D.R.I.: Em Alta Velocidade: Os 20 anos de "Full Speed Ahead"

Resenha - Full Speed Ahead - D.R.I.

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Por David Torres
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Pioneiros do estilo insano, divertido e alucinado que atende pelo nome de Crossover Thrash, os norte-americanos malucos do D.R.I. conseguiram agradar gregos e troianos desde o inicio da década de oitenta ao combinarem o Hardcore Punk com o Thrash Metal que crescia cada vez mais naquele período. Autores de registros clássicos como “Dealing With It!” (1985), “Crossover” (1987), “4 of a Kind” (1988) e “Thrash Zone” (1989), a banda comemorou nesse sábado o 20° aniversário de sua sétima e última entrega, “Full Speed Ahead”, um trabalho lançado em 24 de outubro de 1995, através do selo dos próprios músicos, Rotten Records. O que temos nessa bolachinha aqui? Simplesmente pura farra e diversão para os apreciadores da banda!

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Os acordes empolgantes de “Problema Addict” não apenas dão início ao disco como praticamente arremessam o ouvinte em um desvairado “Circle Pit”. Os vocais de Kurt Brecht continuam tão bons como nos outros trabalhos, os “riffs” de Spike Cassidy são pesados e infalíveis e a “cozinha” formada pelo finado baixista Chumly Porter e pelo baterista Rob Rampy não fica nada atrás, detonando tudo o que vier pela frente. A diversão está apenas começando e a banda emenda com “I'm the Liar”. A introdução instrumental dessa faixa é simplesmente matadora, assim como o som em si. A composição se inicia lentamente, instigando o ouvinte a acompanhar cada acorde e de repente a música implode e uma hecatombe perfeita para um “Slam Dance”.

Tão vibrante quanto às faixas anteriores, “Under the Overpass” prossegue com o trabalho de forma mais que bem-sucedida. Os integrantes pisam nos freios com “They Don’t Care”, uma faixa que se inicia de forma arrastada e rapidamente descamba em um andamento mais truculento e buliçoso. Esses caras jamais erram a mão! Na sequência, surgem “Drawn and Quartered” e “No End”, outras duas composições repletas de ingredientes que não desapontam os ouvintes por um segundo sequer. Temos aqui uma saraivada de palhetadas sujas e lacerantes, linhas de bateria tresloucadas, um baixo sempre vivo e pulsante e vocais que caem como uma luva.

Jamais perdendo o fôlego, somos presenteados com uma trinca aniquiladora. As excelentes “Wages of Sin” e “Syringes in the Sandbox” possuem “riffs” e refrãos bem grudentos e potentes. Essa segunda, por sinal, recebeu um videoclipe promocional. Por sua vez, temos também a destruidora regravação para “Who Am I?”, faixa presente no álbum de estreia do grupo, “Dirty Rotten EP” (1982). Não há tempo para respirar, acredite! Em seguida, a banda retorna com a divertidíssima “Girl with a Gun”. Os arranjos continuam sendo criativos, viciantes e bem construídos. Não há como ficar indiferente. Aqui nós temos um início bem interessante e cadenciado que rapidamente ruma para um ritmo alucinante e esmagador.

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Trazendo um “groove” intenso, “Dead Meat” é a faixa encarregada de continuar o trabalho e faz isso com exímio. Os membros da banda continuam em plena forma, fazendo aquilo que sabem fazer de melhor. Nessa faixa, temos passagens que beiram algo “Stoner” e “Sludge”, o que é no mínimo curioso e intrigante. Novamente ótimas, “Down to the Wire” e “Level 7” brindam os ouvintes com mais uma boa dose de “riffs” eficientes e poderosos, além de um estrondoso desempenho de baixo e bateria. Nessas músicas também temos passagens vocais novamente memoráveis e que viciam com facilidade.

Para encerrar esse vistoso registro, temos mais uma amalucada trilogia, encabeçada pela curtíssima “Broke”, “Sucker” e “Underneath the Surface”. Desnecessário dizer que temos mais uma sequência de músicas assassinas, certo? Vinte anos depois e esse sétimo trabalho de estúdio continua tão implacável como em seu lançamento. “Full Speed Ahead” é um daqueles muitos trabalhos da música pesada que, mesmo não sendo lembrado com a mesma frequência que álbuns considerados clássicos, possui um conteúdo que vale ouro e merece ser conferido muitas e muitas vezes, sem moderação!

Escrito por David Torres

01. Problem Addict
02. I'm the Liar
03. Under the Overpass
04. They Don't Care
05. Drawn and Quartered
06. No End
07. Wages of Sin
08. Syringes in the Sandbox
09. Who Am I?
10. Girl with a Gun
11. Dead Meat
12. Down to the Wire
13. Level 7
14. Broke
15. Sucker
16. Underneath the Surface

Kurt Brecht (Vocal)
Spike Cassidy (Guitarra)
Chumly Porter (R.I.P. 2011)(Baixo)
Rob Rampy (Bateria)

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Sobre David Torres

Moderador e criador nas páginas Mundo Metal e The Old Thrash Metal, tem como estilo predileto o bom e velho Thrash Metal e procura sempre conhecer mais e mais acerca do estilo, assim como do Rock/Metal como um todo e as suas mais variadas vertentes e subgêneros.

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