FireHouse: Hard avassalador pra quem merece
Resenha - Hold Your Fire - FireHouse
Por Vitor Sobreira
Postado em 21 de dezembro de 2015
Nota: 8 ![]()
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Quando o Hard Rock estourou, centenas de bandas surgiram de todos os lados, inclusive saindo de baixo da terra, e, para desespero de todos, muitas gravadoras assinaram contratos em busca, principalmente, de angariar mais cifras em suas obesas contas bancárias, mas (praticamente) mal se importando com a qualidade dos grupos. Felizmente, vários artistas sérios se sobressaíram e fizeram valer a oportunidade de ouro (ou mostraram resultado após muita luta) e agradaram aqueles que buscavam por um som variado e original. O FireHouse fez parte deste seleto time, graças à Deus!
Hold Your Fire nos exibe um belo exemplar de disco digno de ser lembrado, ouvido e comentado, onde músicos competentes criaram músicas excelentes e prazerosas com naturalidade, e não sob pressão para agradar executivos mercenários, o que é razoavelmente difícil de se ver, olhando para aquela época.
Com várias bandas em um mesmo estilo, são inevitáveis as comparações e os clichês em diversos aspectos, principalmente visuais, vocais e estruturais, sendo que é frequente, ao tentarmos arriscar uma nova banda, termos a impressão de "eu já ouvi isso em algum lugar", ou "esse vocal lembra muito o Vince Neil", e ainda "fizeram essa porra de balada só para tocar em rádios". É difícil, mas sempre se encontra pérolas preciosas como esta banda, onde apenas a faixa-título, 'Hold Your Fire', em todo seu peso, empolgação e técnica, já seria o suficiente para exprimir o que quero dizer aqui.
Além da qualidade, acho o peso fundamental para o Hard Rock (nada contra os "menos" pesados, hein!), afinal de contas, esse recurso engrandece ainda mais a sonoridade, trazendo apenas benefícios (desde que seja explorado de acordo com a proposta de cada banda). Algo que também não pode faltar em um bom disco (de qualquer estilo) é a diversidade, e aqui podemos observar que isso tem de sobra. Da primeira a última, sempre ouviremos faixas diferentes como a sóbria e forte 'Hold The Dream', o clima canastrão em 'Mama Didn´t Raise No Fool', a ótima balada "Love Metal" ' When I Look Into Your Eyes', além de 'Sleeping With You', 'You´re Too Bad' e 'Get In Touch', com cada uma dessas (e das não citadas também) mostrando seus dotes, como recompensa para os que derem uma chance a este som.
O vocal de C.J. também é um baita diferencial nesta banda, pois não lembra (ao menos de imediato e para mim) qualquer outro cantor, e isso só soma mais pontos a esta turma, que com uma formação brilhante, contando com a aparição coesa dos instrumentos, fizeram muito, só não tiveram um maior apoio.
Seja como for, esta banda nunca é lembrada da maneira satisfatória, como um Bon Jovi ou um Poison, mas mesmo assim faz parte do Panteão das Bandas a serem redescobertas. Sinceramente espero que este simples texto consiga abrir seus ouvidos para este 'obscuro' clássico e depois me me diga se estou exagerando.
E então, vai perder mais tempo?
TRACKS:
1. Reach for the Sky
2. Rock You Tonight
3. Sleeping with You
4. You're Too Bad
5. When I Look into Your Eyes
6. Get in Touch
7. Hold Your Fire
8. The Meaning of Love
9. Talk of the Town
10. Life in the Real World
11. Mama Didn't Raise No Fool
12. Hold the Dream
BAND:
C.J. Snare - Vocais, Teclado
Bill Leverty - Guitarra, Vocais Secundários
Michael Foster - Bateria, Vocais Secundários
Perry Richardson - Baixo, Vocais Secundários
LANÇAMENTO: 1992 - Epic Records
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