Lost Society: saindo da mesmice e inovando o Metal
Resenha - Braindead - Lost Society
Por Oscar Xavier
Postado em 23 de fevereiro de 2016
Um dos maiores nomes da cena thrash atual é sem dúvidas o LOST SOCIETY. Os finlandeses arriscaram tudo no ultimo álbum intitulado BRAINDEAD, com uma notável dinâmica maior de compassos e composições.
O álbum começa com a faixa "I Am The Antidote", um single com direito a vídeo clipe. Essa faixa chama muito a atenção pois é bem mais lenta do que as músicas costumavam ser, e seus riffs estão repleto de grooves, e alguns vocais limpos, o que desagradou alguns dos fãs. Mas isso não quer dizer que é uma faixa ruim, longe disso, ao meu ver eles acertaram em cheio com esse play adicionando excelentes melodias.
A segunda faixa, chamada "Riot", também começa com um ritmo mais lento, porém sendo um pouco mais agressiva que a anterior. Os riffs com muitos grooves extremamente agressivos, fazem você querer bangear ao máximo. Percebe-se uma clara influência do hardcore nessa música. O próprio vocalista/guitarrista Samy Elbanna afirma que a música tem um feeling bem no estilo RAGE AGAINST THE MACHINE.
A terceira faixa intitulada "Mad Torture" já começa com uma intro sinistra, com o barulho de uma serra elétrica e uma garota gritando. Musicalmente ela começa veloz, mas no decorrer da faixa percebemos mudanças com pontes onde eles desaceleram o ritmo. Uma das melhores do disco sem dúvidas.
A quarta faixa "Hollow Eyes", segue com um ritmo mais lento, porém nota-se grandiosas harmonias, e um dos melhores solos da carreira da banda. Samy Elbanna ainda afirma que a música tem uma vibe bem IRON MAIDEN, com um final que vai crescendo e deixando um feeling bem épico.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A quinta faixa chamada "Rage Me Up" é pura pancadaria. Finalmente a banda acelera seu ritmo ao máximo como nos álbuns anteriores, ao estilo old-school. A música tem riffs bem crossover, o que funcionará muito bem ao vivo já que é uma música perfeita pra se curtir um mosh e gritar o simples refrão junto com a banda. E pra fechar nos últimos segundos da música eles aceleram a música na velocidade máxima, onde cada um da banda enlouquece tocando o mais rápido que pode.
A sexta faixa intitulada "Hangover Activator", continua com o ritmo acelerado, ao estilo Kill 'Em All. Mesmo sendo uma faixa veloz, ela ainda flerta com o bom e velho rock 'n roll, como o próprio vocalista afirma. Com um dos melhores solos de guitarra do álbum, Samy Elbanna e Arttu Lesonen mostram o quão talentosos e entrosados eles são. A música ainda teve direito a um vídeo clipe com imagens da banda na estrada.
A sétima faixa foi a que mais me surpreendeu. Chamada "Only My Death Is Certain", tem aquele som mais acessível. Começa com uma intro calma, obscura, e com guitarras limpas, bem longe dos padrões old-school da banda. Tem um daqueles refrões fáceis de cantar e que grudam na mente. A banda aqui tem muita influência das bandas finlandesas de Melodic Death Metal, ou seja, recheadas de melodias. Fãs de CHILDREN OF BODOM provavelmente irão curtir essa música. Sem sombra de dúvidas umas das minhas favoritas do álbum.
O álbum encerra com um cover do PANTERA, a música "P.S.T. 88" do álbum "Power Metal", e uma versão alternativa da já conhecida "Terror Hungry".
O Lost Society se mostrou ser uma banda bem corajosa ao decidirem experimentar novos elementos, se afastando bastante do som old-school da banda, apresentado no dois primeiros álbuns. Para mim isso é um ponto positivo para o metal, pois vejo que ainda há bandas saindo da mesmice e inovando o Metal. Eles podem ter decepcionado alguns fãs, porém com toda certeza ganharam novos, e o respeito dos que aprovaram a mudança.
tracklist:
01 - I Am the Antidote
02 - Riot
03 - Mad Torture
04 - Hollow Eyes
05 - Rage Me Up
06 - Hangover Activator
07 - Only (My) Death Is Certain
08 - P.S.T. 88 (Pantera cover)
09 - Terror Hungry (Californian Easy Listening Version)
lineup:
Samy Elbanna - vocal/guitarra
Arttu Lesonen - guitarra
Mirko Lehtinen - baixo
Ossi Paananen - bateria
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