2Polos: Rock em português é ruim? Reveja seus conceitos.
Resenha - 2Polos - 2Polos
Por Vicente Reckziegel
Postado em 09 de dezembro de 2015
Esse disco (O segundo da banda Potiguar, se não contarmos o EP Acústico de duas faixas lançado no ano anterior) do 2Polos, é daqueles que te trazem uma grata surpresa em todos os sentidos.
Inicialmente, a própria capa e o encarte do CD já te trazem aquela sensação legal de profissionalismo e seriedade que são tão importantes em uma banda que ainda busca seu lugar ao sol. Com tanta facilidade que temos hoje em dia de, com um clique, abaixarmos um disco inteiro, é salutar vermos uma banda se preocupando tanto com o visual de um álbum. Uma maneira de conquistar um fã, e não um ocasional ouvinte como os tantos que temos hoje em dia.
Claro que nada disso adiantaria se o som dos caras fosse ruim, certo? Felizmente a sonoridade do 2Polos mantém o nível lá em cima.
Se o nome da primeira faixa pode causar certo receio (culpa da mídia que bombardeia nossos cérebros com certos "artistas"), esse medo logo se dissipa pois é uma música matadora, desde seu principio com belos teclados e instrumental pesado e um vocal muito legal, além de um refrão contagiante e até mesmo uma parte cantada em francês. Não foi a toa que "Anita" foi escolhida para se tornar um vídeo da banda.
"Inocente" é igualmente legal, com variadas melodias e outro refrão que gruda na cabeça (uma constante em 2Polos). Já "A Máquina", com sua letra critica, mostra outra faceta da banda, além de, adivinhem, trazer outro ótimo refrão. "Até o Fim" traz aquela fórmula bem batida de estrofe-lenta e refrão-pesado, mas que, pela qualidade da composição, acaba se tornando um grande destaque do disco também.
"Efeito Colateral" também tem uma letra mais ácida e possui um peso até inesperado após conferirmos as primeiras faixas do álbum. "Seu Lugar" tem uma roupagem bem comercial (no bom sentido) uma música que poderia muito bem estar na mídia e trazer um pouco mais de atenção ao Rock n’ Roll. "Sétima Chave" tem uma bateria matadora (não à toa, já que é uma composição do batera Rafael Ramos) e "Um Livro Sem Final" é outra daquelas com andamento e refrão empolgantes.
"Tão Fácil" e "Reino da Ilusão" passam um pouco despercebidas, pois não empolgam tanto quanto as demais, apesar do belo solo de guitarra da primeira e o peso na guitarra e bateria da segunda. "19 de Agosto" é uma baladinha bacana, com um belo som de cordas e harmonias, uma música muito correta no que se propõe. O peso retorna em "Humaníase", cuja letra em alguns momentos fica meio non-sense, e tudo termina na bela "Outono", onde a melancolia impera e apresenta um trabalho fenomenal nos teclados, cortesia de Eduardo Taufic. Um final perfeito após toda a audição de "2Polos".
Ótimos músicos, boas composições. Uma combinação que não tem como dar errado.
Formação:
Vittor Melo - Voz
Eduardo Elali - Guitarra e voz
Alan Trindade – Guitarra
Felipe Farias - Baixo
Rafael Ramos - Bateria
13 Faixas – 53:35
Track-list:
1. "Anita"
2. "Inocente"
3. "A Máquina"
4. "Até o Fim"
5. "Efeito Colateral"
6. "Seu Lugar"
7. "Sétima Chave"
8. "Um Livro Sem Final"
9. "Tão Fácil"
10. "Reino da Ilusão"
11. "19 de Agosto"
12. "Humaníase"
13. "Outono"
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