Overkill: Muita experiência e a bagagem de mais de 30 anos

Resenha - White Devil Armory - Overkill

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Por Fabio Reis
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Os grandes lançamentos de metal do ano não param de aparecer. Realmente passamos por uma época diferenciada, além de muitas bandas novas aparecendo, as chamadas clássicas nos presenteiam com trabalhos totalmente satisfatórios.

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O Overkill é, ao meu ver, uma das poucas bandas dignas de ostentar uma discografia totalmente sem falhas, com álbuns sempre corretos e sem experimentalismos. De alguns anos pra cá, a banda além de manter este legado, ainda vem lançando registros extremamente relevantes, sendo considerada por muitos uma das melhores do estilo na atualidade.

Trabalhos como "Immortalis" (2007), "Ironbound" (2010) e "Electric Age" (2012) são de altíssimo nível, mostrando uma banda em ascensão constante. Tais fatos acabaram gerando uma grande expectativa para a chegada deste "White Devil Armory".

A primeira impressão que fica nítida na audição é a capacidade da banda em não se distanciar um milimetro de sua sonoridade habitual e mesmo assim não soar jamais como uma cópia de si mesma. O Thrash Metal executado neste novo álbum segue a mesma linha dos seus antecessores, mas com um toque de modernidade. Sem parecer datado e com a criatividade, competência e técnica de sempre. "White Devil Armory" deve agradar a qualquer fã do estilo, por mais exigente que seja.

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O álbum possui momentos rápidos, agressivos e viscerais como nas faixas "Armorist", "Where There's Smoke" e "Freedom Rings". Em "King Of The Rat Bastards" e "Down To The Bone" os grandes destaques são o show de Riffs e as mudanças constantes de andamento. "Bitter Pill" e "Another Day To Die" são as mais cadenciadas e pesadas do álbum enquanto, "In The Name" é a típica canção do Overkill, épica, com passagens realmente empolgantes. A melhor do álbum.

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No decorrer das músicas, Bobby "Blitz" Ellsworth demonstra estar em plena forma, desfilando seus vocais tipicamente rasgados e agudos com maestria. Outro fator de destaque de "White Devil Armory" são os solos de guitarra de Dave Linsk. Sem se parecer com muitos guitarristas da atualidade, que se preocupam em soltar "milhões" de notas, Dave faz solos de extremo bom gosto, técnica e melodia, com um "feeling" muitas vezes ausente em bandas de Thrash Metal.

Fatalmente este álbum aparecerá em muitas listas de melhores do ano, com total merecimento diga-se de passagem. Não temos aqui um novo "Fell The Fire" ou "Taking Over" mas com toda certeza vemos uma banda que não cansa de se reinventar e vive talvez seu melhor momento. Com muita experiência e a bagagem de mais de 30 anos nas costas, o Overkill inclui mais um álbum acima de qualquer suspeita em sua já ótima discografia.

Formação:

Bobby "Blitz" Ellsworth (Vocal)
Dave Linsk (Guitarra Solo)
Derek "The Skull" Tailer (Guitarra Base e "Backing Vocals")
D.D. Verni (Baixo e "Backing Vocals")
Ron Lipnicki (Bateria)

Faixas:

1 - "XDM"
2 - "Armorist"
3 - "Down To The Bone"
4 - "PIG"
5 - "Bitter Pill"
6 - "Where There's Smoke"
7 - "Freedom Rings"
8 - "Another Day To Die"
9 - "King Of The Rat Bastards"
10 - "It's All Yours"
11 - "In The Name"


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Sobre Fabio Reis

Paulista, 32 anos, Editor do Blog Mundo Metal, fã de Rock Clássico e Diversos subgêneros do Metal. Banda favorita: Megadeth. Conheceu o Rock ainda quando criança por intermédio dos pais (amantes de Beatles) e com 11 anos já ia na galeria do Rock comprar seus primeiros LP's, desde sempre fez do Metal seu estilo de vida e até os dias de hoje essa paixão pela música só aumenta.

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