Sex Pistols: Humor e rock and roll com ar sombrio

Resenha - Great Rock 'n' Roll Swindle

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Por Mário Orestes Silva
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Com direção de Julien Temple, essa produção de 1979 (lançada em 1980) mostra o saudoso empresário Malcom McLaren explanando sua teoria de como fazer sucesso no mainstream da indústria musical. A meteórica carreira dos Sex Pistols e sua história de ascensão e queda, prova a teoria de Malcom, usada na banda como um dos "enlatados" de maiores sucessos do Reino Unido. A filosofia do lucro pelo caos, do ódio como maior arma e do abuso da estupidez e da sexualidade, casam perfeitamente nas performances anárquicas da banda, na pose de Sid Vicious como expoente violento e das passagens em desenho animado que ilustram parte da película entrecortada por lições de McLaren como grande mentor alienista.

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Uma grande curiosidade do filme é a passagem de Steve Jones e Paul Cook (respectivamente guitarrista e baterista) pelo Brasil para encontrarem, o assaltante bem sucedido, Ronald Biggs que se refugiava aqui na terra da banana e do carnaval. Outra boa curiosidade vai para o disco trilha sonora que além de versões raras dos Pistols, tem o registro vocal do já citado Biggs na sarcástica "No One Is Innocent", uma versão francesa folk de "Anarchy In The U.K." que virou "L' Anarchie Por Le U.K.", versão orquestrada da música "EMI", dentre outras preciosidades.

Humor e muito rock and roll miscigenado com um ar sombrio e um tanto de violência explícita fazem deste um ótimo exemplar de vídeo documentário musical onde a verdade se sobrepõe ao mito, causando revolta desde telespectadores conservadores, que quebraram seus aparelhos de TV assistindo entrevistas com os "Pistolas Sexuais", até à coroa inglesa detratada nas letras das canções e na arte gráfica de material promocional.

O próprio Julien Temple viria a dirigir "The Filth And The Fury", outro documentário sobre os Sex Pistols, lançado no ano de 2000, mas isso ficará para outra resenha.



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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: - Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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