Resenha - War of Kings - Europe

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Por Ricardo Pagliaro Thomaz
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Eu simplesmente amo o Europe! Sou fã mesmo, não tem outra definição! Talvez o único disco deles que eu gosto menos é o Start from the Dark (2004) que marca o retorno da banda sueca após 12 anos de ausência sentida, mas também depois dele, a banda foi só melhorando, de disco a disco. War of Kings, novo lançamento do grupo de Março deste ano, é mais um que mostra esta contínua evolução sonora, após o sensacional Bag of Bones (2012), e os caras mostram novamente porque são ainda uma das bandas de Hard Rock europeu mais legais e fantásticas das últimas décadas!

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Para começar, vamos olhar para mais uma capa fantástica de álbum, que arte gráfica avassaladora! Um jogo de xadrez cristal, onde o cara move os peões em busca da vitória e conquista total de território. Está deixada a tônica do disco novo do Europe já na capa. As músicas continuam ótimas, seguem a mesma qualidade de costume, com eles mostrando o Rock vigoroso e enérgico, contando com a classe vocal de Joey Tempest e os arranjos musicais fortes e marcantes. Os caras souberam como ninguém como reestruturar sua sonoridade para os tempos modernos, deixando parte daquela sonoridade glam que tinham nos anos 80 e fincando seus pés no hard rock mais vigoroso que compõe suas músicas agora no séc. XXI.

A suavidade da música europeia e a agressividade e energia do Hard Rock com o blues e as influências de bandas inglesas clássicas, tudo misturado, sempre foram marca registrada do grupo desde lá atrás, isso nunca mudou, mas a ênfase maior na crueza de efeitos que praticam agora deixou tudo bem mais interessante, sem é claro, desvirtuar o trabalho dos clássicos que a banda tem. Se você for comparar, nos anos 80 haviam muito mais teclados e efeitos, hoje você ainda nota o Mic Michaeli lá, mas sem aquele tanto de efeitos que ele usava antes. A banda soa muito mais próximo de um Deep Purple dos anos 70, hoje em dia. É o que mostra faixas aceleradas e bem agressivas como "Hole In My Pocket", o expressivo blues "Praise You", a ótima "Days of Rock 'n' Roll" ou então a belíssima balada "Angels (With Broken Hearts)" quatro das minhas favoritas do disco.

Como vem acontecendo nos álbuns anteriores, fica até difícil escolher uma só como favorita, porque todas são excelentes, eu posso dizer com toda segurança do mundo, que em termos de Hard Rock, o Europe hoje em dia está no topo entre as melhores do mundo. Digo isso sem recorrer àquele discurso de fã afoito, e só escutar para comprovar. O hardão que a banda faz é simplesmente lindo, enérgico, realmente se destaca em todas as frentes, da instrumentação à composição das faixas.

"Nothin' to Ya" é outra faixa marcante, o refrão pegajoso e os riffs de John Norum são grandes destaques, como sempre em ótima forma. "Children of the Mind" então é um show de hard rock! A levada dela junta com o excelente trabalho vocal de Joey Tempest empolga e anima demais; espero que toquem ela ao vivo, porque aqui Michaeli tem chance de se destacar mais com Norum na hora dos solos.

Creio que a banda apenas poderia ter escolhido outra faixa para servir de abertura para o disco. A faixa título, "War of Kings" é até legal, aliás, bem legal, tem uma levada bacana e um refrão bem pegajoso, mas em comparação com os outros discos, perde um pouco em termos de abertura. Já a de fechamento da versão normal do disco, "Light Me Up", funciona melhor e é muito boa também. A versão digipack e japonesa ganharam uma faixa instrumental extra, "Vasastan", faixa bem dramática, lenta e climática. É bem bonita, mas eu pessoalmente colocaria ela na sessão intermediária do disco, ao invés de ser faixa bônus; após um breve silêncio, a faixa retoma a música de abertura do disco, como se fechasse um círculo.

E eu, mais uma vez escuto o Europe com entusiasmo, curtindo cada minuto de seu hard rock inconfundível e recomendo altamente o disco para quem também é fã de bandas do gênero. Mais uma vez o grupo sueco mostra que ainda tem bastante lenha para queimar, sendo elogiadíssimo por vários veículos e provando sua importância no cenário do Rock. Eu faço coro com esses veículos e digo para vocês, vão atrás do novo álbum do Europe, uma das bandas mais legais da atualidade.

War of Kings (2015)
(Europe)

Tracklist:
01. War of Kings
02. Hole in My Pocket
03. The Second Day
04. Praise You
05. Nothin' to Ya
06. California 405
07. Days of Rock 'n' Roll
08. Children of the Mind
09. Rainbow Bridge
10. Angels (With Broken Hearts)
11. Light It Up
12. Vasastan (bônus da versão digipack japonesa)

Selos: UDR Records, JVC (Japan)

Banda:
Joey Tempest: voz
John Norum: guitarra
John Levén: baixo
Mic Michaeli: teclados
Ian Haugland: bateria

Discografia anterior:
- Bag of Bones (2012)
- Last Look at Eden (2009)
- Secret Society (2006)
- Start from the Dark (2004)
- Prisoners in Paradise (1991)
- Out of This World (1988)
- The Final Countdown (1986)
- Wings of Tomorrow (1984)
- Europe (1983)

Site oficial:
http://www.europetheband.com

Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog.

http://www.acienciadaopiniao.blogspot.com.br

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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.

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