Unisonic: Resgate ao power metal com grandiosidade
Resenha - Light Of Dawn - Unisonic
Por Rochael "Odenson" Oliveira
Postado em 29 de março de 2015
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Nota: 9 ![]()
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Não é de hoje que grandes obras do power metal não são criadas, por vezes vemos algo bom, mas que certamente apenas lembram obras de outrora. Vemos nas bandas "novas" técnica, paixão e mais do mesmo, sem criatividade executando "covers" do estilo. Hoje os pontos mais marcantes no cenário são exatamente reinvenção de bandas renomadas e que também já não criam algo exuberante, caso da comemoração dos 20 anos do "Angels Cry" executados duplicadamente por André Matos e Angra, este com a participação de ninguém menos que Fabio Lione (Vision Divine, Athena, Rhapsody on Fire), e bandas novas com músico já bem conhecidos, caso este do Symfonia (Tolkki, Matos) que não sobreviveu além do primeiro trabalho.
Confesso que em seu primeiro disco "Unisonic", acreditei que teríamos uma continuação, talvez pelos trabalhos paralelos, ou desgaste com turnê, sendo apenas mais um projeto fadado ao breve fim.
Com Line Up que conta definitivamente com os criadores do estilo melódico, além claro, de músico experientes e consagrados fazem neste segundo trabalho um resgate as raízes das grandes obras, e ainda conquistando novos ouvintes.
Ao iniciarmos a audição de "Light of Dawn" temos a breve introdução "Venite 2.0", orquestrada, suave e empolgante abrindo caminho para "Your Time Has Come" que conta com um baixo marcante muito bem encaixado, uma canção melódica com refrão grudento ao estilo Helloween, e a guitarra indiscutível de Kai com riff´s e solos primorosos, um bom hit do power metal, que mostra já nos primeiros minutos o que temos pela frente.
Seguindo temos a canção "Exceptional" cadenciada com apego total ao Hard Rock e vocal cativante de Kiske, sem dúvidas ainda uma das maiores vozes do Metal. A quarta faixa é outra canção ao melhor estilo Helloween, com ótimos riff´s e baixo encorpado e limpo, sem contar ao vocal com um refrão emocionante, uma boa escolha para primeiro Single da banda. Seguimos com o Hard Rock de "Not Gonna Take Anymore", mais cadenciada e com belos arranjos, além de possuir uma guitarra pesada em alguns trechos e mais uma vez o vocal de Kiske causa arrepios aos ouvintes, a próxima "Night Of The Long Knives" é uma faixa vibrante bem Rock´n´Roll. A sétima música é "Find Shelter", mais uma boa canção bem power metal, com bons solos de guitarra e uma levada cativante e seguindo temos a balada ao estilo Kiske "Blood", boa música com refrão marcante e solos melódicos. "When The Deed Is Done" é mais uma boa música cadenciada e com aquelas linhas vocais que após ouvir a primeira vez martelando na cabeça, mas podemos dizer que no geral é a música mais fraca do disco, mas longe de ser ruim, a faixa dez temos "Throne Of The Dawn" com linhas tradicionais, bem Heavy Metal e com toque "Hansen" nos belos riff´s e levadas e ainda temos "Manhunter" seguindo o mesmo estilo de sua faixa antecessora. Para fechar mais uma grande balada "You and I" que faz lembra canções como "Always" e "Your Turn", um verdadeiro presente aos amantes do estilo sem qualquer dúvida.
"Light Of Dawn" sem dúvidas é um resgate saudosista aos mais antigos e um grande presente aos mais novos, que certamente ficará registrado em dias futuros. Um álbum completo, com produção de Dennis Ward e selo da Hellion Records.
Formação:
Michael Kiske (Vocal)
Kai Hansen (Guitarra)
Mandy Meyer (Guitarra)
Dennis Ward (Baixo)
Kosta Zafiriou (Bateria)
Faixas:
1. "Venite 2.0"
2. "Your Time Has Come"
3. "Exceptional"
4. "For the Kingdom"
5. "Not Gonna Take Anymore"
6. "Night of the Long Knives"
7. "Find Shelter"
8. "Blood"
9. "When the Deed Is Done"
10. "Throne of the Dawn"
11. "Manhunter"
12. "You and I"
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