We Came as Romans: Banda patina ao ficar melódica e pop demais
Resenha - We Came as Romans - We Came as Romans
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Ideias
Postado em 02 de agosto de 2015
Nota: 4 ![]()
![]()
![]()
![]()
Não é uma surpresa que o quarto álbum do quarteto estadunidense de electronicore We Came as Romans, autointitulado, seja bem diferente dos primeiros trabalhos da banda. O disco anterior, ironicamente chamado Tracing Back Roots, já dava sinais de um distanciamento do metalcore. Ao grupo, restará lidar com a parcela significativa de fãs que reprovarão o novo direcionamento.
E, neste caso, a intolerância até se justifica. Pois o que antes era mais um bom nome do electronicore, comparável a I See Stars, The Browning, Capture the Crown e Abandon All Ships, agora vira uma espécie de imitação de Linkin Park. É injusto (e até precipitado) logo este álbum receber o nome da banda. Como fez o Stratovarius em 2005, o We Came as Romas autointitula justamente o trabalho que, por enquanto, é o maior candidato a ser o patinho feio de sua discografia.
A abertura "Regenerate" tem o mérito de recuperar os elementos perdidos, mas ao mesmo tempo ilude os inocentes que acharem que ela dita a tônica das suas sucessoras, quando na verdade elas apenas deixam claro que os guturais e riffs djent são passado. Fora esta, só "Tear It Down", "Defiance" e "12:30" fazem jus aos primórdios do grupo. O resto é quase um pop rock. Na verdade, se não fossem as guitarras, eu ficaria em dúvida se deveria enviar a resenha para o Whiplash.net ou não.
Coloquemos a coisa da seguinte forma: eu poderia passar o dia inteiro listando álbuns para quem quer conhecer o electronicore. We Came as Romans com certeza não estará entre eles. Para um gênero que enfrenta tanto preconceito mesmo dentro da comunidade headbanger, lançar algo assim chega a ser um ato de coragem.
Firmar seu nome numa cena que flerta perigosamente com elementos estranhos ao heavy metal para depois adotá-los como essência é uma atitude perigosa. Há espaço de sobra para ser melódico no metalcore, principalmente na sua variação eletrônica, mas para tudo há um limite - ao ultrapassá-lo, a banda migra para outro gênero, e um que não a mantêm no mesmo nível de antes, tornando-a praticamente irrelevante.
Abaixo, o vídeo de "The World I Used To Know":
Track-list:
1. "Regenerate"
2. "Who Will Pray?"
3. "The World I Used to Know"
4. "Memories"
5. "Tear It Down"
6. "Blur"
7. "Savior of the Week"
8. "Flatline"
9. "Defiance"
10. "12:30"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O exato momento em que Mike Portnoy soube que voltaria ao Dream Theater
A história de incesto entre mãe e filho que deu origem ao maior sucesso de banda grunge
Produtor descreve "inferno" que viveu ao trabalhar com os Rolling Stones
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Polêmica banda alemã compara seu membro com Eloy Casagrande
Wattie, vocalista do Exploited, passa mal no palco novamente
Confira os vencedores do Grammy 2026 nas categorias ligadas ao rock e metal
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
Novo disco do Megadeth alcança o topo das paradas da Billboard
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
As 40 melhores músicas lançadas em 1986, segundo o Ultimate Classic Rock
O dia que Kiko Loureiro respondeu a quem o acusou de tocar errado clássico do Megadeth
A música pesada do Judas Priest que não saía da cabeça do jovem Dave Mustaine
Veja Andreas Kisser de sandália e camiseta tocando na Avenida Paulista de SP
O guitarrista considerado "o pai do heavy metal" segundo Eddie Van Halen
A música "politicamente engajada" com batidas de Samba que se tornou um hino do Metal

Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



