Deep Purple: Mais um clássico da MK II
Resenha - Fireball - Deep Purple
Por Edivaldo S.
Postado em 02 de dezembro de 2016
O Deep Purple já teve várias formações, mas inegavelmente a MK II (Ian Gillan, Ritchie Blackmore, Jon Lord, Ian Paice e Roger Glover) foi a mais produtiva e famosa.
Durante essa formação, foram lançados álbuns seminais como "In Rock", "Fireball", "Machine Head" e um dos melhores álbuns ao vivo da história do rock, o clássico "Made In Japan".
Estranhamente, os membros da banda não consideram esse álbum como um clássico, talvez por ter sido lançado entre o "In Rock" e "Machine Head". Ian Gillan afirma que esse é o seu álbum preferido no Purple, pois sem ele não haveria o "Machine Head", e também porque abriu novas possibilidades de expressão, liricamente falando.
O virtuoso guitarrista Ynwgie Malmsteen, ganhou o álbum quando era criança e afirma hoje, que esse álbum mudou tudo pra ele. Lars Ulrich, baterista do Metallica, comprou o álbum logo após ir para um show do Deep Purple com o seu pai, e foi um álbum que aumentou bastante seu interesse na música, principalmente no rock pesado. Também foi um dos primeiros álbuns comprados do King Diamond na adolescência, tendo bastante influência na sua carreira posteriormente.
E além disso tudo, estreou no TOP 10 das paradas musicais de 12 países, tendo em 5 deles atingindo o primeiro lugar. Portanto, é sem dúvida um clássico.
O disco abre com a faixa-título e single "Fireball", que revela todo o poder do Deep Purple, em especial com a incrível performance e habilidade de Ian Paice na bateria, o baixo frenético de Roger Glover e a ótima performance Vocal de Ian Gillan.
Logo em seguida, vem "No No No", um hard rock cadenciado, com uma excelente linha de baixo, um ótimo solo de teclado do Jon Lord e um de guitarra, do Mr. Blackmore.
"Strange Kind Of Woman", mais um single, é uma das músicas mais conhecidas da banda. Um blues-rock autêntico, tem um ritmo dançante, um ótimo solo e um refrão viciante capaz de ficar na sua cabeça por várias horas.
"Ame-a ou odeie-a" é a descrição perfeita para "Anyone's Daughter", um Country (isso mesmo, um Country!) que até hoje divide a opinião dos fãs. Há quem goste, há quem não goste. O próprio vocalista disse que foi divertido gravá-la, mas que foi um erro no álbum, principalmente em estar nele. O fato é que é um estilo totalmente diferente do que o Purple faz.
"The Mule" é mais outra faixa que tem um trabalho excelente de Ian Paice na bateria, além de ter um bom riff. Ao vivo ela costuma ter bastantes improvisos.
"Fools" mostra um lado mais experimental da banda, flertando com o rock progressivo. Com seus 8 minutos e variações de ritmo e peso, se mostra uma excelente composição. Além disso, tem um belíssimo solo do Blackmore.
E por fim, "No One Came" baixa um pouco a bola em relação as anteriores, sendo a mais fraca do álbum.
OBS: Vale lembrar que "Demon's Eye" foi lançada somente na edição Europeia.
TRACK-LIST (Edição Americana/Japonesa/Canadense)
1. FIREBALL
2. NO NO NO
3. STRANGE KIND OF WOMAN
4. ANYONE'S DAUGHTER
5. THE MULE
6. FOOLS
7. NO ONE CAME
(Edição Europeia)
1. FIREBALL
2. NO NO NO
3. DEMON'S EYE
4. ANYONE'S DAUGHTER
5. THE MULE
6. FOOLS
7. NO ONE CAME
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