Benediction: Encerrando uma fase importante de sua carreira

Resenha - Grind Bastard - Benediction

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Por Maicon Leite
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Vamos aos fatos: para quem tem acompanhado as resenhas de toda a discografia do Benê e que conhece a fundo sua história, sabe que a formação clássica da banda, com Dave Ingram nos vocais, chegara ao fim com o excelente “Grind Bastard”. Após lançar o disco menos célebre de sua carreira, o apenas bom “The Dreams You Dread”, de 1995, os ingleses conseguiram dar a volta por cima na qualidade das composições e lançaram o fenomenal “Grind Bastard”, em 1998. Seria sacrilégio dizer que não se trata de um dos seus melhores álbuns! Totalmente entrosados, os músicos adicionaram doses ainda maiores de Hardcore, encaixando perfeitamente os vocais urrados de Dave com as batidas clássicas e empolgantes do estilo, resultando em faixas memoráveis. Para comprovar este fato (não deixando de mencionar que o baixista Frank Healy veio do Cerebral Fix, grande nome do Crossover inglês!), há ainda um cover para “We Are The League”, clássico do Anti-Nowhere League, reproduzido aqui com a devida paixão e lançada na versão em digipack.
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Já a influência voltada ao Heavy Metal, já demonstrada com o cover de “Forged in Fire”, do Anvil, no EP “Dark Is The Season”, volta à tona com versões arrebatadoras de “Eletric Eye”, do Judas Priest, e “Destroyer”, do Twisted Sister, provando por A + B que o radicalismo existente na cena Metal restringia-se apenas a alguns poucos malucos… Banda de Death Metal gravando Twisted Sister? Que tal ouvir o Death tocando “God of Thunder”, do Kiss? Para algumas pessoas, tais coisas eram inconcebíveis (se bem que hoje em dia isso ainda existe, o que é uma pena). Deixando os gostos pessoais dos headbangers de lado, vamos ao álbum em si.

Partindo deste princípio, o que ouvimos no restante das faixas é o estilo Benediction de fazer Death Metal, somado às suas influências. Ora pesado, ora super rápido, os vocais inesquecíveis de Dave comandam a massa sonora com total aspereza e agressividade, e é através dos riffs cortantes de “Deadfall”, com ótimos efeitos entre uma caixa e outra, é que se dá início a um verdadeiro workshop de Metal extremo. A levada, empolgante, evidencia as batidas de Neil Hutton, ao passo que há muita variação envolvida, ganhando o ouvinte de imediato. “Agonised” se destaca pelos seguintes motivos: a pegada Hardcore, os bumbos duplos e a saraivada de riffs que seguem por toda a faixa. Pulando direto para “Magnificat”, onde o baixo de Frank e a batida de Neil Hutton evocam novamente o clima Hardcore, seguida da rapidíssima “Nervebomb”, o que temos é o Benediction em sua melhor forma, destacando-se substancialmente entre os lançamentos do ano em questão, ao lado de álbuns igualmente portentosos, como “The Sound of Perseverance”, do Death, e “Diabolical Conquest”, do Incantation.

E após dobrarem o peso de “Eletric Eye”, clássico incontestável do Priest, disparam com a longa faixa-título do álbum, que ultrapassa 7 minutos de duração, mas que em nenhum momento cansa o ouvinte, devido à pegada cheia de garra e a interpretação única de Dave. Outra música que merece destaque é “Carcinoma Angel”, com excelentes fraseados de guitarra. “We The Freed” é praticamente rápida do início ao fim, com algumas partes mais “grooveadas”, por assim dizer. A energia que emana da música possivelmente seria pretexto para violentíssimas rodas de pogo durante os shows. A lentíssima “Destroyer”, do Twisted Sister, apenas evidenciou seu peso nas mãos do Benê, enquanto “I” fecha o álbum da melhor maneira possível, considerada (pelo menos para este que vos escreve), um dos grandes clássicos da banda.

“Grind Bastard” encerrou uma importante fase para a banda, e foi durante a turnê de promoção do CD ao lado do Death pela Europa que Dave Ingram pulou do barco, passando a bola para outro Dave, o Hunt, que deu sequência no giro e três anos depois estreou em estúdio com “Organized Chaos”, mantendo a sonoridade do Benediction intacta. Para ouvir de cabo a rabo. Ah, vale mencionar a intrigante capa, que desde seu lançamento ainda perturba meus pensamentos.

OBS: fugindo um pouco do texto normal de uma resenha, a terceira faixa, “West of Hell” é baseada na figura do assassino em série Frederick “Fred” West, que nasceu na pequena cidade inglesa de Much Marcle, em Herefordshire. Há relatos de que ele e suas irmãs haviam sido violentados sexualmente pelos seus pais quando crianças, fato este que nunca foi confirmado. Dentre os vários crimes cometidos por Fred e sua esposa, estavam assassinatos e roubos. A história completa você poderá conferir aqui:
http://goo.gl/2xad1w

Contatos & Links
https://www.facebook.com/pages/Benediction/463721850351250...

Benediction
Titulo: “Grind Bastard”
Formato: CD
Local: Inglaterra
Estilo: Death Metal
Gravadora/Selo: Nuclear Blast Records
Ano de Lançamento: 1998

Tracklist normal:

01 - Deadfall
02 - Agonised
03 - West of Hell
04 - Magnificat
05 - Nervebomb
06 - Electric Eye (Judas Priest cover)
07 - Grind Bastard
08 - Shadow World
09 - The Bodiless
10 - Carcinoma Angel
11 - We the Freed
12 - Destroyer (Twisted Sister cover)
13 - I
14 - We Are The League (Anti-Nowhere League cover)

Tempo total: 61:47

Formação:

Dave Ingram - Vocal
Peter Rewinski – Guitarra
Darren Brookes – Guitarra
Frank Heally - Baixo
Neil Hutton – Bateria
Por Maicon Leite

Vídeo:
“I”:

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Sobre Maicon Leite

Maicon Leite é assessor de imprensa na Wargods Press, colaborador na revista Roadie Crew e um dos autores do livro Tá no Sangue! - A História do Rock Pesado Gaúcho, dentre outros projetos e publicações.

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