Carcass: 21 anos de um verdadeiro divisor de águas do Death Metal
Resenha - Heartwork - Carcass
Por David Torres
Postado em 23 de outubro de 2014
Ao lado de bandas como Napalm Death, Unseen Terror, Elecro Hippies, Fear of God e Terrorizer, o Carcass foi um dos pioneiros do Grindcore. A banda inglesa liderada pelo baixista e vocalista Jeffrey Walker havia iniciado com trabalhos viscerais e brutais, indo do Grindcore de seu álbum de estreia, "Reek of Putrefaction" (1988), caminhando em direção ao Death Metal, mas ainda flertando com o Grindcore, em "Symphonies os Sickness" (1989) até finalmente chegar a uma sonoridade completamente direcionada para o Death Metal no aclamado "Necroticism - Descanting the Insalubrious" (1991). Em 18 de outubro de 1993, através do selo da Columbia Records, os britânicos lançam aquele que seria o álbum que marcaria uma tremenda transição na sonoridade da banda, "Heartwork", o quarto álbum de estúdio do Carcass. Há dois dias, esse grande trabalho completou o seu aniversário de 21 anos e nada mais justo que revisitar esse grande feito não apenas da banda, mas do Metal Extremo como um todo.
Contando com uma singela, porém interessante ilustração de capa realizada pelo recém-finado artista plástico suíço H.R. Giger (que é mundialmente conhecido por ter criado o visual do alienígena da série de filmes de ficção científica ''Alien", além de ter desenvolvido artes para bandas como Celtic Frost e Triptycon) e abandonando a temática sangrenta dos primeiros trabalhos e substituindo por visões de uma sociedade decadente, o álbum se inicia com a cadenciada "Buried Dreams". Aqui nós temos um genial trabalho de guitarras, cortesia da excelente dupla Michael Amott e Bill Steer, que são acompanhados pelo grande desempenho do baterista Ken Owen e do "frontmen" Jeff Walker, que destrói os autofalantes com seus vocais tão característicos e rasgados. A ótima "Carnal Forge" vem logo em seguida, iniciando de forma veloz e intensa, apresentando absurdas variações de andamento, "riffs" pesadíssimos e velozes, além de belos solos de guitarras.

O quarteto novamente pisa nos freios e emenda com "No Love Lost", novamente trazendo um andamento mais contido e moderado, mas jamais deixando a qualidade e o "feeling" de lado, entregando aos ouvintes mais uma grande som, com belas viradas de bateria, "riffs" afiados e vocais agressivos e bem encaixados. Logo após, é a vez da excelente faixa título dar as caras. "Heartwork" é uma canção muito bem construída, novamente mostrando um Carcass renovado e ainda mais maduro, possuindo belíssimas harmonias, mudanças de andamento engenhosas e vocais matadores. Assim como a faixa anterior, essa composição também ganhou um videoclipe.
"Embodiment" se inicia com "riffs" truculentos e arrastados e aos poucos vai ganhando mais velocidade e força. Mais uma vez somos brindados com um grandioso trabalho da dupla de guitarristas Amott e Steer, além de viradas insanas de bateria. A sexta faixa é a excepcional "This Mortal Coil", que já abre implodindo os autofalantes com seus "riffs" furiosos e com uma bateria altamente debulhadora. O ouvinte novamente não se decepciona, recebendo doses maciças de vocais perfeitamente agressivos e rasgados e um sempre inspiradíssimo trabalho de guitarras. A explosiva "Arbeit Macht Fleisch" não deixa o ouvinte se entediar, contando com mais uma grande sequência de arranjos e "riffs" muito criativos e violentos, solos velozes e um desempenho descomunal de bateria. Uma curiosidade é que o nome da canção é uma paródia a expressão "Arbeit Macht Frei", que traduzida significa algo como "O Trabalho Liberta", uma frase que era usada na entrada de alguns campos de concentração nazistas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A interessante "Blind Bleeding the Blind" possui um caótico início e alterna para um andamento cadenciado, construído por uma escala de "riffs" encorpados e rapidamente transita novamente para um ritmo veloz e ensandecido. O "groove" dos "riffs" de Michael Amott e Bill Steer, aliados ao peso das baquetas de Ken Owen caracterizam o começo da nona faixa, "Doctrinal Expletives", uma faixa que possui um ritmo mais contido, porém fascinante. O final desse grande trabalho de estúdio fica reservado para a magnífica "Death Certificate". O "riff" principal é soberbo e marcante e além do peso extraordinário ao longo da canção, nós temos mais variações de andamento bem construídas e esplêndidos solos de melodias de guitarra ao longo da música.

Mais trabalhado, mais diversificado e completamente diferente do que a banda havia concebido em seus trabalhos anteriores, "Heartwork" fez muitos fãs antigos torcerem ao nariz devido a sua mudança drástica no rumo das composições e das letras da banda, entretanto, independente do rumo que a banda tenha decidido tomar e as mudanças pelo qual optaram realizar nesse quarto registro de estúdio, "Heartwork" é realmente uma obra-prima do Death Metal melódico e do Metal Extremo como um todo, sendo referência para diversas bandas até hoje e considerado por especialistas com um dos maiores álbuns de Death Metal da história.
01. Buried Dreams
02. Carnal Forge
03. No Love Lost
04. Heartwork
05. Embodiment
06. This Mortal Coil
07. Arbeit Macht Fleisch
08. Blind Bleeding the Blind
09. Doctrinal Expletives
10. Death Certificate

Faixa Bônus:
11.This Is Your Life"
Jeff Walker (Vocal/Baixo)
Bill Steer (Guitarra)
Michael Amott (Guitarra)
Ken Owen (Bateria)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Músico analisa Angine de Poitrine e diz que duo é "puro marketing e pouca música"
Kiko Loureiro diz que muitos motivos contribuíram para sua saída do Megadeth
Chris Poland diz que vai desmentir Dave Mustaine em seu livro
Greyson Nekrutman avalia seus dois anos como baterista do Sepultura
Flea conta quais são os cinco baixistas que mais influenciaram sua carreira
Estrela da WWE gostaria que música do Megadeth fosse seu tema de entrada
Iron Maiden não deve comparecer à cerimônia do Rock and Roll Hall of Fame
Dream Theater toca trecho de clássico do Van Halen em show no Panamá
5 bandas dos anos 80 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Ex-Megadeth assume temporariamente a função de baterista do Accept
Anette Olzon relembra saída conturbada do Nightwish e recente e-mail enviado para Tuomas
Mark Osegueda, do Death Angel, diz que Cliff Burton era "um cara maravilhoso"
O que aconteceu em Tabuleiro do Norte (CE) que Aquiles Priester usa de exemplo até hoje
Confira a lista completa de eleitos ao Rock and Roll Hall of Fame 2026
O disco clássico do Sepultura que fez Foo Fighters perder 50 mil dólares
O único membro do Iron Maiden que foi expulso e recebeu homenagem no álbum seguinte
Musical Box: Os 20 discos seminais do Hard Rock

Atribuir criação do melodic death metal ao Carcass é uma bobagem, segundo Jeff Walker
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme

