Lou Reed: Um clássico definitivo para o rock
Resenha - Transformer - Lou Reed
Por Richely Campos
Postado em 05 de fevereiro de 2016
Conservadores e não liberais não pluguem este disco se seus ideais são anacrônicos, o exílio do Senhor Preconceito perpetua na eternidade enquanto este som caminhará na sobrevivência do indivíduo sem amarras com esta sociedade hipócrita e moralista.
O som citado acima é de LOU REED, ex-integrante da banda experimental THE VELVET UNDERGROUND, em seu segundo álbum solo "TRANSFORMER", REED emplaca seu legado pessoal e intransigente neste clássico do rock de 1972. Produzido por DAVID BOWIE e com contribuições de MICK RONSON.
A abertura do álbum fica a cargo da clássica "VICIOUS" um rock dançante com uma generosa distorção e belos acordes de RONSON.
Em seguida "ANDY’S CHEST" segue uma linha jazz com doses experimentais. Bela composição.
"PERFECT DAY" é como uma cena de filme romântico refletida nesta canção. Destaque para RONSON nos pianos.
"HANGIN’ ROUND" um boggie rock para sair dançando.
O lado selvagem é aquele onde a verdade do indivíduo se esconde do falso eu. "WALK ON THE WILD SIDE" o clássico dos clássicos de LOU REED, o contrabaixo impetuoso neste folk maravilhoso.
"MAKE UP" a tumba ilustra dignamente esta canção.
"SATELLITE OF LOVE" com evidências claras da influência de DAVID BOWIE nos arranjos, outro clássico se cria. Os pianos são divinos e as mudanças rítmicas são perfeitas em toda a essência na música.
"WAGON WHEEL" riff contagiante recheada de energia nos backing vocals.
"NEW YORK TELEPHONE CONVERSATION" o instrumental é semelhante às músicas de uma Sitcom ou daqueles de filmes americanos que reúne os familiares junto ao piano no dia de Ação de Graças.
"I’M SO FREE" a guitarra de RONSON expõe sua habilidade como músico e LOU REED exprime sua liberdade ao mundo.
"GOODNIGHT LADIES" a tuba e a flauta é o ponto alto deste arranjo jazzístico, sem contar com a voz sublime de REED. O ambiente desta música é análoga a filmes dos anos 50.
Este álbum é um clássico definitivo para o rock. Advirto para a capa do disco na frente, uma imagem de REED distorcida e na parte de trás um composto de Grease, Nos Tempos da Brilhante filme de 1978 e Priscila, A Rainha do Deserto de 1994. O rosto de LOU REED é emblemático.
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