All That Remains: Grande amadurecimento na proposta instrumental

Resenha - Order of Things - All That Remains

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Por Eder F. Santos, Fonte: Metal Rock and More
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A banda formada em Massachusets chega aos seus quinze anos de carreira e apresenta “The Order of Things”, seu sétimo álbum de estúdio. O disco, que é distribuído pela Razor & Tie Records e teve produção de Josh Wilbur (com trabalhos no Lamb of God e Tenacious D), pode ser definido como um aperfeiçoamento da proposta existente em seu antecessor, “A War You Cannot Win” de 2012.

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“The Order of Things” não apresenta a velocidade e o peso que marcaram os primeiros trabalhos, especialmente o terceiro disco “The Fall of Ideals”, mas em compensação podemos conferir um grande amadurecimento na proposta instrumental da banda, especialmente nos solos do guitarrista Oli Herbert, que estão mais elaborados e atrativos se compararmos com os do último álbum. Outro fato que merece destaque é a maior presença de Jeanne Sagan nos vocais, especialmente nas faixas com maior apelo comercial.

O disco abre com “This Probably Won’t End Well”. A música tem início com o teclado que em seguida é acompanhado da guitarra base, posteriormente entra a guitarra solo de Hebert, tal combinação gera uma atmosfera incrível mas que termina assim que o vocal começa, e a faixa torna –se a mais fraca do play, chega a soar com uma música esquecida de ser colocada no álbum anterior. Na sequência “No Knock” faz as coisas melhorarem, uma das mais pesadas do disco, é um típico hardcore que narra o papel de quem vai dirigir o veículo em um plano de fuga. Em seguida “Divide” e “The Greatest Generation” são faixas típicas do metalcore que marca os últimos trabalhos banda.

“For You” chama bastante atenção com a calmaria proporcionada pela guitarra acústica. Outro destaque da balada é o belo solo executado por Hebert. “A Reason for Me to Fight” e “Victory Lap” novamente trazem o álbum para os trilhos da distorção, porém deixam a desejar com a falta de guturais por parte de Philip Labonte, especialmente a primeira. “Pernicious” de certa forma mantem a mesma pegada mas o que a difere das anteriores é a participação mais expressiva de Jeanne nos vocais. Em seguida “Bite my Tongue” e “Fiat Empire” fazem lembrar os primeiros discos da banda, a primeira por apresentar uma maior criatividade instrumental, e a segunda pela ótima performance de Labonte.

Na sequência “Tru-Kvlt-Metal” finalmente revela o All That Remains, que conquistou sua maior base de fãs. Com uma pegada muito semelhante a “This Calling”, o maior clássico da banda, a letra discorre sobre a falta de senso crítico das pessoas. A faixa faz uma perfeita combinação de três fatores. Uma boa letra, um instrumental pesado e criativo, além de guturais na medida certa.

“Criticism and Self Realization”, faixa que encerra o álbum, acaba deixando a desejar em um desses fatores. A letra que em um primeiro momento deixa entender que vai seguir com o protesto anterior, acaba se tornando em uma mensagem com pouco sentido concreto. No restante é uma das melhores do álbum.

The Order of Things apresenta – se como um disco mais técnico e criativo se compararmos com seu antecessor, porém isso custou uma perda de peso nas músicas. Se a mudança foi pra melhor ou pra pior, cada um pode ouvir e ter suas próprias conclusões.

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