Grave Digger: Quando a banda voltou à velha forma
Resenha - Reaper - Grave Digger
Por Giales Pontes
Postado em 09 de maio de 2015
Nota: 8 ![]()
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Após um período de vacas magras em que a banda alemã até encurtou o nome, mudando-o para simplesmente ‘Digger’, lançando um álbum polêmico (Stronger Than Ever, 1987), o "Coveiro" voltou à velha forma com este ótimo ‘The Reaper’ (1993).
Está longe de figurar entre os álbuns mais lembrados de Chris Boltendhal e sua trupe, mas isso não tira de forma alguma o mérito de trazer músicas empolgantes, contendo todos os elementos que fazem a alegria dos fãs de um bom e honesto heavy/power metal tradicional.
‘Tribute To Death’, a curta e macabra vinheta de introdução, convocando as "forças das trevas" e "convidando os ceifadores a emergir das profundezas do inferno" era "mó legal" na época, e continua sendo! Apesar de que hoje em dia esse papo já não assusta nem moleque de 12 anos. O que vem a seguir é uma enxurrada avassaladora de riffs diretos e irrepreensíveis na faixa-título e em todas as outras! Com solos simples, bastante peso, batera rápida com muito pedal duplo, e claro, os vocais originalíssimos de Boltendhal. Fala a verdade, o que ele tem de desafinado tem também de original! Já teve seu estilo comparado ao de seu compatriota Udo Dirkschneider e até a Brian Johnson do AC/DC, mas a verdade é que bastam 10 segundos de audição para sabermos que se trata de Chris Boltendhal cantando.
Em um álbum tão regular como esse, fica bem complicado apontar destaques, ainda que a qualidade de gravação não seja nenhuma maravilha! Particularmente, minhas primeiras melhores impressões quando ouvi o álbum pela primeira vez em meados de 1997, foram ‘The Reaper’, ‘Shadows Of A Moonless Night’, ‘Wedding Day’ (Com um riff matador que sacode a sua cabeça mesmo que você não queira), ‘Spy Of Mas’on’, ‘Under My Flag’ e a épica ‘Legions Of The Lost - Part 2’. Mas no cômputo final, todas são matadoras. Um bom exemplo é ‘And The Devil Plays Piano’, que na época não chamou muito minha atenção, mas que hoje é a minha favorita desse álbum.
O guitarrista Uwe Lulis (em minha modesta opinião, o melhor de toda a história da banda) é de uma eficiência assombrosa, criando riffs realmente pesados e que traduzem de forma soberba a sonoridade do puro heavy metal. O baixista Tomi Göttlich vai na mesma linha de eficiência, mas mantendo a discrição, como convém a uma boa linha de baixo metálico. O superbatera Jörg Michael, mais conhecido por integrar a formação clássica do Stratovarius, dá o seu show costumeiro de muita técnica, pouca criatividade e muita precisão. E isso não é pouca coisa não, heim?
Chris Boltendhal, vocalista, membro fundador, principal compositor e mentor criativo da banda... bem, todos sabem que ele é O PRÓPRIO Grave Digger, e que sem ele a banda provavelmente não mais existiria.
Enfim, Grave Digger é aquele negócio: quem ama vai continuar pirando no metalzão tradicional dos caras. Já quem não curte, nesse ‘The Reaper’ não terá muita chance de começar a curtir, pois aqui os alemães não arredam um centímetro sequer para fora da sua linha tradicional. O som não é nem um pouco original, podendo até mesmo ser acusado de tratar-se apenas de um amontoado de clichês do heavy metal. Mas... quem se importa? The Grave Diggers Forever!
Line-up:
Chris Boltendahl (Vocais)
Tomi Göttlich (Baixo)
Uwe Lulis (Guitarras)
Jörg Michael (Bateria)
Track-list:
1 . Tribute To Death
2 . The Reaper
3 . Ride On
4 . Shadows Of A Moonless Night
5 . Play Your Game (And Kill)
6 . Wedding Day
7 . Spy Of Mas’on
8 . Under My Flag
9 . Fight The Fight
10. Legions Of The Lost - Part2
11. And The Devil Plays Piano
12. Ruler Mister H.
13. The Madness Continues
Outras resenhas de Reaper - Grave Digger
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