Carcass: poucos discos podem ser chamados de revolucionários
Resenha - Heartwork - Carcass
Por Mateus Ribeiro
Postado em 04 de fevereiro de 2019
São poucos os discos que podem ser chamados de revolucionários. "Heartwork", do CARCASS, é um deles.
Lançado em 1993, o quarto registro do CARCASS é um divisor de águas não só para a banda, mas para o Metal em geral.
Para falar sobre a obra prima do grupo britânico, é preciso voltar um pouco no tempo, principalmente para entender a evolução no som dos caras. Vamos lá!
Quem conhece a banda sabe como a sonoridade foi lapidada com o passar do tempo. Quem já ouviu o primeiro trabalho da banda, o clássico grindcore "Reek Of Putrefaction" sabe do que estou falando. O som era sujo, pesado, porém, chegava a ser quase inaudível, muito por conta da produção. Um prato cheio para os fãs de sons mais extremos, e um verdadeiro atentado contra os bons costumes. Caso você não tenha ouvido, clique no link e descubra:
As coisas mudaram um pouco no segundo disco, "Symphonies of Sickness". Mas o cheiro de morte e a podridão continuavam presentes.
O terceiro disco mostra mudanças impressionantes. "Necroticism - Descanting the Insalubrious" é um clássico absoluto e mostra um som muito mais polido, digamos assim. Mas não se engane: o clima de funerária continuava firme, forte, e muito presente.
O mundo começava a olhar com mais respeito para o CARCASS, mas faltava o tiro de misericórdia, que veio em 1993, com 'Heartwork".Desde o primeiro até o último acorde, é impossível ouvir o disco e ficar indiferente.
O som continuava muito pesado, mas dessa vez, com muito mais melodia, seja nos riffs, seja nos solos. O mundo era apresentado ao Death Metal Melódico.
Além dessas mudanças, as letras que mais se pareciam com autópsias deram lugar a temas um pouco mais, digamos, "adultos". Existe até uma letra que fala de amor (de uma maneira menos sutil, é verdade), a clássica "No Love Lost".
A faixa título é simplesmente incrível. Seu riff inicial é lendário e marcante. "Heartork", aliás, é a música mais conhecida do CARCASS.
Outros grandes momentos ficam por conta de "Buried Dreams", que abre o disco de forma brutal, "This Mortal Coil", a corrida "Carnal Forge" e "Death Certificate", que acaba lembrando um pouco os primeiros trabalhos da banda, só que com uma produção extremamente melhor.
Todos os músicos fazem um trabalho excepcional no disco, e merecem destaque.Os riffs são afiados, os solos, verdadeiras obras de arte. O trabalho da cozinha é absurdo, e Jeff Walker comanda tudo com sua voz peculiar.
"Heartwork" é uma espécie de manual de instruções do Metal extremo. Um disco que influenciou diversas bandas, dos mais variados estilos, e que continua atual até os dias de hoje.
Se você não conhece esse disco, corra e ouça. Um dia você ainda vai me agradecer por isso!
E qual a sua opinião sobre esse disco?
Um abraço, e até a próxima!
Outras resenhas de Heartwork - Carcass
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
A canção que, para Bono, traz "tudo o que você precisa saber sobre música"
O supergrupo que tinha tudo pra estourar num nível Led Zeppelin, mas foi sabotado pela gravadora
A melhor música de "The X Factor", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Gary Holt comenta sobriedade e apoio de Rob Halford: "troquei a cerveja por biscoitos"
The Troops of Doom une forças a músicos de Testament e Jota Quest em versão de "God of Thunder"
A música do Led Zeppelin que Robert Plant diz "definir" Jimmy Page
ShamAngra celebrará 30 anos do álbum "Holy Land" com 18 shows pelo Brasil
Novo disco do Exodus conta com participação de Peter Tägtgren, do Hypocrisy
Com filho de James Hetfield (Metallica) na bateria e vocal, Bastardane lança novo single
A melhor música de "Countdown to Extinction", do Megadeth, segundo o Loudwire
As 10 maiores bandas da história do power metal, segundo o Loudwire
O clássico do Pink Floyd que David Gilmour não toca mais por ser "violento demais"
Dirk Verbeuren, do Megadeth, diz que Dave Mustaine "praticamente inventou" o thrash metal
As duas bandas consagradas que Robert Plant detonou: "Que porcaria rimada é essa?
Quando a TV Globo jogou Raul Seixas pra escanteio e ficou com Renato Russo
"O Angra foi formado com escolhas estéticas, não tinha mocorongo ali", diz Regis Tadeu
Os dois fatores que assombravam os Beatles na gravação do último álbum "Let it Be"


Atribuir criação do melodic death metal ao Carcass é uma bobagem, segundo Jeff Walker
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



