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PRB

Slasher: Uma descarga de sentidos e emoções

Resenha - Katharsis - Slasher

Por Afonso Ellero
Em 01/03/14

A banda paulista de Thrash Metal, SLASHER, acaba de lançar seu tão aguardado segundo álbum. "KATHARSIS", a sutil diferença entre ritmo pesado e velocidade desenfreada.

Composto por nove faixas, o álbum chega ao mercado depois de um longo período de encubação, no qual a banda se dividiu em compor e divulgar seu predecessor, "PRAY FOR THE DEAD".

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Gravado em Amparo/SP no estúdio Mix Music e produzido por Tue Madsen na Dinamarca em novembro de 2013, o trabalho mostra um SLASHER tão pesado quanto antes e com uma maior preocupação com a produção, que é possível de se observar desde a belíssima capa, assinada pelo francês Stan W Decker.

"KATHARSIS" tem a capacidade de nos proporcionar bons momentos de euforia com sua sonoridade contagiante e vigorosa.

A produção deste álbum está matadora e conseguiu "acertar a mão" na escolha do timbre das guitarras de Lucas Aldi e Lúcio Nunes de tal forma que soassem limpas e sem perder a estridência característica do estilo.

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O volume do baixo de Wellington Clemente está nivelado de forma a se destacar sem interferir na linha de frente das guitarras. A marcação quase constante se alterna com passagens mais trabalhadas dando um ar discreto e elegante aos arranjos.

Seguindo a linha tradicional e sempre eficiente que mescla rouco/rasgado, o vocalista Skeeter conduz as canções sem exageros guturais que nos permitem entender bem a parte lírica. Isso fica ainda mais evidente na faixa "Jamais me Entregar", cantada em português.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Mas é a sutileza, se é que posso usar esse termo, da bateria de Taddei Roberto que mais me chamou a atenção. Sei que pra muitos é complicado entender o quanto os tambores podem influenciar na qualidade de uma composição, mas no estilo em questão a força das baquetas e, principalmente, o bom uso do pedal faz muita diferença no resultado final. E é isso que se vê nesse trabalho, pois os arranjos não chegam à velocidade da luz, o que ajuda a deixar o ritmo em uma pulsação acelerada sem se tornar ininteligível.

A temática das letras não foge muito dos eternos questionamentos do ser humano sobre o "sistema", seus fantasmas do passado e sobre si mesmo, explorando bem o inferno interior de cada um. Em alguns momentos as canções soam como mensagens positivas de superação e força como se pode ver nas faixas "Overcome" e "Jamais me Entregar".

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Neste campo das letras destaco "Disposable God" que, como o próprio nome se auto-explica, fala do Deus Descartável que nos é vendido, além de "All Covered in Blood" que viaja pela mente de um serial killer.

O álbum começa com uma bela introdução instrumental que, não tenho dúvidas, há de ser o tema de abertura da tour desse álbum. Se for, será uma ótima escolha.

"Disposable God" traz além de uma bela letra um riff simples e apropriado pra galera que se amarra em bater cabeça num moshpit. Na sequência ouvimos aquela que, em minha modesta opinião, é a cereja do bolo, "Overcome" que, em síntese, resume tudo o que eu disse a respeito do álbum nas linhas acima.

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"Final Day" tem uma introdução que me lembrou muito o Metallica do início dos anos 90 e talvez seja, entre todas, a composição mais complexa e melódica, com passagens e pequenas mudanças de tempo que mostram a faceta mais técnica dos músicos.

"Face the Facts" tem como destaque as empolgantes linhas vocais dentro das mudanças de andamento inteligentes apresentadas no decorrer da composição, contando com um belo solo atmosférico que funciona como um interlúdio gerando uma perfeita dinâmica para o retorno dos riffs a toda velocidade.

"Jamais me Entregar", única faixa em português, possui uma pitada de Hard Rock com um riff "mezzo hard/mezzo thrash" e é a canção encarregada de preceder o caos, pois abre caminho para a faixa mais rápida do álbum, "Hostile".

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"Suffocated", cover da extinta banda paulista Mosh, te conquista pelos poderosos riffs destilados com maestria pela dupla de guitarristas.

"All Covered in Blood" encerra o álbum com uma surpresa: a banda se aventura em uma sonoridade diferenciada, com linhas vocais melódicas e soturnas lembrando ALICE IN CHAINS mas sem reduzir o peso apresentado na sonoridade extremamente cadenciada desta marcante composição.

"KATHARSIS" é um álbum para se curtir sem medo e parcimônia e é indicado para quem ama o caos. Nem pense em usar esse álbum como trilha sonora de uma noite de amor!

O termo "catarse" pode ser usado em vários contextos, mas na arte é sinônimo "descarga de sentidos e emoções". Acredito que visto por esse prisma o nome é bem pertinente ao álbum em questão.

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Abaixo o álbum completo no YouTube:

Músicas:
01 - Katharsis
02 - Disposable God
03 - Overcome
04 - Final Day
05 - Face The Facts
06 - Jamais me entregar
07 - Hostile
08 - Suffocated (MOSH cover)
09 - All Covered In Blood


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