Crosby, Stills, Nash & Young: O clássico Déjà Vu

Resenha - Déjà Vu - Crosby, Stills, Nash & Young

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Por Eduardo Wolff
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Para recordar a origem deste déjà vu, o quarteto surgiu a partir de desmembramentos de bandas de sucesso. David Crosby e Graham Nash tiveram músicas negadas pelos componentes dos grupos que participavam: o The Byrds e o The Hollies, respectivamente. Estes conjuntos, por estarem consolidados perante o público, tinham um apelo nas composições cada vez mais puxando para o pop. Desta insatisfação e desvirtuação artística aliado ao fim do Buffalo Springfield, de Stephen Stills e Neil Young, o resultado foi essa química que culminou num excelente álbum que mistura rock, country, folk e blues: o Déjà Vu.
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Retrocedendo um pouco, em 1969, Crosby, Stills e Nash já haviam lançado um grande disco, com título homônimo. Já nessa ótima fase que entra Young. O quarteto havia realizado diversas apresentações marcantes, tendo como especial a do Woodstock, sendo aclamados pelo público presente como um dos melhores shows do festival.

Além de Déjà Vu, Neil Young só voltou a gravar com seus parceiros (conhecidos pela sigla CSNY) no álbum Looking Forward, de 1999. Segundo Nash, foram 800 horas de estúdio para conceber o Déjà Vu. Um disco bem dividido nas participações e nas composições. Ou seja, duas músicas para cada um, com a exceção da última, parceira de Stills e Young. Apenas uma é versão da cantora canadense Joni Mitchell. O álbum também conta com as participações Dallas Taylor (bateria e percussão) e Greg Reeves (baixo). A importância dos dois é tão relevante que estão na capa com seus respectivos nomes creditados. Esse registro impressiona pela combinação das quatro vozes, numa sincronia perfeita muitas vezes, e pelas afinações dos violões, bem atípicas.

Já que foi referida a combinação de vocais, um exemplo é “Carry on”, a primeira faixa. A música é praticamente cantada pelo quarteto CSNY (uma espécie de ópera), com leve destaque para a voz de Nash. Em certa parte, a canção migra para um ritmo oriental, talvez uma influência de Sargent Pepper´s, dos Beatles. Além disso, conta com um baixo bem elaborado de Reeves. Na sequência vem “Teach your children” que é um dos grandes hits do álbum, com uma levada extremamente country. A música tem a contribuição de Jerry Garcia, do Grateful Dead, tocando uma pedal steel guitar (a famosa guitarra elétrica deitada).

Em “Almost Cult my hair”, Crosby monopoliza o vocal, com um som mais rock. Tem dois solos de guitarra simultâneos, bem característico do The Byrds. Adiante, com muita melancolia e desespero, vem “Helpless”, a primeira contribuição de Neil Young mais destacada. É uma música bem ao seu estilo, que se consolidou a exitosa carreira solo.

Como já referido antes neste texto (lembram?), uma música não é de autoria do CSNY e é justamente “Woodstook”. De certa forma, tem um forte vinculo com o grupo. Isso porque a compositora Joni Mitchell era namorada de Nash durante o período do festival, que intitula a música. Stills apresenta um vocal agressivo, comparado com outras canções do disco, além de uma pegada rock, com guitarras mais estridentes. Já “Déjà vu” é a mais psicodélica, apesar dos instrumentos convencionais, principalmente os violões. No início, ocorre um erro proposital, com Crosby fazendo a contagem para retomar a canção. Esta começa em ritmo acelerado e logo tem uma grande quebra, para deixar numa atmosfera mais “viajante” a quem escuta. Quem sabe seja uma situação déjà visite, um estranho conhecimento de um novo lugar.

Num momento déjà vécu (já visto) tem “Our house” com Nash cantando e comandando o piano. De certa forma, recorda algumas composições de Paul McCartney executadas de forma mais lenta como "Lady Madona" ou "Fixing a hole". O resultado é uma balada bem interessante do disco. Em “4+20” a conta fica por responsabilidade de Stills, sendo somente ele e os violões. Mas também, não precisaria de mais. É uma música introspectiva, que basicamente fala da perda de uma mulher, tendo como destino cair “nos abraços do diabo”. Tudo por culpa de pensamentos negativos.

“Country girl” tem a volta de Young ao vocal principal, além de ser a música mais produzida do disco. Contêm diversos instrumentos de cordas e percussão, além de pianos para deixá-la mais “épica”. Já a faixa “Everybody I love you” fecha esse registro com aquela já escrita fusão de vozes nunca vista, um jamais vu. Stills solta a voz com os seus graves em alguns momentos, terminando este álbum com todo vigor e energia.

Talvez no final deste texto, você já tenha esquecido algumas coisas que escrevi. Mas, no final das contas, esse disco deve ter ficado armazenado na sua memória por um longo prazo. Se algum dia você tiver um ótimo déjà senti musical, pode ter certeza que este álbum pode ter proporcionado este sentimento.

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