Scott Weiland: Rocks saborosos em "Blaster"
Resenha - Blaster - Scott Weiland
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 01 de maio de 2015
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Scott Weiland sempre foi um cara difícil de compreender, tanto em sua bem sucedida carreira com a banda grunge/alternativa Stone Temple Pilots quanto em sua carreira solo. Aqueles bem informados sobre o mundo do rock já sabem que o vocalista americano em questão foi chutado da sua banda "principal" em 2013, devido ao seu comportamento... errático, digamos assim. E o que saiu disso tudo foi o seu novo álbum solo, "Blaster" (2015).
Scott Weiland - Mais Novidades
Scott havia lançado apenas dois álbuns bastante irregulares em sua carreira solo até então, ambos calcados em uma mistura pouco convincente de experimentalismo com psicodelia. Porém, após fazer uma aparente reflexão (acredito eu) sobre seus pontos fortes no Stone Temple Pilots, Scott resolveu apostar em um rock 'n' roll mais "puro". Tal recomeço pode ser notado inclusive na utilização de um nome para sua banda de apoio: The Wildabouts.
Neste trabalho, são os rocks de letras mais "aventureiras" e menos pessoais que dominam tudo, como podemos evidenciar na pesada e intrigante "Modzilla", a qual parece mostrar que Scott tem escutado alguns dos sons mais roqueiros do Jack White. E a festa continua nas eletrizantes "Hotel Rio", "Amethyst" e "Bleed Out", faixas que vão do grunge ao glam rock à la T. Rex - banda esta que, por sinal, foi homenageada no disco através de um cover desnecessário de "20th Century Boy".
O que falar então do 'stoner-blues-rock' "White Lightning", que soa tão estrondoso quanto um gigante passeando por um planeta devastado? Já no outro extremo musical, para quem curte investidas mais melodiosas, temos pérolas de 'power pop' grudento como a boa "Way She Moves" e as excelentes "Blue Eyes" e "Beach Pop". Por fim, temos a única balada do disco: "Circles", um belo 'indie-contry' que fecha o trabalho em tom de candura e relaxamento.
Em 45 minutos que parecem durar menos de 20, "Blaster" mostra uma nova cara do Scott Weiland em sua carreira solo, agora que ele se permitiu tomar lições das vertentes mais roqueiras do Stone Temple Pilots - além de influências sutis do seu ex-supergrupo Velvet Revolver. Pela primeira vez, podemos vê-lo como um artista independente e perfeitamente capaz de entregar um disco cheio de rocks saborosos e "mastigáveis". E que venham mais!
Confira o clipe de "Modzilla":
Músicas:
1. Modzilla
2. Way She Moves
3. Hotel Rio
4. Amethyst
5. White Lightning
6. Blue Eyes
7. Bleed Out
8. Youth Quake
9. Beach Pop
10. Parachute
11. 20th Century Boy
12. Circles
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
A única banda de hard rock que Keith Richards sempre elogiou: "Sempre impressionante"
Nirvana: "In Bloom" e o recado para quem canta sem entender a letra
O cantor que Dave Grohl e Axl Rose colocam no topo da história do rock
A banda de hard rock que irritava Tony Iommi, mas que vendeu mais que o Black Sabbath
O melhor álbum do AC/DC de todos os tempos, segundo Lars Ulrich do Metallica
O clássico do Pink Floyd que nem David Gilmour consegue entender o significado
Palco de show histórico do Black Sabbath em SP passa por reforma e será modernizado para 2026
Quem é Perry Mason, que dá nome a um dos grandes clássicos de Ozzy Osbourne
Os 5 discos de rock que Regis Tadeu coloca no topo; "não tem uma música ruim"
O Megadeth tentou um guitarrista mas ele não sabia solar, então contrataram o professor dele
A bronca que John Paul Jones tinha com os Beatles; "Eles escrevem boas músicas, mas..."
Dave Mustaine cutuca bandas que retomaram atividade após turnês de despedida
O único instrumento que Gerson Conrad, do Secos & Molhados, era proibido de tocar

Música inédita de Scott Weiland é lançada no 10º aniversário da morte do cantor
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo


