Soulvenir: Uma mistura psicodélica de sons
Resenha - Galaxy Species - Soulvenir
Por Marcos Correa
Postado em 01 de junho de 2014
Incrivelmente viajante, dançante, intimista e quaisquer outros adjetivos do mesmo gênero que queiram aplicar a essa banda será bem aceito.
A banda SOULVENIR lança em 2014 seu primeiro disco, GALAXY SPECIES, com uma mistura psicodélica de sons, onde os elementos de vários estilos se juntam em um só CD, como: Rock, pop, alternativo, eletrônico, etc.
O disco abre com a misteriosa Breaking the Silence, que mistura uma batida bem eletrônica com efeitos sintetizados que nos levam a uma viagem sem limites espaciais. Pixel vem logo em seguida com seu arranjo dançante e denso, essa música tem o poder de fazer você se movimentar mesmo que não queira, ela mexe com sua cabeça, principalmente quando chega em seu refrão pesado e rock’n roll.
Pra descansar um pouco o cérebro da porrada de Pixel, Behind The Sky traz uma paz transcendental, um sentimento reflexivo, um arranjo bem intimista e um baixo bem groovado. Reach Out the Sun, por sua vez vem para mostrar toda versatilidade que a banda tem. Algumas comparações podem surgir em sua mente nesse momento, mas mesmo tentando, não consigo atribuir a uma semelhança direta com nenhuma outra banda, mas sim uma identidade, uma impressão digital própria. A música é pra cima, pesada, direta e foi muito bem arranjada por Adnon Soares (vocalista, guitarrista e produtor da banda).
Timeless é mais uma das muitas músicas reflexivas do disco, abrindo as portas para a música mais frenética e, na minha opinião, a melhor música do debut, Enigma. A música começa com um riff de guitarra que descamba numa espécie de Drum'n Bass que vira rock, ganhei alguns torcicolos batendo cabeça com essa música.
When the Death’s Calling Out é mais uma das que seguem a linha dançante e espaciais. A próxima é a porrada Regretting My Religion, segure seu pescoço nessa música. Pra acalmar toda a adrenalina acumulada nessas últimas músicas e guardar energia pro final, Strange of Mine chega de mansinho, calma, introspectiva, seguida de The Truth About Love.
Pra fechar o disco as duas restantes Selflove e it Has no End. A primeira com uma violão e um teclado bem marcantes, levante e dance ao escutar essa música. It Has no End fecha o disco como uma espécie de convite, ou a degustar uma nova audição, ou a esperar ansioso um show ou um novo disco.
Um disco fantástico que vale a pena ser ouvido com o som no volume máximo.
Soulvenir é:
Adnon Soares (vocal, guitarra, violão e teclado),
Domingos Thiago (guitarra e backing vocal)
Marlon Silva (baixo e backing vocal)
Wilson Moreira (bateria)
Sandoval Filho (teclados)
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