Dion: Ainda na ativa com mais de cinquenta anos de carreira
Resenha - New York Is My Home - Dion
Por André Espínola
Postado em 09 de março de 2016
O guitarrista Dion está na ativa há quase tanto tempo quanto o Rock n’ Roll. Iniciando a carreira no final dos anos 50, Dion foi um dos maiores representantes do chamado doo wop de Nova York. Desde então, o guitarrista, natural do Bronx, flertou com o pop, o blues e o R&B, numa carreira de mais de cinquenta anos, naturalmente cheia de altos e baixos. Atualmente, no entanto, Dion está nas alturas, embalado por uma sequência de mais de dez anos de ótimos lançamentos, todos eles com um elemento em comum: o blues e o folk-rock. Desde de Bronx in Blue, de 2005, Dion já brilhou novamente com Son of Skip James, de 2007, Tank Full Of Blues, de 2012 e agora, aos 76 anos, presta uma singela homenagem à sua cidade natal com o disco New York Is My Home.

O disco começa com o rock da divertida "Aces Up Your Sleeves", que já mostra que Dion está com a voz melódica e firme e os solos de guitarra em ótima forma. Já com "Can’t Go Back To Memphis", um blues clássico sulista, Dion encarna um personagem endiabrado que não pode voltar para sua cidade porque todos os policiais e padres sabem o seu nome e por isso ele tem que ficar por aí rodando. Blues puro. A faixa que dá título ao álbum, a folk "New York Is My Home", a mais calma do disco, é um belo dueto com outro cantor bastante ligado à "cidade que nunca dorme", Paul Simon. Uma bela homenagem à frenética cidade. Em "The Apollo King" a festa volta com tudo, lembrando o rock dos anos 50 de Chuck Berry; a letra celebra a vida do saxofonista de R&B, Big Al Sears, membro da banda da lenda Duke Ellington.

"Katie Mae", uma das duas covers do álbum, e também uma das melhores faixas do álbum, Dion revisita o clássico de Lightnin’ Hopkins, criando uma versão que sem dúvida possui vida própria. Depois de "I’m Your Gangster Of Love", vem mais uma original de Dion que é puro blues. "Ride With Me" é uma das mais intensas do álbum, como já sugere os primeiros segundos da música, o motor de uma moto sendo ligado e dando partida. Durante todo o tempo a música é só movimento, ação, força, ou seja, toda a jovialidade do velhinho de 76 anos. A vitalidade continua presente na faixa seguinte, "I’m All Rocked Up". O disco caminha para o final com mais uma homenagem; em "Visionary Heart", que lembra um pouco algumas baladas de Bruce Springsteen, Dion imagina uma carta para Buddy Holly (eles estavam juntos em turnê quando Buddy Holly, The Big Bopper e Ritchie Valens morreram no acidente de avião em 1959). Dion se refere a esse triste episódio na letra, "the day the music died". Para finalizar, uma versão de "I Ain’t For It", originalmente por Tampa Red.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | New York IsMy Home é um tipo de consagração para Dion, que ultimamente tem se dedicado a fazer um blues "made in Bronx". Além disso, é um lembrete de alguém cuja presença nem sempre foi tão marcante como deveria, mas que nunca se retirou de cena em mais de cinquenta anos de carreira. Dion está na ativa, felizes aqueles que se dão conta de sua presença e se dispõem a ouvi-lo.
Tracklist:
1 Aces up Your Sleeve
2 Can't Go Back to Memphis
3 New York Is My Home
4 Apollo King
5 Katie Mae (Lightnin' Hopkins)
6 I'm Your Gangster Of Love
7 Ride With You
8 I'm All Rocked Up
9 Visionary Heart
10 I Ain't For It (Tampa Red/Hudson Whittaker)

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A opinião de Paulo Ricardo do RPM sobre a cantora de axé Daniela Mercury
A banda de rock nacional dos anos 1990 cujo reconhecimento veio muito tarde
O significado do gesto de Alissa White-Gluz no vídeo do DragonForce que ninguém percebeu
A lenda do rock cuja guitarra é inspirada em Jimmy Page e raça de cavalos rara holandesa
Empresário do Angra comenta planos para Luis Mariutti e Ricardo Confessori
Nevermore - O retorno da banda que nunca saiu da mente dos brasileiros
A música que selou a decisão de Nicko McBrain ao sair do Iron Maiden
Carl Palmer traz ao Brasil o show que revive Emerson, Lake & Palmer sem hologramas
Nicko McBrain revela conselhos para seu substituto no Iron Maiden
Erik Grönwall revela que gostaria de ter ficado no Skid Row
Dave Mustaine explica por que não vai convidar Kiko Loureiro para show com Megadeth
O disco do Black Sabbath que causa sensação ruim em Geezer Butler
Steve Harris afirma que nunca conseguiu assistir um show dos Rolling Stones
O hit do Angra inspirado em Iron Maiden e Deep Purple na fase Steve Morse
A música de Brian May que Eric Clapton achou horrível: "Me enviaram e fiquei insultado"
Edu Falaschi explica como seria se o Angra tivesse mudado para a Europa no auge
Por que Nightwish não conseguiu evitar saída de Marko Hietala, segundo Troy Donockley
Guns N' Roses x Nirvana: o que ocorreu em 1992 segundo Krist Novoselic
Biohazard fez a espera de treze anos valer a pena ao retornar com "Divided We Fall"
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon

