Denner / Shermann: Ótima pedida para órfãos do Mercyful Fate
Resenha - Masters of Evil - Denner / Shermann
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collector's Room
Postado em 30 de junho de 2016
"Masters of Evil" é um presente para os fãs do Mercyful Fate. O álbum é o primeiro full-length da dupla Hank Shermann e Michael Denner, ambos ex-guitarristas da lendária banda dinamarquesa. A parceria entre os dois músicos foi responsável pela criação de uma das marcas registradas do Mercyful Fate: as melodias de guitarra contagiantes, sempre presentes nas canções e que contrastavam com as letras repletas de histórias de terror escritas por King Diamond.
Devo dizer que nunca fui muito fã do MF. Reconheço com sobras a influência dos caras na história e na evolução do metal, mas nunca consegui digerir os vocais de Diamond, com aqueles agudos que sempre soaram exagerados e desnecessários aos meus ouvidos. Opiniões à parte, este é um aspecto que não se repete em "Masters of Evil" (o CD é o sucessor do EP "Satan’s Tomb", disponibilizado em 2015).
Tendo o norte-americano Sean Peck (ex-Cage) nos vocais (o baixista Marc Grabowski e o baterista Snowy Shaw completam o time), o Denner / Shermann consegue agradar os orfãos de Diamond e também quem nunca foi muito fã dos seus característicos vocais. Peck canta de uma forma mais agressiva, encaixando alguns agudos aqui e ali, como que marcando território e mostrando do que é capaz. Liricamente, escreve letras que não fogem muito da temática habitual de King Diamond, situando as canções no já conhecido terreno das histórias de terror.
Musicalmente, Michael Denner e Hank Shermann entregam a sonoridade em que se tornaram mestres: agressiva e pesada, sempre adornada por melodias que tornam tudo ainda mais macabro e assustador. De maneira geral, "Masters of Evil" é um consistente trabalho de heavy metal tradicional lançado em pleno 2016, o que, convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis de se conseguir.
Com uma formação experiente e com apetite para provar que ainda tem muito o que mostrar, o Denner / Shermann está sendo justamente aclamado pela imprensa especializada (9/10 na RockHard, 5/5 no Skulls ’n Bones e 9/10 no Metalized). Destaque para a faixa de abertura, para a excelente "The Wolf Feeds at Night" (com grande influência da carreira solo de Ozzy nos anos 1980) e para a dobradinha final, com as ótimas "The Baroness" e "Servants of Dagon".
O disco acabou de sair lá fora (chegou às lojas dia 24 de junho) e também ganhará edição nacional. No Brasil, "Masters of Evil" será disponibilizado pela Abigail Records, nova gravadora especializada em metal que está chegando ao mercado.
Se você é fã de Mercyful Fate e de metal tradicional, "Masters of Evil" irá agradar em cheio seus ouvidos.
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
Por que Lemmy Kilmister não gostava de "Ace of Spades", música mais famosa do Motörhead
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Houve material gravado para 3º álbum do Judas Priest com Ripper Owens? Ele explica
Seis anos após último show com o Aerosmith, baterista Joey Kramer reaparece
O hit amargo em que John Lennon ataca um dos maiores vilões da história dos Beatles
Brasil de fora da tour de despedida do Rhapsody, mas Epica promete "celebração especial"
O álbum favorito de Angus Young da fase do AC/DC com Bon Scott
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
A música do Pearl Jam que teve o sentido da letra alterado pelos fãs
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
O "absurdo" que atribuem ao Led Zeppelin, na opinião de Paul Stanley


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto


