Venom: 30 anos lutando ao lado de Satan

Resenha - At War With Satan - Venom

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Por Diogo de França Santos, Fonte: Metal Hammer, Tradução
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Hoje marca o trigésimo aniversário do lançamento de “At War With Satan”, terceiro e mais ousado álbum da banda VENOM. Um conceito desajeitado, mas feroz recontando a batalha apocalíptica entre Céu e o Inferno (e sim, isso é VENOM, então o Inferno vence no final), foi o álbum que consolidou o trio malevolente como uma das mais importantes e controversas bandas de metal que emergiram no começo dos anos 80.
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O VENOM poderia se proclamar com justificativas a banda mais significante e influente do metal nos últimos 35 anos, com seu “desmantelo” e sede de sangue, ajudou a reconstruir um gênero inteiro onde seria difícil de imaginar aonde bandas como METALLICA e SLAYER teriam achado o seu ponte de partida. Muito foi dito sobre a aproximação caótica do VENOM de fazer música soando o mais pesado o possível, mas vale lembrar que “At War With Satan” ofereceu muito mais que 30 minutos de batidas, junto com barulhos vindos direto das entranhas de Satan.

Exclusivo da era NWOBHM, a música que deu nome ao álbum é um single de épico de 20 minutos, com a habilidade técnica da banda sendo explorada ao limite absoluto, equivalia a uma declaração inovadora e intencionalmente maliciosa. Vindo como um combo de jab-e-cruzado depois dos dois álbuns “Welcome To Hell” e “Black Metal”, certamente confundiu a cabeça de muitos fãs do VENOM na época e continua como um álbum que divide opiniões.

O fato que certamente liderou a ação de remover os álbuns das lojas, as obras satânicas das prateleiras, foi a preocupação do Reino Unido e suas embaraçosas leis obscenas que não acrescentam em nada. Esse álbum irritou as pessoas certas, enquanto sustentou a reputação dos criadores por levar a música pesada para um território mais obscuro e sujo onde ninguém tinha pensado na época.

A extensa canção título é obviamente a peça principal: suas frequentes transições de um riff agressivo para o próximo expõe a audácia da banda, dane-se, vamos fazer isso, esse abandono das regras garantem que, a não ser que você seja alérgico à crueldade e arrogância, “At War With Satan” é uma aventura de 20 minutos brilhante.

O resto do álbum é ótimo também – indo do metal furioso de “Rip Ride” e “Genocide” passando pelo motor thrash de “Women Leather And Hell” a confusão de “Aaaaaarrghh”, o VENOM vem intencionalmente testando a paciência dos fãs de metal com a preferência de serem mais “educados”, mas para o azar de Cristo eles fizeram um barulho emocionante e alegre. Lutando com Satan.

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Sobre Diogo de França Santos

Diogo Santos, 21 anos, estudante de Marketing, paulistano, apaixonado por música, amante do heavy metal e suas vertentes, guitarrista quando lhe convém, frequentador de shows. Thrash metal é vida, ou morte, dependendo da sua visão. "You can't kill the metal, the metal will live on".

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