Satyricon: 2002, o início de uma nova era!
Resenha - Volcano - Satyricon
Por Oscar Xavier
Postado em 10 de junho de 2016
Satyricon, um dos maiores nomes do black metal mundial, já havia lançado 4 álbuns essenciais para o gênero. A banda é composta por Frost(Kjetil-Vidar Haraldstad) no comando da bateria e Satyr(Sigurd Wongraven) comandando os vocais, guitarras, baixo e teclado.
A faixa inicial chama-se "With Ravenous Hunger", que tem uma intro com um ar meio industrial, e então é dita o primeiro verso do álbum, "At my signal, unleash hell!" (Ao meu sinal, liberte o inferno!). E então começa a música, com guitarras soando cruas(não tão cruas quantos os álbuns anteriores), e algumas passagens atmosféricas, onde nota-se o uso de sintetizadores.
A segunda faixa se chama "Angstridden", e aqui podemos perceber a sincronia rítmica dos instrumentos. Bateria e guitarra estão bem entrosadas, dando um ar Rock N Roll à música. A faixa ainda conta com a participação da cantora norueguesa Anja Garbarek.
A terceira é considerada por muitos um clássico, tocada nos shows ao vivo até hoje. "Fuel for Hatred" soa mais animada que as demais músicas do álbum, fazendo alguns fãs old-school contorcerem o nariz. Os vocais estão bem agressivos, seu ritmo faz qualquer um querer bangear. Sem dúvidas é uma ótima música pra se tocar ao vivo. A faixa ainda ganhou um videoclipe.
A quarta faixa, intitulada "Suffering the Tyrants", conta com Satyr um pouco mais psicótico, com vocais lentos e instrumentos cadenciados. Nessa faixa Frost mostra toda sua versatilidade e técnica sem exagerar muito na velocidade, e se firmando como um dos melhores bateristas do gênero.
A quinta faixa se chama "Possessed". É uma música que começa bem agressiva, com blast beats a todo vapor, porém com o tempo vai perdendo a velocidade. A cada verso cantado por Satyr, percebe-se um feeling incrível, as vezes experimentando vocais limpos.
A sexta faixa é uma de minhas favoritas, presente até hoje na maioria dos seus shows. "Repined Bastard Nation" conta com um ritmo bem cativante, e a voz de Satyr se encaixa perfeitamente com os instrumentos. É o tipo de faixa ideal pra se cantar junto.
A sétima faixa, intitulada "Mental Mercury", conta com uma certa mudança em relação às faixas anteriores. Imagine o antigo Satyricon, mesclado com os elementos do novo Satyricon. E assim obtemos uma faixa épica. A música conta com alguns interlúdios, uso de sintetizadores, e riffs mais cadenciados com uma pegada mais old-school. Mais uma vez a participação de Anja Garbarek deixa a música mais épica com seus sussurros sinistros.
A oitava e última faixa é a mais longa da carreira da banda até o momento, em torno dos 14 minutos e 32 segundos. "Black Lava" já começa de forma genial, com vocais isolados de Satyr no verso "Grey heavens, no light shed"(céus cinzentos, nenhum abrigo de luz). É uma faixa que segue no mesmo ritmo da anterior, podendo soar um pouco repetitiva.
Volcano é um marco na carreira do SATYRICON, ondes eles cravam seu nome na história do metal extremo. Muitos fãs da velha guarda acusam a banda de ter se vendido, porém o próprio Satyr afirma que eles teriam realmente se vendido, se tivessem seguido a fórmula de álbuns como Nemesis Divina. Em minha opinião, eles são músicos talentosíssimos, e não queriam se prender em uma sonoridade monótona, afinal, todo artista que se preze, independente da arte, tende a evoluir e inovar seus trabalhos.
Tracklist:
01 - With Ravenous Hunger
02 - Angstridden
03 - Fuel for Hatred
04 - Suffering the Tyrants
05 - Possessed
06 - Repined Bastard Nation
07 - Mental Mercury
08 - Black Lava
lineup:
Satyr - vocais/guitarras/baixo/teclados
Frost - bateria
Anja Garbarek - backing vocals(faixas 2, 7 e 8)
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