U2: "Songs Of Innocence" obteve recepção mista entre os fãs
Resenha - Songs of Innocence - U2
Por Leonardo Inácio Nunes
Postado em 08 de dezembro de 2014
Nota: 9 ![]()
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"5 anos desde o lançamento de "No Line On the Horizon", U2 lança "Songs Of Innocence", álbum com influências diversas e recepção mista entre os fãs."
Há quase 3 meses, em 09/09, os irlandeses do U2 apresentaram seu mais novo encarte, "Songs of Innocence". Liberado inicialmente via Itunes, pela Apple, o disco causou polêmica já nas primeiras semanas. A distribuição gratuita e o download automárico em alguns formatos de conta no programa de compartilhamento de músicas, despertou comentários negativos de uma parcela dos clientes.
Mesmo com o descontentamento, cerca de 110 milhões de downloads foram realizados desde a apresentação do novo disco. Um número significativo, diante das perspectivas atuais de mercado, que mostra a relevância do trabalho e a posterior aceitação pelo público. Apesar disso, a recepção pela mídia foi caracteristicamente mista, apresentando elogios e críticas ao trabalho e a política de divulgação.
Composto por 11 canções, em um total de 48 minutos e 11 segundos, "Songs of Innocence" apresenta uma sequência destacável que segue a linhagem da banda em produções anteriores. Trata-se da mistura das canções, de forma a tranformar a audição em uma curva inicialmente crescente, com destaque para as faixas 5-6-7, resguardando um encerramento lento e melancólico. Estratégia típicamente pós-punk, adotada de forma a rememorar os primeiros trabalhos do U2.
Mas vamos ao que interessa. Depois de apertar o "play" a sensação de que os Ramones estão "ali" é evidente. "The Miracle (of Joey Ramone)", singela homenagem ao vocalista dos Ramones, marca o início da audição. Muito elogiáveis são "Every Breaking Wave" e "Song for Someone", faixas 2 e 4, que trazem composições líricas e bons acompanhamentos. Entre elas, há "California (There is no End to Love)", um tributo ao mais iluminado estado norte-americano, regado as pregações dos BEACH BOYS.
O trio "Iris (Hold me Close!)", "Volcano" - com base sensacional - e "Raised by Rolves", visivelmente o ponto alto da "movimentação" do álbum é inovador, no mínimo. A sequência segue com "Cedarwood Road", que apresenta a banda de uma forma pesada, firmando mais uma vez a participação do baixista Adam Clayton.
"Sleep Like a Baby Tonight", antepenúltima, parece-se bastante com "Love Is Blindness", de "Achtung Baby", no momento de maior resignação do disco. Um certo "tropicalismo" é notado em "This is Where You Can Reach Me Now", e "The Troubles" surpreende positivamente pela participação da cantora sueca LIKKE LI, encerrando o disco.
Terminada a audição a sensação é relativamente positiva. Acompanhar as letras é verificar a presença de lembranças e sentimentos do início da carreira do grupo. Geralmente apresentadas pela visão pessoal de Bono, as faixas de "Son gs of Inoccence" - inscrição trazida na capa oficial - enfatizam a releitura contextualizada proposta pela obra. Daí, talvez, a influência de artistas antigos e atuais como: JOY DIVISION, BEACH BOYS, COLDPLAY E ARCADE FIRE.
Um disco convidativo, já com história por se tratar de um dos mais polêmicos de 2014. Como nas recentes palavras da revista Rolling Stone, que o elegeu o melhor álbum do ano, "foi o grande álbum em termos de supresa, generosidade e controvérsia". É certamente um convite a ouvir o disco 2, da versão deluxe, com versões acústicas e duas novas canções, que complementam ainda mais a experiência em torno do trabalho.
Track-list:
1 – "The Miracle (of Joey Ramone)"
2 – "Every Breaking Wave"
3 – "California (There Is No End to Love)"
4 – "Song for Someone"
5 – "Iris (Hold Me Close)"
6 – "Volcano"
7 – "Raised by Wolves"
8 – "Cedarwood Road"
9 – "Sleep Like a Baby Tonight"
10 – "This Is Where You Can Reach Me"
11 – "The Troubles"
Outras resenhas de Songs of Innocence - U2
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