônus e um cd dourado, que é a edição que possuo. O encarte dessa edição, o mais bonito da discografia do grupo, contém uma história deles, fotos da banda, fotos individuais de todos os integrantes (exceto do baixista Cory Betts), letras das músicas e um desenho para cada uma delas ao estilo do que estampa a capa.
O guitarrista Johnny Stoj (que, pelo que consta em entrevista e segundo pessoas que conheço que tiveram a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, é a encarnação humana do Heavy Metal) não é um guitarrista virtuoso mas é um dos mais criativos que já ouvi, compondo riffs pesados e marcantes, solos extremanente bem encaixados nas músicas e bases de bom gosto, ou seja, se propõe a tocar o que a música pede. Seu irmão, o baterista Robbie Stoj, se mostrou ainda melhor do que nos trabalhos anteriores, esmagando os dois bumbos em musicas como a semi balada 'Spread your wings' que se junta a pesadíssima 'Forever chaising rainbows', um dos destaques do álbum.
Falando em destaques, existem muitos por aqui, como a grandiosa faixa título, uma das mais emocionantes música que o Pegazus tem, a forte 'A call to arms' e a humilhante 'Victim', todas com pegada oitentista de ser um Metal direto e sem frescuras. Somente 'Neon Angel' não é tão boa quanto as demais por ser bastante óbvia e meio que sem inspiração.
Outra música interessante é 'Ballad of a thin man', uma homenagem a Philip Lynott, onde várias referências a músicas e títulos de álbuns do Thin Lizzy compõem a letra.
Falando em Thin Lizzy, esta versão conta com três bônus, sendo uma delas uma segunda versão para 'The patriot' (quinta música do disco) e dois covers dessa banda, 'Warriors' e 'Jailbreak', que ficaram ótimas, sendo elas cantadas pelo guitarrista Johnny Stoj.
'The headless horseman' pode não ser tão bom quanto os dois álbuns anteriores do Pegazus mas essa diferença é mínima, pois é um grande disco, pouco lembrado em sua discografia devido ao ofuscamento a ele destinado. Merece uma nova conferida por quem o conhece e é um ótimo cartão de visita para quem nunca ouviu o esmagante som do Pegazus.
Faixas:
01- Intro
02- The headless horseman
03- Nightstalker
04- A call to arms
05- The patriot
06- Look to the stars
07- Dragon slayer
08- Spread your wings
09- Forever chaising rainbows
10- Victim
11- Neon Angel
12- Ballad of a thin man
Bônus:
13- The patriot
14- Warriors (Thin Lizzy cover)
15- Jailbreak (Thin Lizzy cover)
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