Meshuggah: Um dos trabalhos mais intensos de sua carreira
Resenha - Violent Sleep of Reason - Meshuggah
Por Junior Frascá
Postado em 02 de dezembro de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O MESHUGGAH é uma banda que possuí uma sonoridade única dentro da música pesada, trazendo elementos que vão desde o metal moderno, passando pelo groove, thrash, e pelo que se considerou chamar de djent. E, até por isso, é uma banda para poucos, pois foge dos padrões gerais do estilo. Todavia, se você aprecia o som dos caras, como este que vos escreve, certamente encontrará neste seu nono álbum de estúdio, uma das obras mais intensas de sua discografia.
Isso porque "The Violent Sleep of Reason" traz latentes todos os elementos que fizeram a fama da banda no underground, com uma sonoridade crua, pesada, complexa e cheia de groove, andamentos sincopados, e transbordando agressividade em cada nota exarada.
E toda essa aparente assimetria e dissonância são milimetricamente pensadas e executadas pela banda, como deixa claro o título da seminal "Born in Dissonance", uma das melhores do trabalho, ao lado de "Monstro City", que é daquelas que parece que estamos sendo atropelados por um caminhão desgovernado durante sua execução, tamanha a brutalidade que nos é apresentada.
Além disso, "The Violent Sleep of Reason" é o disco mais "progressivo" da carreira dos suecos, sendo que a quantidade de mudança de andamentos, de compassos alternados, e demais elementos técnicos diferenciados aqui encaixados é de fazer cair o queixo e dar um nó no cérebro do ouvinte. E o mais impressionante é que tudo isso flui de maneira muito natural e orgânica!
A qualidade sonora também é estarrecedora, sem dúvida com a melhor produção da banda até hoje, como fica claro no timbre das guitarras de Mårten Hagström e Fredrik Thordendal, simplesmente matador. Mas, no geral, todo o trabalho é digno de aplausos, tamanha a qualidade obtida, e que realça ainda mais todas as virtudes do álbum.
Ou seja, temos aqui, como dito, o MESHUGGAH em sua essência, debruçado em suas raízes sonoras, e nos trazendo algumas das melhores faixas já compostas em sua carreira, o que certamente fará o álbum cair nas graças dos apreciadores da música extrema de qualidade. Imperdível!
The Violent Sleep of Reason - Meshuggah
(Shinigami Records - Nacional - 2016)
Músicas:
1. Clockworks
2. Born in Dissonance
3. MonstroCity
4. By the Ton
5. Violent Sleep of Reason
6. Ivory Tower
7. Stifled
8. Nostrum
9. Our Rage Wont Die
10. Into Decay
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Iron Maiden que "deveria ter sido extinta", segundo o Heavy Consequence
A banda brasileira que sempre impressiona o baixista Mike LePond, do Symphony X
Por que "Wasted Years" é a pior faixa de "Somewhere in Time", segundo o Heavy Consequence
BMTH e Amy Lee - "Era pra dar briga e deu parceria"
A melhor música do Led Zeppelin de todos os tempos, segundo Ozzy Osbourne
Líder do Arch Enemy já disse que banda com membros de vários países é "pior ideia"
Tony Dolan não se incomoda com a existência de três versões do Venom atualmente
Hulk Hogan - O lutador que tentou entrar para o Metallica e para os Rolling Stones
O álbum que é para quem tem capacidade cognitiva de ouvir até o fim, segundo Regis Tadeu
A melhor e a pior música de cada disco do Iron Maiden, segundo o Heavy Consequence
Os 5 melhores álbuns do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
O guitarrista subestimado do Dio, segundo o baixista Jeff Pilson
A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
O cover mais "sinistro" de uma música sua que Ozzy Osbourne ouviu
Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos
Twisted Sister: segundo Dee, "ser pobre e famoso é uma merda"
Site americano coloca banda brasileira no "Big 4" do metal da década de 1990
"Tocar com Ozzy era como morar na casa dos pais", diz Zakk Wylde


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



